FALTA SERVIÇO DE QUALIDADE
Deputado defende rompimento de contratos com Via Brasil
O Governador Mauro Mendes (UB), entregou os trabalhos iniciais da obra de infraestrutura de quase 100 km na MT-100, entre Alto Araguaia e Alto Taquari. O trecho foi repassado a empresa Via Brasil, ganhadora do processo de concessão por trinta anos e foi pedagiada. Os investimentos ao longo dos 30 anos de concessão deveriam chegar a R$ 745 milhões.
Em 2019, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) autorizou início de cobrança das tarifas de pedágio nas duas praças da MT-100, administradas pela Via Brasil. A concessionária Via Brasil iniciou a cobrança de pedágio nas duas praças na MT-100, entre os municípios de Alto Taquari e Alto Araguaia.
Duras criticas a atuação da Via Brasil
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), fez duras criticas a atuação da Via Brasil, concessionária responsável por diversas rodovias de Mato Grosso. Na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o parlamentar afirmou que enquanto a empresa não presta os serviços pelos quais os motoristas pagam, por meio dos pedágios, o órgão público responsável não realiza, de forma adequada, a fiscalização do contrato.
O parlamentar do Republicanos, ressaltou que há alguns meses encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) para saber das ações de fiscalização relacionados ao contrato de concessão da MT-100, sob responsabilidade da Via Brasil. O trecho concessionado em questão vai do município de Alto Araguaia até a divisa com Mato Grosso do Sul.
“Fiquei surpreso com a situação, porque das informações que eu recebi vindas da Ager e da Sinfra eu percebo que ou está sendo feito vista grossa ou a Ager não está cumprindo seu papel. O cronograma de obras não é cumprido, a concessionária está demorando para apresentar projeto executivo e realizar as obras e, mais do que isso, o básico não é feito”, pontuou Guimarães.
O parlamentar explicou que as reclamações dos motoristas que trafegam pelo trecho concessionado, e pagam pedágio, são recorrentes e que, neste sentido, a atuação da Ager não tem sido satisfatória.
“No caso da MT-100, apenas em 29 de maio foi apresentado um auto de fiscalização para problemas como buraco na estrada e falta de sinalização. Até quando Mato Grosso vai admitir que a empresa ganhe dinheiro e não cumpra sua parte?”.
Diego pediu o apoio dos demais parlamentares para que haja o acompanhamento das ações de fiscalização.
“Se a Via Brasil não serve, o Governo de Mato Grosso precisa declarar a caducidade e retirar ela desses contratos. Sei da seriedade de quem conduz a Ager, mas é preciso que haja um plano de fiscalização e, se o contrato não for cumprido, que se imponha multa, assim como ocorre com o cidadão comum”.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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