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OS PREPARATIVOS PARA 2026

“O Odílio Bobinotti é um nome muito bom, muito qualificado, muito técnico, muito preparado”

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No último domingo, Jair Bolsonaro reuniu apoiadores na praia de Copacabana para um ato em defesa da anistia dos presos do 8 de janeiro. Este evento contou com a presença de figuras políticas de destaque, incluindo deputados, senadores e governadores. Entre os discursos, críticas ao STF foram destaque, destacando a tensão política em torno das denúncias contra o ex-presidente.

No ato pela anistia dos presos do 8/1 realizado em Copacabana, a presença de governadores e deputados evidenciou a importância política do evento. O evento foi uma vitrine para o apoio político que Jair Bolsonaro ainda detém, apesar das controvérsias judiciais. Os governadores presentes ressaltaram o respaldo popular presente nas ruas, frisando sua lealdade ao ex-presidente e a continuidade de sua influência na política brasileira.

Dia de encontro e apoio político

Mirando as eleições de 2026, muitos políticos estaduais mato-grossenses estiveram presentes no ato de Jair Bolsonaro. Um deles, o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), já avisou e antecipou que estará hipotecando apoio ao empresário do Agronegócio, Odílio Balbinotti Filho, caso ele seja candidato ao Governo do Estado em 2026.

A declaração foi dada ao ser questionado se o empresário Odílio Balbinotti Filho teria desistido do processo eleitoral em Mato Grosso.

“O Odílio Bobinotti é um nome muito bom, muito qualificado, muito técnico, muito preparado. Ele esteve no trio elétrico junto com o Jair Bolsonaro, com os demais políticos mato-grossenses. É um cara que eu tenho um carinho, apreço muito grande. Se ele decidir ser candidato ao governo, terá o nosso apoio. Se ele decide ser candidato a alguma outra função, terá o nosso apoio”.

Odílio Balbinotti espera ter uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro já nos próximos dias para decidir o seu rumo no próximo pleito.

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Maior doador de campanha em MT

O empresário do Agronegócio, Odílio Balbinotti Filho foi o maior doador de campanhas eleitorais do Brasil, após despejar R$ 1.262.500,00 em uma candidatura e em 5 diretórios municipais, de Cuiabá e Rondonópolis, no Estado Mato Grosso.

A declaração do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reafirma a sua preferência pelo empresário, que doou na época, para a candidata a vereadora em Cuiabá, Samantha Iris (PL), recebeu R$ 50 mil de Odílio Balbinotti Filho. Os demais recursos foram divididos entre os diretórios municipais de Rondonópolis do PSDB, R$ 328,5 mil, Podemos, R$ 242 mil, e Democracia Cristã, R$ 242 mil; além dos diretórios de Cuiabá do Partido Novo, R$ 200 mil, e do PRTB, R$ 200 mil.

Em 2022, Odílio Balbinotti Filho doou R$ 1,5 milhão para 5 candidaturas. A maior parte, R$ 600 mil, foi destinada à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputava a reeleição e foi derrotado pelo atual mandatário do país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Apesar da preferência, Odílio Balbinotti ainda não se filiou ao Partido Liberal (PL), que tem como pré-candidato o senador Wellington Fagundes (PL). Já fora do partido, Abilio Brunini mantém uma boa relação com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que também é candidato ao Governo de Mato Grosso.

O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, também defende a manter a aliança com o governo Mauro Mendes (UB) para a disputa de 2026, com foco no Senado Federal.

“Nós vamos trabalhar para estar unidos em 2026 e a gente retomar o Brasil”.

Apesar da presença de todos no evento pela anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro e pelo “Fora Lula”, Abilio Brunini afirmou que não se teve nenhuma discussão sobre 2026.

“Não foi discutido a questão eleitoral. Então por mais que isso se ventile por causa de uma fotografia ou uma foto, não foi discutida a eleição”.

Abilio Brunini faz parte da ala do Partido Liberal (PL) que defende o nome de Odilio Balbinotti no lugar do Senador liberal Wellington Fagundes. Contudo, o Senador tem o apoio da cúpula nacional da legenda e nos últimos meses tem se aproximado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, desde a campanha eleitoral do ano passado, Fagundes e Abilio têm se aproximado.

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Política

Tensão marca debate com troca de acusações entre principais candidatos de MT

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O cenário político de Mato Grosso foi palco de intensos confrontos durante o debate eleitoral promovido pela TV Vila Real, em que os candidatos ao Governo do Estado de Mato Grosso protagonizaram embates diretos marcados por acusações pessoais e divergências sobre políticas públicas. O encontro reuniu os principais postulantes ao cargo Executivo Estadual, com destaque para as participações de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), além das intervenções de Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir).

O evento evidenciou o acirramento da disputa eleitoral ao colocar no centro das discussões temas cruciais como concessão de incentivos fiscais, coligações partidárias controversas, segurança pública, infraestrutura e políticas sociais.

A transmissão ao vivo do debate ocorreu no estúdio da emissora com o propósito de apresentar aos eleitores as propostas e os posicionamentos éticos das candidaturas ao Palácio Paiaguás. Os momentos iniciais foram marcados por questionamentos direcionados à representatividade e às políticas voltadas às mulheres, temática introduzida pela médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) ao interrogar o candidato Otaviano Pivetta do partido Republicanos.

