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Política

Maluf defende suspensão de repasse adicional aos Poderes

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Para auxiliar o Poder Executivo a amenizar os efeitos da crise econômica, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), defende que o Poder Legislativo e os demais Poderes abram mão da suplementação no valor do duodécimo, em caso de variação positiva da Receita Corrente Líquida do Estado. A proposta foi apresentada durante entrevistas concedidas ao programa Bom dia Mato Grosso e à Rádio Centro América.

maluf TV CAA sugestão de Maluf é que a "moratória" na suplementação do duodécimo seja válida pelo período necessário para restabelecimento do caixa do Governo.

"Defendo que o duodécimo dos Poderes não tenha futuros reajustes, mesmo em caso de aumento da Receita Corrente Líquida do Estado. Vamos trabalhar com esse mesmo orçamento para custeio das atividades do próximo ano. Podemos fazer isso por um ou dois anos para auxiliar o Executivo a cumprir suas obrigações com os servidores e a quitar as dívidas com empréstimos, da mesma forma que fizemos em 2015, com a devolução de R$ 20 milhões para a compra de ambulâncias", propôs o parlamentar.

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Em relação ao orçamento deste ano, Maluf afirmou que os recursos existentes em caixa já possuem destinação certa e que, por isso, não é possível falar em redução do montante.

"A Assembleia está trabalhando na aprovação de um PCCS para os servidores efetivos e isso irá gerar um impacto financeiro em seu orçamento. Há também diversos outros investimentos programados, que resultarão em benefício não só para os servidores do Legislativo, mas para todos os cidadãos", pontuou.

De acordo com levantamento realizado pelo núcleo econômico da Assembleia, o duodécimo do Poder Legislativo foi o que sofreu menos acréscimo ao longo dos últimos anos. De 2001 a 2015, o valor destinado ao Parlamento Estadual aumentou 18,8%, enquanto os demais Poderes tiveram aumento de até 93%.

Emendas Parlamentares

Guilherme Maluf também analisa outras medidas para auxiliar o Executivo, como propor aos deputados estaduais que abram mão de parte das emendas parlamentares.

"Há várias situações em que o Poder Legislativo pode ajudar e acredito que essa seja uma delas", declarou.

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Durante reunião com o governador Pedro Taques e com deputados estaduais da base do governo, realizada na noite desta segunda-feira (24.05), Maluf sugeriu repassar R$ 24 milhões de emendas parlamentares para o Governo do Estado.

RGA

O presidente da Assembleia Legislativa assegurou o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores comissionados da Casa. Já os efetivos devem ser contemplados com a aprovação do PCCS, conforme acordo firmado com o sindicato da categoria.

No que se refere ao pagamento do benefício para servidores do Tribunal de Justiça, o deputado afirmou ser favorável à derrubada do veto imposto pelo então governador em exercício, Carlos Fávaro.

"Existe uma lei que foi aprovada pela Assembleia Legislativa e trata do pagamento do RGA e temos que seguir essa lei. Além disso, esse projeto do Tribunal de Justiça já havia sido analisado pelos deputados estaduais e pelas comissões da Casa", explicou o parlamentar.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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