Política
Surpresas devem tomar conta da convenção do PSDB, inclusive nada
A política de Mato Grosso reserva algumas surpresas que podem gerar efeitos à campanha eleitoral no Estado. Até o fim do prazo das convenções partidárias, dia 5 de agosto, pode acontecer de tudo. “Ou nada“.
Fiquem atentos aos movimentos sísmicos, mesmo os mais tênues, que envolvem membros do clã do ninho tucano, José Pedro Gonçalves Taques e Nilson Aparecido Leitão.
Ninguém se surpreenda com alguma desistência ou com eventual pré-candidatura-surpresa.
Os intramuros políticos estão em ebulição.
A contabilidade é simples: se o clã do ninho tucano, José Pedro Gonçalves Taques e Nilson Aparecido Leitão, tiverem suas candidaturas abaladas nas ultimas horas, ou quem sabe até em palanques distintos, e com partidos pulando de barco nos últimos segundos, como está sendo apresentado até o momento, e tem enormes possibilidades de não eleger ninguém, e perderam uma eleição, que segundo alguns que se dizem especialistas, estão em crescimento, segundo as pesquisas internas dos tucanos….não….não estranhem…brigas em família é assim mesmo…tudo se resolve…calma.
É possível ainda não aboletar também qualquer representante na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), já que, segundo informações de bastidores, muita tornozeleira eletrônica será colocada em alguns políticos, e o medo é grande, como aconteceu na manhã desta quinta-feira, quando o Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), juntamente com membros do Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Civil e Polícia Militar entrou no prédio da Casa de Leis para cumprir mandados de busca a apreensão.
Muitos nervos a flor da pele e correria nesta quinta-feira com a “Operação Dejá Vu” que teve como objetivo buscar provas para possa subsidiar investigações em curso e apuração dos crimes de associação criminosa, supressão de documentos e peculato, com envolvimento de servidores públicos, empresários e parlamentares estaduais e foi realizada no núcleo financeiro da Assembleia Legislativa do Estado e demais secretarias da Casa de Leis, além das vistas nos gabinetes dos deputados estaduais.
E por falar em tornozeleira eletrônica, a profecia do pré-candidato a Senador da Republica pelo Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos está se concretizando, desde janeiro, que o político falava que tinha que ver quem estaria livre, sem tornozeleira e com a “ficha limpa” para poder se candidatar e concorrer a algum cargo público.
Com as declarações do cabo Gérson Luiz, a paz do Palácio Paiaguás caiu por terra, a temperatura subiu tanto que quase chamaram os Bombeiros para apagar as labaredas, mas a situação é tão grave, que apenas os “Batman”, homens que vestem a toga podem resolver.
Mesmo com o índice de rejeição do pré-candidato a reeleição ao Governo do Estado batendo recorde, acima dos 65%, o governador José Pedro Taques do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ainda alimentava alguma esperança em ser bem sucedido nas próximas eleições de outro, já que ele é o detentor do maior poder político, administrativa e econômico de Mato Grosso.
Com as declarações do Cabo Gérson, que afirmam a participação do governador José Pedro Taques, como também do seu primo e ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Cesar Zamar Taques, na realização da “Grampolandia Pantaneira“, um sistema de escutas, que supostamente foram implantados para vigiar 400 pessoas, até a pré-candidatura do governador a reeleição foi abalada, existem rumores na cidade de que o seu nome será substituído, pelo nome do pré-candidato ao Senado da Republica, também pelo PSDB, Nilson Leitão, que aparentemente não está apresentando tanta confusão dentro do ninho tucano.
Mesmo com o Estado tendo aumento no faturamento, a crise financeira e política foram instauradas na gestão Taques. Com um sistema de Saúde que não consegue atender as mínimas necessidades da população, na segurança os papeis se inverteram, coronéis foram presos e milhares de bandidos estão aterrorizando a população de Mato Grosso, que vive amedrontada e refém da marginalidade. Na infraestrutura, várias obras não saíram do papel ou estão inacabadas, algumas que foram inauguradas, foram iniciadas pela gestão Silval Barbosa.
Resultado: tudo pode acontecer neste fim de semana. Inclusive nada.
Política
Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande
O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.
A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.
Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.
O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.
O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.
Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.
A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.
Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.
O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.
A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.
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