PRA ONDE VAI O MDB?
MDB tem muito trabalho para fazer pensando em 2026
Quintou caros amigos e leitores do Blog do Valdemir! Enquanto alguns líderes políticos defendem o fim da Federação Partidária, ou Fusão das siglas, exemplo, PT com PCdoB e PV, outros articulam para a formação de novas Federações Partidárias e vem dominando as agendas dos dirigentes na Terra de Rondon.
O PSB aprovou, na executiva da sigla, a abertura de diálogo com PDT e Cidadania. Já a cúpula do PSDB que atualmente está federado com Cidadania, tem se reunido com PSD com o objetivo de uma Fusão.
Uma das movimentações que os políticos mato-grossenses aguardam é a Fusão entre União Brasil (UB), Repúblicanos e Partido Progressista (PP).
O os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, avalia que possíveis Fusões, Adesões e Federações vão impactar o cenário político em Mato Grosso.
Enquanto aguardamos a formação das Federações ou Fusões, vamos resumir os últimos acontecimentos na nossa querida e “MARAVILHOSA”, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e Palácio Paiaguás:
– Reconciliação da sigla emedebista com o vice-governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, para a disputa do Governo do Estado tá complicado;
– O presidente da Casa de Leis, o deputado estadual Max Russi (PSB), é a principal alternativa para a turma do núcleo duro do governo, já que agrega: Jayme Campos (UB), “Mulher Maravilha” do MDB, e outras lideranças que não terão espaço;
– Não tem mi-mi-mi, o atual presidente do Diretório Regional do MDB, Carlos Gomes Bezerra, se afasta oficialmente da sigla em agosto de 2025 e, o deputado federal Juarez Costa será conduzido a presidência.
Só para registro o deputado estadual Thiago Silva pleiteia o cargo de Carlos Bezerra. Será que tem voto pra isso?
Segue o fluxo!

MDB tem muito trabalho para fazer
Os emedebistas em Mato Grosso enfrentam um cenário desafiador após as eleições municipais de 2024.
O partido estará a frente de apenas 18 municípios do nosso querido Estado de Mato Grosso, ou seja, administrando apenas 4,69% da população mato-grossense, ficando atrás do União Brasil (UB) e Partido Liberal (PL).
Essa situação reflete uma necessidade urgente de reavaliação e trabalho intenso visando as eleições de 2026. A vitória em 18 municípios, acende um alerta para o partido: precisa fazer uma tarefa de casa e ir para o divã.
A situação atual demanda uma reflexão profunda sobre as razões por trás do desempenho abaixo do esperado e a elaboração de novas abordagens para reconquistar o eleitorado em diferentes municípios do estado.
Segundo o deputado estadual Dr. João José de Mattos, é preciso ter consciência que o partido saiu muito enfraquecido no último pleito eleitoral.
“Perdemos em Rondonópolis, Várzea Grande, Cuiabá e Sorriso. Quatro eleições que eram dadas como ganhas. Temos que sentar, esperar baixar a poeira, conversar e dialogar. Não adianta ficarmos separados entre MDB municipal e MDB estadual. Isso está tudo errado. Um dos motivos de tantas derrotas é a falta de união“, pontuou o parlamentar emedebista.
Ou seja, o cenário político que se desenha após o pleito 2024, indica um trabalho árduo pela frente.
O partido precisará reavaliar suas estratégias, fortalecer sua base e buscar novas formas de se conectar com o eleitorado, especialmente em Cuiabá, e nos municípios polos, visando uma recuperação nas próximas eleições em 2026.
Do Blog do Valdemir
As declarações de algumas de suas lideranças de que o MDB deve ter candidatos ao governo e a senador em 2026, faz parte do jogo de estratégia para não deixar o partido fora dos debates sobre o assunto. Na verdade, o MDB não tem um nome com densidade para brigar com chance para o Governo do Estado.
Seu único nome com votos comprovados é a da “Mulher Maravilha“, mas.. a sigla vem de derrotas em vários municípios seguidas e não deve entrar em mais uma aventura. Para o Senado, fala-se na deputada estadual emedebista, mas o quadro dessa disputa está conflagrado com adversários competitivos, como Mauro Mendes, Jayme Campos, Otaviano Pivetta, Cidinho Santos, Wellton Fagundes, etc…etc…etc.
Na verdade, a cereja do bolo do MDB seria mesmo indicar a “Mulher Maravilha“ como vice na chapa para o Governo do Estado. Massss… ela também de olhos voltados para a Casa Alta. O outro foco do MDB é montar chapas fortes para deputado estadual e deputado federal. A disputa do Senado e do governo em 2026, não deverão estar no radar do MDB. O resto é ilação.

Enquanto isso no Palácio Paiaguás
O governador Mauro Mendes (UB), reeleito em 2022, formando uma frente ampla contra a ex-primeira dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), expandiu o seu arco de apoios e levou para a base aliada partidos que até independentes ou ficavam o pé na oposição.
Diante de uma base forte, Mauro Mendes cedeu um pouco mais e entregou aos partidos alguns cargos no Governo do Estado.
As legendas até o momento, entregam todos os votos ao Palácio Paiaguás, porém, evitam tratar de uma caminhada ao longo prazo ao longo do governador Mauro Mendes.
Quando questionados, os principais representantes dos partidos costumam repetir: ainda é cedo para bater o martelo sobre 2026 e que a decisão vai depender das Federações Partidárias e do cenário político no Estado de Mato Grosso.
Além disso, alguns deles são próximos a possíveis adversários do candidato do núcleo duro do Palácio Paiaguás.
O Senador Wellton Fagundes do PL, tenta se tornar homem forte da sigla. Deputados estadual emedebista mais votada em 2022, trabalha por uma candidatura de oposição e sonha, inclusive, em sair candidata a vice-governadora nas próximas eleições.
Em meio a esse movimento, o PSB integra o grupo que vai esperar a conjuntura política para definir seus próximos movimentos.
Nessas movimentações, o governador Mauro Mendes e seu núcleo duro acompanha de perto o mandato do presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), Max Russi (PSB), como crucial para a garantia da estabilidade no fim do segundo mandato do unista.
Cada vez mais poderosos, os deputados estaduais detêm poder para avançar as temidas pautas-bombas e engavetar projetos prioritários que renderiam ativos eleitorais ao governo. Ou seja, podem ajudar ou atrapalhar, a depender de suas intenções políticas.
PS: em meio ao cenário indefinido, Mauro Mendes “escolheu” o presidente da Casa de Leis, aquele que indica uma aliança com ele em 2026: Max Joel Russi (PSB).
Segue o fluxo!
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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