RETA FINAL
Eleições 2020: final de semana com “Xeque-mate” de Mendes e dos primos Maggi
Com início das convenções (dia 31 de agosto), o jogo político das eleições deste ano, começou a apresentar o cenário, tanto para a prefeitura de Cuiabá, como também para eleição suplementar ao Senado da Republica.
Faltando 8 dias (dia 16) para o encerramento das convenções partidárias, as últimas horas, estão sendo de muitas discussões e encontros secretos, (mas o Blog do Valdemir sempre descobre), no sentido de mudar ideias e decisões sobre estar ou não na chapa majoritária que buscará o comando do Palácio Alencastro e a vaga ao Senado.
As peças do “xadrez político” estão avançando, se movendo em direção ao objetivo que é a vitória nas urnas em novembro.
Até o fechamento desta matéria na tarde/noite desta segunda feira (7), muitas conversas, ainda, estavam sendo realizadas, entre Cuiabá e Várzea Grande, onde estão sediados os principais personagens dessa disputa pela sucessão de Emanuel Pinheiro (MDB) e uma vaga ao Senado.
Xeque-mate de Mauro Mendes
Uma aliança entre lideranças tradicionais na política de Cuiabá tem sido desenhada contra uma eventual candidatura do atual prefeito Emanuel Pinheiro a reeleição. O governador Mauro Mendes, vem articulando nos bastidores, para apoiarem, juntos um candidato competitivo na capital. Por enquanto as conversas são intensas todos os dias.
A decisão terá um impacto significativo no pleito municipal. A presença de Emanuel Pinheiro no pleito eleitoral, levará a formação de blocos de partidos, como o que tem sido articulado.
O governador Mauro Mendes entrou no jogo e já articula nos bastidores, uma chapa com o apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França Auad e os Democratas dos irmãos Campos, indicando o vice. Nesta semana as conversações continuam, com a missão de trazer o vereador Felipe Wellaton (Cidadania), Abílio Júnior (Podemos) e Gisela Simona (Pros). Todos eles são pré-candidatos a Prefeitura de Cuiabá.
“Ter vários partidos com as mesmas ideias se enfrentando em Cuiabá, causa um grande problema, porque divide a população e a chance de se eleger e colocar aquele projeto em comum em prática. Por isso, estamos abertos ao diálogo e achamos necessária a construção de uma aliança”, declarou uma fonte do “núcleo duro” do Palácio Paiaguas.
O Blog do Valdemir ressalta que, quando enfrentou o processo de cassação na Câmara de Vereadores, Abílio Junior recebeu o apoio do governador Mauro Mendes, que liberou o vereador licenciado Gilberto Figueiredo atual secretário de Saúde para retornar a Câmara e votar a favor do vereador Abílio.
Abílio, já falou pelos quatros cantos da cidade que quer enfrentar pessoalmente Emanuel nas urnas. Entretanto ele precisou de Mendes e na política existe um lema aceita-se traição, mas não aceita traidor.
Então Abílio, chegou a hora de pagar a fatura?
Destino de Emanuel, uma incógnita
A situação de Emanuel Pinheiro na disputa é uma incógnita. O prefeito cuiabano ainda não decidiu se vai tentar a reeleição em novembro. Nem mesmo o próprio partido MDB não tem certeza se ele vem ou não como candidato. Ao que tudo indica, Emanuel Pinheiro vai manter o mistério até o dia 16 na convenção partidária dos emedebistas.
“Emanuel pode enfrentar dificuldades, diante de uma articulação da oposição. O prefeito até que é uma ótima pessoa, mas como gestor tem dificuldades em administrar. Para evitar uma vergonha, pode decidir não ser candidato“, disse uma fonte emedebista.
“Xeque-mate” dos primos Maggi
Erai Maggi, mega produtor de soja, após ver a candidatura do seu afilhado político Carlos Henrique Baqueta Favaro (PSD), ganhar musculatura neste final de semana com o apoio do primo Blairo Borges Maggi, do Partido Progressista (PP), vem aproximando de outros candidatos, com o intuito de ajudar nos bastidores a campanha do seu afilhado.
Erai Maggi tem conversado com o tucano Nilson Leitão. O ex-deputado atuou como consultor da Frente Parlamentar de Agropecuária.
E, pelo andar da carruagem, o Agronegócio entrou com tudo para apoiar Favaro. Erai e Blairo são os principais articuladores do Agronegócio em Mato Grosso. Erai indicou Favaro para ser vice-governador na chapa com o tucano Pedro Taques em 2014, após o próprio Erai ter recuado de compor a chapa com Taques.
Blairo declarou apoio ao Senador em exercício Carlos Favaro neste final de semana, após um café da manhã.
“Apoio o Favaro porque ele conhece o setor. É muito bom para o estado ter alguém como ele no Senado“, disse Blairo na coluna Radar da Revista Veja.
Agora, além de contar com apoio do governador Mauro Mendes e o Agronegócio, Carlos Favaro começa a preocupar os seus adversários.
Nota da redação
Emanuel deve anunciar na semana que vem a intenção de disputar a reeleição.
Blog do Valdemir avalia que, contudo, a união das forças políticas da oposição pode pressionar Emanuel Pinheiro e não entrar na disputa e que depois as siglas até desfaça a aliança e lancem seus próprios candidatos.
E para encerrar a novidade fica por conta do jornal O Globo que aponta o prefeito Emanuel Pinheiro como o sétimo alcaide mais popular do país.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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