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Política

Incompatibilidade administrativa: primeira baixa é uma questão iminente na gestão Mauro Mendes

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Projeto “Cota Zero” cria confusão entre o Secretário Estadual de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec Pinto Acosta Benitez, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o governador do estado, Mauro Mendes (DEM), gerando a primeira possibilidade de “baixa” no estafe.

O problema começou desde quando o Projeto “Cota Zero, que proíbe o transporte de pescado dos rios de Mato Grosso, foi apresentado para a população.

O Projeto de Lei nº 668/2019 (Mensagem nº 107/2019), proposta pelo Poder Executivo, que proíbe, em seu artigo 18, a comercialização e o transporte de pesca amadora por cinco anos em Mato Grosso a partir do ano de 2020.

Chamado de Cota Zero, o Projeto trata da Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e regulamenta as atividades pesqueiras e está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

Além de reforçar a proibição durante a Piracema e com itens como explosivos, ceva fixa, substâncias tóxicas e outros métodos depredatórios, o PL 668/2019 traz mudanças como a proibição de que pescadores amadores, desde que registrados e com carteira de pescador levem peixes para casa, podendo apenas praticar a modalidade “pesque e solte“.

A confusão:

O secretário Allan Kardec Pinto Acosta Benitez gravou um vídeo, onde explicou que o Cota Zero já existe, o que vai mudar é apenas proibição do transporte do pescado.

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A revolta popular foi incondicional, em praticamente todas as cidades que a pesca movimenta a economia, mas em Santo Antônio de Leverger foi pior, com uma base eleitoral maciça, forjada pelas linhas, anzóis, remos, canoas e muito suor dos pescadores, a defesa do Cota Zero, declarada no vídeo pelo secretário Allan Kardec foi vista como uma questão pessoal, uma traição, vergonha e decepção.

Segundo informações de bastidores, com a gravação do vídeo, o secretário Allan Kardec agradou o governador, mas conseguiu atrair a revolta popular, que o fez ficar arrependido, quando imediatamente gravou o segundo vídeo, tentando retratar o fato ocorrido do primeiro vídeo.

Eu sou contra o projeto “Cota Zero”, quero deixar isso bem claro”.

A confusão ficou pior com a retratação:

Mesmo com o novo vídeo, onde Allan Kardec aparece afirmando que é contra o Projeto “Cota Zero, a população não depositou tanta credibilidade na fala do secretário, criando um clima de insegurança, incertezas e desconfiança.

De acordo com os bastidores, Allan Kardec também conseguiu desagradar seu chefe, o governador Mauro Mendes, que como punição, teria concedido um prazo para o secretário deixar a pasta.

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Projeto polêmico

O Projeto causou revolta no mundo da pesca, tanto os pescadores amadores, profissionais, comerciantes que equipamentos de pesca, os empresários donos de hotéis, pousadas, barcos, lanchas e tablados, ficaram revoltados com a possibilidade da proibição do pescador levar o peixe para casa.

Com a revolta das pessoas que fazem parte do mundo da pesca, várias manifestações foram realizadas, principalmente dentro da Assembleia Legislativa, onde os deputados tentaram apaziguar os ânimos dos revoltados.

Mesmo com a população demonstrando um posicionamento contrário ao Cota Zero, os mais exaltados já estavam se acalmando, e como outras pautas estão em evidência, este projeto já estava entrando na linha do esquecimento, até que um suposto pedido do governador, para o secretário Allan Kardec que tem sua base eleitoral de pescadores, gravar um vídeo, defendendo o Cota Zero, teria reacendido a revolta popular.

O Projeto “Cota Zero será debatido novamente, só depois da votação da minirreforma tributária do Governo do Estado, que tem data limite até o dia 31 de julho, enquanto isso, as pessoas que vivem do mundo da pesca, amarga as incertezas de uma crise iminente do setor. (Lauro Nazário)

Veja o vídeo

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Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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