Política
Câmara comemora 71 anos de emancipação política com entrega da Comenda do Mérito Legislativo Municipal “Couto Magalhães”
A Câmara Municipal de Várzea Grande realizou sessão solene em comemoração aos 71 anos de emancipação política do município, celebrado nessa segunda-feira (23), com entrega de Medalha e da Comenda do Mérito Legislativo Municipal “Couto Magalhães”.
A solenidade requerida pelo presidente da Casa de Leis, vereador Fábio José Tardin, “Fabinho” (DEM) e demais parlamentares homenageou 40 pessoas com a principal honraria concedida pela Câmara Municipal.
“Com esta homenagem demonstramos respeito e através dela queremos pedir que continuem nos ajudando. Parabéns ao Governo pelas parcerias com o município que tem trazido melhorias ao povo. Ao nosso Judiciário pelo atendimento justo e cada vez melhor. Parabéns a prefeita Lucimar, que ao lado do senador Jayme Campos investe em obras necessárias para nosso município. Parabéns aos empresários e todos os homenageados que acreditam em Várzea Grande. Juntos vamos trabalhar para melhorar ainda mais a nossa cidade“, disse Fabinho.
Ao discursar em nome dos vereadores da Casa, o parlamentar Ícaro Reveles (PSB) externou aos agraciados seu agradecimento pela contribuição com o desenvolvimento político e social do município. Ele ainda cobrou os mesmos, a responsabilidade adquirida com a entrega da titularidade.
“A Comenda com seu nome recebida no dia de hoje é uma homenagem entregue a personalidades que contribuem e contribuíram e ainda continuarão contribuindo para o desenvolvimento de Várzea Grande. A partir de hoje, serão comendadores e comendadoras do nosso município. Esse título representa uma grande responsabilidade e espero que continuem a trabalhar por Várzea Grande“, destaca Reveles.
Escolhido pelo vereador João Tertuliano de Barros Filho, o “Joãozito” (DEM) para receber a Comenda Couto Magalhães, o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, ressaltou a importância de relembrar a história do município e da “luta” pela emancipação política.
“Couto Magalhães fundou essa cidade, um visionário, e nós que recebemos essa honraria também somos visionários. É uma honra ser agraciado com a medalha de Couto Magalhães. Gostaria de falar da responsabilidade de sermos homenageados e fazermos muito mais por Várzea Grande“, disse o secretário.
O Senador da República, Jayme Veríssimo de Campos (DEM) lembrou que sancionou a Lei 900/87 da Comenda do Mérito Legislativo, quando então prefeito de Várzea Grande. Na ocasião, o senador aproveitou a oportunidade para apresentar os trabalhos desenvolvidos pelo Poder Executivo, sob administração da prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, destacando a importância da harmonia dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
“Os que estão aqui, merecem está honraria. Todos contribuíram para o desenvolvimento de nossa cidade, portanto, cumprimento a todos e tenho a certeza que nessa união entre o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Judiciário buscaremos uma Várzea Grande, um Mato Grosso e um Brasil melhor“, finalizou o Senador Jayme Campos.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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