Política
Viana pede urgência o repasse de verba para Apaes
Deputado quer fazer valer Lei Complementar 527/2014, da sua autoria, que destina 10% de fundo para instituições que tratam pessoas com deficiência
Em mais uma ação para colocar em prática a Lei Complementar 527/2014, de sua autoria, o deputado Zeca Viana (PDT-MT) apresentou 17 indicações ao governador Pedro Taques (PSDB) e ao secretário de Trabalho e Assistência Social, deputado licenciado Max Russi (PSB), para eles repassarem "urgente" os recursos às APAES de Cuiabá, Rondonópolis, Tangará da Serra e mais 14 municípios de Mato Grosso.
As indicações foram apresentadas na sessão da Assembleia Legislativa da ultima terça-feira à noite (4/4). Zeca Viana elaborou a lei para que as instituições que tratam pessoas com deficiência tenham 10% do valor arrecadado do Fundo Estadual de Erradicação da Pobreza. Há 3 anos ele atua para que organizações como a APAE e a Fundação Pestalozzi tenham verba pública para a sua manutenção.
"As APAES e Pestalozzi fazem um trabalho muito importante. Essas instituições necessitam do dinheiro público, pois não têm arrecadação própria. O atendimento delas depende de promoções beneficentes e contribuições espontâneas das pessoas", afirma Zeca Viana.
Além de Cuiabá e as outras duas cidades, os municípios para os quais o deputado apresentou as indicações para as APAES receberem recursos foram: Colíder, Querência, Denise, Lucas do Rio Verde, Barra do Bugres, Poconé, Nova Guarita, Vera, Campo Novo do Parecis, Tapurah, Terra Nova do Norte, Aripuanã, Alta Floresta e Nova Canaã do Norte.
No ano passado, o deputado realizou uma audiência pública na Assembleia Legislativa e trouxe a Cuiabá cerca de 60 representantes de APAES e instituições para ouvir do governo o motivo do não repasse de dinheiro, mesmo com a lei existente que autoriza a liberação da verba.
Na ocasião, o secretário de Trabalho e Assistência Social, Valdiney Arruda, não participou da reunião e não mandou substituto para falar aos representantes e deputados que participaram da audiência. Uma secretária adjunta do governo estava na abertura do evento e informou que na hora da audiência uma reunião seria realizada na secretaria para debater o assunto. Após o recado, ela saiu da audiência.
Representação ao MP
Após não ter resposta do governo Pedro Taques, o deputado Zeca Viana protocolou ainda em 2016 uma representação ao Ministério Público Estadual (MPE) para fazer cumprir a Lei Complementar 527/2014. O MP arquivou a ação.
Após entrar com recurso administrativo perante o MP, foi aberto inquérito civil que está em andamento.
Política
Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande
O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.
A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.
Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.
O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.
O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.
Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.
A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.
Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.
O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.
A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.
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