Logo em seguida, a discussão evoluiu para o reexame histórico do pleito de 2022, quando o senador Wellington Fagundes justificou ter aberto mão de sua candidatura ao Governo de Mato Grosso para apoiar o projeto de reeleição de Mauro Mendes (UB), argumento prontamente rebatido por Natasha Slhessarenko, que alegou ter sido indevidamente isolada daquele mesmo arco político.

A gestão financeira e a política de concessão de benefícios fiscais tornaram-se os eixos mais críticos e inflamados da discussão no decorrer de toda a programação.

O debate atingiu elevado grau de tensão quando Wellington questionou a transparência das renúncias fiscais promovidas pelo Poder Executivo Estadual, provocando reação imediata de Pivetta, que mencionou expressamente incentivos concedidos no âmbito do Prodeic a empreendimentos vinculados à família do senador. Diante do desafio para a apresentação de provas documentais, o candidato do Republicanos tentou exibir papéis no estúdio, mas teve sua manifestação interrompida por ter violado as regras estabelecidas pela organização do evento.

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Paralelamente às controvérsias econômicas, o campo das propostas de infraestrutura e gestão orçamentária suscitou embates técnicos relevantes entre os postulantes ao Executivo.

Ao ser provocado por Maurício Coelho sobre a suposta fragilidade da situação fiscal de Mato Grosso, Otaviano Pivetta sustentou a sólida capacidade de pagamento demonstrada pelo Estado e assumiu o compromisso público de manter o ritmo de investimentos em obras de grande porte. Já no debate sobre os rumos da educação estadual, Rafaell Milas argumentou a favor da criação de mecanismos de premiação financeira para estudantes com desempenho acadêmico exemplar, além da implantação de diretrizes mais rígidas de disciplina no ambiente escolar.

A segurança pública assumiu contornos dramáticos no estúdio com a reapresentação de propostas extremas para o combate à criminalidade e o sistema prisional. O candidato Sargento Laudicério reiterou publicamente a intenção de construir uma unidade penitenciária de segurança máxima batizada por ele de “Inferno Pantaneiro”, sob a justificativa de que a medida é necessária para endurecer o combate às organizações criminosas.

A proposta foi severamente criticada por Maurício Coelho, que apontou incoerências na iniciativa, recebendo como resposta do militar a reafirmação do foco na aplicação rigorosa de sanções penais no estado.

As diretrizes para o desenvolvimento social e a redução do déficit habitacional ganharam destaque nas proposições apresentadas pela médica Natasha ao longo do programa. A candidata do PSD assegurou a ampliação dos investimentos em habitação popular por meio de uma meta de construção de 55 mil moradias no território mato-grossense em parceria com programas do Governo Federal. O projeto, contudo, foi acompanhado por questionamentos apresentados por Rafaell Milas a respeito da coerência do arco de alianças da candidata, citando suas vinculações com lideranças políticas nacionais e locais, ao que a médica respondeu afirmando assumir responsabilidade individual sobre sua trajetória.

A escalada do tom agressivo atingiu seu ápice no terceiro bloco, quando controvérsias de ordem pessoal e episódios do passado foram resgatados de forma sistemática pelos adversários. Doutora Natasha voltou a explorar publicamente o caso de violência doméstica atribuído a Otaviano Pivetta e fez duras críticas aos resultados obtidos pelo grupo político que comanda o Estado há oito anos.

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Em paralelo, questionamentos adicionais foram levantados por outros candidatos a respeito de supostos benefícios concedidos a empreendimentos ligados diretamente ao governador, mantendo o tema dos incentivos no centro das divergências.

A composição das alianças partidárias também rendeu momentos de forte enfrentamento entre Wellington Fagundes e seus opositores políticos no palco da emissora. Integrantes de candidaturas adversárias citaram nomes de figuras públicas conhecidas por envolvimento em escândalos passados, como o ex-deputado Pedro Henry e o ex-secretário Cinésio Nunes de Oliveira, para questionar a lisura da coligação do senador.

Em sua defesa, Wellington declarou que seu ex-secretário não possui condenação definitiva e contra-atacou ao mencionar Luiz Antônio Pagot, coordenador da campanha de Pivetta, atribuindo-lhe a existência de condenação judicial.

A utilização estratégica da acusação de violência doméstica contra Otaviano Pivetta consolidou-se como um dos recursos de desgaste mais frequentes do confronto direto entre os principais candidatos. O tema, que já havia sido levantado por Wellington Fagundes no bloco inaugural sob a justificativa de formular propostas para a proteção das mulheres, voltou a ser mencionado nas etapas finais como instrumento de desestabilização da imagem do adversário. A insistência na pauta pessoal evidenciou a tática das campanhas de aliar propostas administrativas à exposição de vulnerabilidades morais de seus concorrentes na disputa governamental.

O desfecho do encontro na TV Vila Real deixou transparecer as linhas de fratura que devem orientar os desdobramentos da campanha eleitoral em Mato Grosso a partir deste momento. Entre defesas de diretrizes econômicas e embates éticos personalistas, os candidatos deixaram clara a disposição para intensificar o uso de denúncias e controvérsias judiciais na conquista do eleitorado. À medida que o pleito se aproxima, a capacidade de resposta a acusações sobre integridade e a clareza na apresentação de planos de governo surgem como os fatores cruciais para a definição do quadro político estadual.

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