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Política

Com baralho novo, Sachetti reavalia escolha de partido

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Uma coisa é certa, eu vou disputar a eleição de outubro, pode ser para deputado federal, estadual, ou para o Senado, isso se houver a possibilidade. E isso não vai depender de mim, depender só da minha vontade, tudo vai depender de uma construção politica, mas eu vou trabalhar para viabilizar minha candidatura, estou motivado nesse novo projeto de pleitear uma candidatura ao senado da Republica, estou preparado para isso”.

O deputado federal Adilton Sachetti, ainda sem partido, ficou motivado de uma possível candidatura ao Senado da Republica, após o anuncio do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Senador Blairo Maggi anunciar sua desistência de reeleição para o Senado.

Adilton Sachetti, disse que disputa eleição, mas vai fazer uma avaliação de reeleição para o novo projeto de uma possível candidatura ao Senado com apoio do amigo e padrinho politico Blairo Maggi.

Com essa possibilidade, o parlamentar federal também terá que rever se a mudança poderá vir a interferir na sua filiação em um novo partido. Aditon já esta com as conversações bastante adiantadas com os Democratas dos irmãos Jayme e Júlio Campos, mas seu projeto no DEM seria uma disputa eleitoral como candidato a reeleição na sigla a deputado federal.

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Outro partido com grandes possibilidades seria a do Partido Progressista (PP), onde esta filiado o amigo e padrinho politico Blairo Maggi, segundo Sachetti, na sigla não existia a possibilidade de uma disputa a reeleição como deputado federal, já que o líder do Partido Progressista em Mato Grosso, Ezequiel Fonseca, assim como a do Secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller que afirmou sua intenção de concorrer a uma das vagas de deputado federal em outubro próximo, já que com a saída de Blairo Maggi, uma vaga estaria aberta na Majoritária.

Eu vou decidir isso já nos acréscimos, aos 45 minutos do segundo tempo, nos não conseguimos aprovar o fim das coligações e cláusulas de barreira este ano que passou, agora eu vou ter que fazer a soma e avaliar”.

Vocês viram o que aconteceu hoje, Blairo Maggi desistiu, o baralho é novo agora, tem que dar as cartas tudo de novo. E neste momento é de muita calma, tem que conversar tudo novamente e com todos os partidos, e ver o que é possível fazer”.

No anuncio de despedida nesta segunda-feira na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Blairo Maggi disse que Adilton Sachetti é seu amigo e tem seu apoio, e depende dele tomar a decisão. “O Adilton é meu amigo de muito tempo, ele é competente no que faz e principalmente na vida pública, caso ele faça a opção de colocar seu nome como candidato ao sendo da republica, vai terá minha simpatia, vou estar sempre com ele, mas quem tem que decidir é ele”.

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Pedro Taques

Perguntado sobre a situação do tucano Pedro Taques e em que passa o Estado de Mato Grosso, Sachettti disse que Taques vem passando por uma crise financeira muito grande, e também um grande desgaste entro do Executivo, mas que ele em pouco tempo poderá mudar toda a situação e tem grandes chances de conseguir a reeleição, mas que ele precisa colocar de seu lado um grupo politico em torno de seu projeto de reeleição.

Quem esta no cargo é natural vir a reeleição, é um candidato natural do partido, mas o estado passa por crise, por dificuldades, tem o desgastes dele por tudo que esta acontecendo, mas Taques tem condições de se viabilizar ate o dia da eleição”.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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