Search
Close this search box.

CANDIDATURAS PRÓPRIAS EM 13 CAPITAIS

“O mais importante é o PT unido e forte”

Publicados

em

A política de respeito às alianças partidárias que compõem a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser mantida nas eleições municipais em 2024. Para evitar o confronto com aliados e acomodar os interesses de todas as legendas, os petistas já admitem que devem ter candidaturas próprias disputando as prefeituras de apenas 13 capitais do país.

Os petistas escolhidos para disputar as capitais já estão praticamente definidos. A corrida de candidatos pela presença de Lula em suas campanhas deve se repetir em 2024. Porém, o presidente da República priorizará capitais onde houver polarização evidente com candidaturas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O escolhido

Após a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmar que o deputado estadual Lúdio Cabral seria o pré-candidato do partido a Prefeito de Cuiabá, na eleição de 6 outubro, onde até então o parlamentar estadual Lúdio Cabral e a ex-deputada federal Rosa Neide brigavam pelo direito de representar a legenda na disputa pelo Palácio Alencastro, começaram as negociações políticas do Partido dos Trabalhadores (PT) a procura de reforço para a eleição municipal.

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), explicou que houve “muita conversa”, e a cúpula do PT considerou que é viável que a ex-deputada continue como diretora-executiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas que Ludio Cabral seria o nome da sigla em Cuiabá.

O PT avaliou que seria importante ter Rosa Neide na Capital Federal e, por isso, a definição de caminhar com o nome do Lúdio para ser nosso candidato em Cuiabá”.

Primeira escolha

Conforme já esperado, o nome do deputado estadual Lúdio Cabral foi o escolhido para ser o pré-candidato do PT, na corrida pela Prefeitura de Cuiabá, em 2024.

A escolha do deputado estadual Ludio Cabral ocorreu durante o encontro de delegados, e dos 152 delegados eleitos, 151 se credenciaram e todos votaram pela pré-candidatura Lúdio Cabral. Rosa Neide, sua adversária na disputa interna, que não compareceu ao encontro, não fez nenhum voto.

Leia Também:  Disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá expõe guerra política e pressões institucionais

Com a definição partidária, o nome de Lúdio Cabral foi apresentado à Federação Brasil da Esperança, que reúne ainda o PV e o PCdoB. O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), vai buscar partidos aliados do presidente Lula (PT) para construir um arco de alianças para as eleições municipais.

O mais importante é o PT unido e forte. Já entrei em contato com a minha companheira Rosa Neide porque entendo que ela é uma liderança importantíssima para nós no papel que ela cumpre no governo federal, disse Lúdio.

O deputado comemorou o anúncio em sua rede social.

Depois de alguns meses de suspense, de muito diálogo, de muita serenidade e de muita humildade, o PT anuncia o meu nome como pré-candidato a Prefeito de Cuiabá”.

Impasse interno

Após perder a reeleição para deputada federal, Rosa Neide seria o nome do Partido dos Trabalhadores (PT) para a disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2024. A informação partiu do seu defensor, o deputado estadual Valdir Barranco, que responde pela agremiação em Mato Grosso.

Rosa Neide foi a candidata a deputada federal mais votada, com 124.671 mil votos, mas não conseguiu se reeleger devido ao quociente eleitoral. Somente na Capital, a petista conquistou aproximadamente 25 mil votos. Para o líder estadual da sigla, Valdir Barranco, isso a credenciaria para a disputa rumo ao comando do Palácio Alencastro.

Mas… no caminho do PT tinha uma pedra, e essa pedra seria o deputado estadual Lúdio Cabral que chegou a ser escolhido pelo PT Cuiabá para ser pré-candidato a prefeito da Capital. Mas…, a Executiva do partido em Mato Grosso, sob o comando do deputado Valdir Barranco (PT), tentou intervir, indicando o nome de Rosa Neide para as lideranças nacionais.

Nome teria que ser aprovado

Para ser oficialmente o candidato a Prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral ainda precisava ser aprovado pelos membros da Federação Brasil da Esperança, que tem o PV e PCdoB como siglas aliadas, onde nesse grupo, tem o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), que teria o apoio do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), também estaria sendo cotado como pré-candidato.

Obviamente, temos discussões a fazer dentro da Federação, junto com o PV, que apresenta um nome, e junto ao PCdoB, para definirmos a nossa caminhada. Mas, dentro do PT, esse foi o encaminhamento”, disse a deputada Gleisi Hoffmann.

PT está pacificado e caminhará unido para a melhor decisão junto com o PV e demais partidos para uma boa tática eleitoral em Cuiabá.

Apoios

Nestes últimos dias, o deputado estadual Lúdio Cabral confirmou, o apoio do PSD à sua pré-candidatura a prefeito de Cuiabá. Dono do partido em Mato Grosso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro, tem sido o porta-voz de Lula (PT) nessas negociações.

Leia Também:  “Quem não gosta de política, está condenado a ser dirigido por aqueles que gostam”

Depois da confirmação do seu nome como pré-candidato, Lúdio Cabral iniciou articulações para para ampliar seu arco de alianças. No contexto da da Federação Brasil da Esperança há uma indefinição entre ele e o Partido Verde (PV), de José Roberto Stopa, vice-prefeito de Cuiabá.

Com essa indefinição, a única garantia é que a vaga da vice será ocupada por alguém de fora da Federação Brasil da Esperança. Além do PSD, Lúdio Cabral conversa com a Rede Sustentabilidade, PSol e Federação PSDB/Cidadania.

Na reta final da montagem dos palanques municipais, a cúpula nacional o PT enquadrou diretórios municipais que pretendiam lançar candidatos e avisou que a palavra final caberá ao comando nacional da legenda. O PT decidiu que vai lançar candidaturas a prefeito em 13 capitais. Uma delas é Cuiabá.

Balde de água fria no PV

Com o nome de Lúdio Cabral definido como candidato, ele acredita que há uma possibilidade real de o PSD indicar um companheiro de chapa para vice.

Propaganda

Política

A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso

Publicados

em

As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.

Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.

As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.

A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.

Leia Também:  Várzea Grande em ebulição, resta saber se vai explodir

A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.

A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.

Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.

Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.

Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.

Leia Também:  “Estou construindo a candidatura, realmente estou disposto a fazer o enfrentamento"

Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA