PASSE SENDO VALORIZADO

“Sou 100 mil vezes Wellington Fagundes”

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A minha vontade pessoal é apoiar o Senador Wellington e a gente tentar construir um grande arco de aliança com o meu partido, fortalecendo a candidatura dele ao Governo ou ao Senado, no caso, a candidatura dele mais natural me parece que ele está sendo articulada para o Senado, então eu vejo com bons olhos”.

Foi o que declarou o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), sobre seu total apoio ao Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antonio Fagundes, para uma possível reeleição para o Senado Federal como para uma disputa pelo Governo do Estado em 2022. E segundo o emedebista, tanto o MDB quanto o PL podem construir um grande arco de aliança.

O Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro vem colocando em xeque o apoio do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Mato Grosso à candidatura do deputado federal Neri Geller (PP), na disputa ao Senado Federal em 2022. Ao comentar sobre as conjunturas políticas, o chefe do Executivo Municipal afirmou que não tem nada contra o parlamentar, mas expressou que é “100 mil vezes Wellington Fagundes”.

Sou 100 mil vezes Wellington. Sem nenhum demérito ao Neri, eu gosto dele, é um grande debutado federal, mas o Wellington é um político preparado“.

Emanuel seguiu rasgando elogios ao Senador Wellington Fagundes (PL), que é seu aliado de primeira hora e tentará a reeleição este ano. Nesse contexto, o gestor afirmou que Fagundes teria melhor articulação em Brasília para ajudar a Capital e outros municípios do Estado.

Para sustentar a tese, o emedebista recordou que o Senador Wellington Fagundes ajudou a destravar o aporte de R$ 100 milhões para finalizar as obras do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) que estavam paralisadas.

Tá aí o HMC, que recebeu R$ 100 milhões de reais e custo zero para o município por meio de uma articulação de Wellington Fagundes e Blario Maggi. Quem coordenou todo o aparato para que os recursos viessem para Cuiabá foi o Wellington Fagundes. Sem contar tantas outras coisas que ele já fez para mim e cada pedaço desse chão de Mato Grosso“.

O chefe do Palácio Alencastro também disse que o apoio do MDB ao projeto de Neri Geller ainda não seria algo selado dentro do partido. A aliança chegou a ser anunciada no último ano pelo próprio presidente da legenda, o deputado federal Carlos Bezerra.

Você acha que já fechou com Neri faltando a convenção em agosto? Se acha que vai fechar? Pergunta para Bezerra“.

Emanuel Pinheiro aproveitou para repercutir a filiação do presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) e afirmou que isso fortaleceu ainda mais o nome do Senador Wellington Fagundes.

A filiação do presidente Bolsonaro fortaleceu muito o partido no país inteiro e Mato Grosso não foge à regra. Isso fortaleceu muito a candidatura do Wellington Fagundes, tanto para o governo quanto para o Senado. O Wellington se transformou na bola da vez com a filiação do presidente Jair Bolsonaro”. – (Com Gazeta Digital)

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Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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