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Política

“Vaidade” dos caciques do DEM pode levar projeto eleitoral para o brejo

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Mesmo com a confirmação de bastidores, com o nome do empresário Mauro Mendes Ferreira, o Homem de Ferro, como pré-candidato para governador de Mato Grosso, e o empresário Otaviano Olavo Pivetta do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de vice na chapa, a decisão não foi unânime, e teria causado não só um racha, mas uma verdadeira cratera entre as lideranças dos Democratas (DEM).

As controversas estariam acontecendo com os principais integrantes da cúpula do DEM, Jayme Veríssimo de Campos, o seu irmão Júlio José de Campos, Mauro Mendes Ferreira, o presidente estadual do Democrata em Mato Grosso, Fábio Paulino Garcia e as principais lideranças do interior do Estado.

Existem informações de que a “vaidade”, um dos sete pecados capitais das principais lideranças do partido pode estar levando o projeto de eleger o governador, vice, Senador, deputados estadual e federal por água a baixo, um projeto que tem tudo para dar certo, mas que pode parar na lama do brejo no Pantanal.

Hoje, já se ouve falar que o ex-senador Jayme Campos não seria mais candidato a uma vaga no Senado Federal, mesmo sendo apontado como um dos preferidos nas últimas pesquisas, Jayme teria que enfrentar uma dura disputa, com nomes como do ex-vice-governador Carlos Henrique Baqueta Fávaro do Partido Social Democrático (PSD), da Juíza aposentada Selma Rosane de Arruda, do Partido Social Liberal (PSL), até o vereador por Cuiabá, Lídio Barbosa, o “Juca do Guaraná Filho” do PTdoB, poderia ameaçar a sua vitória nesta disputa ao Senado.

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Por outro lado, existem rumores de que o afastamento da candidatura de Jayme Campos ao Senado da Republica, seria para trazer o PSD de Carlos Fávaro para o grupo, opção que estaria agradando boa parte do grupo, mas que teria ofendido o poderio de fogo eleitoral da família Campos.

Hoje, muitos boatos tomam conta do cenário político no Estado, mas é fato que no último final de semana, uma cena chamou muita atenção, quando o ex-governador Júlio Campos estava participando de um evento beneficente, em um famoso Buffet em Cuiabá, onde seria homenageado, já que tinha feito a principal doação, um terreno avaliado em mais de R$ 1 milhão, tudo ia muito bem, com um almoço delicioso, composto pelo melhor da culinária cuiabana, quando adentraram no ressinto, o pré-candidato ao Senado Carlos Fávaro e um dos seus principais apoiadores, o empresario Eraí Maggi que chamaram todas as atenções dos holofotes para eles, foi aí que sem chamar nenhuma atenção, por coincidência ou não, Júlio José de Campos simplesmente sumiu.

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O ato de Júlio Campos chamou atenção de muita gente, se o DEM de Júlio está em conversação com o PSD de Fávaro, qual seria o principal motivo do desaparecimento repentino do homem do DEM.

Será que a divergência é tão grande que não podem nem respirar o mesmo ar, ou já é um sinal de o DEM está se afastando do posicionamento do PSD.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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