ALTA TEMPERATURA POLÍTICA
Disputa do Palácio Alencastro, só ocorreu uma virada em duas décadas
Ontem, domingão de alta temperatura, e ainda com muita fumaça no ar, dia 22, começamos a viver a primavera 2024. Nova estação, novos ares, novas possibilidades e esperamos seja de boas novas, que seja dadivosa para Cuiabá, que ela traga o que precisamos, depois de longo e penoso inverno que vivemos. E já está passando da hora!
Senão venhamos e convenhamos: a atmosfera social e política de Cuiabá, nunca esteve tão carregada, parece haver uma nuvem de maus eflúvios a se expandir e torno da população cuiabana.
Esperamos que a primavera possa nos trazer ares menos carregados, um novo horizonte onde possamos visualizar novos tempos.
É preciso passar a podridão a limpo e desenterrar todos os cadáveres que andam empestando a vida da população da Terra de Pascoal Moreira Cabral.
É preciso que respiramos novos ares, que janelas e portas, que guardam sigilos intermináveis, sejam abertos, para que a fedentina que possa aí haver seja sanada e dispersada.
Depois de tempos tão feios, tão obscuros, tão sem graça, ansiamos, como nunca, pela chegada do pleito eleitoral de 2024.
É preciso que essa primavera permita o desabrochar de uma outra Cuiabá, que brotem novas possibilidades de sermos outra sociedade. Uma sociedade que acolha nossas crenças, de nossas maneiras de pensar e atuar.

Sonhamos que os candidatos a prefeito e vereadores, plantadores infortigaveis de utopias e de esperança, que os cultivaram em seu pequeno quintal a semente da mudança, possam ver surgir nem que seja o frágil broto de novos tempos.
Sabemos que as mudanças embora, por vezes, possam parecer até um milagre, não é disso que se trata, ela apenas abre novas perspectivas, um novo tempo em que apenas a semeadura se torna possível e a colheita se torna mais provável.
“Tú vens, tú vens, eu já escuto os teus sinais! ”
Pegou aí? Então segue o fluxo!!
Qual o salário do Prefeito de Cuiabá?
Época de eleições municipais se aproximando e muitas pessoas têm dúvida quanto a remuneração de um prefeito da cidade.
A título de regra, o valor recebido pelo chefe do Executivo Municipal é definido pela Câmara Municipal.
Conforme a Constituição Federal, a remuneração dos prefeitos deve ser menor que a remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, eles recebem bruto, conforme o Portal da Transparência, R$ 44 mil mensais.
O menino da Rua Joaquim Murtinho, o nosso “AMIGO” e prefeito da minha querida e maravilhosa Cidade Verde, o emedebista Nenel Pinheiro, recebe o sétimo mais alto salário de Prefeito do Brasil, chegando ao patamar de R$ 33.157,53.

Quanto custa uma eleição?
As eleições, sejam municipais ou gerais, têm um custo que é gerado por todas as atividades que envolvem o período eleitoral.
Para este ano, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), o orçamento previsto é de R$ 21.993,700 para a realização das eleições deste ano. O recurso está incluso nas estimativas financeiras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cada eleitor, em 2024, vai custar aos cofres públicos R$ 8,49. Este valor é menor do que registrado em 2022, quanto este custo foi de R$ 8,82. O orçamento total das eleições 2022 foi de R$ 21.784,277.
Os principais gastos do período eleitoral são com locação de veículos, transmissão via satélite, transporte de urnas, material gráfico, alimentação dos mesários e frete aéreo.
Este ano são quase 48 mil pessoas envolvidas no pleito eleitoral, distribuídas nas funções de mesários, técnicos, motoristas, estagiários.

O Boteco vai registrar!
Há 20 anos que as eleições para o Palácio Alencastro são decididas no segundo turno.
Agora, a notícia que não agradará a muitos: nestes 20 anos, ocorreu tão somente uma virada na história política cuiabana: foi em 2020, com Abílio Brunini (PL) vencendo o primeiro turno e no segundo turno perdeu o para Nenel Pinheiro (MDB) com cerca de 5 mil votos de diferença.
Pega a visão, porque estamos chegando.
Segue o fluxo!
Política
Tensão marca debate com troca de acusações entre principais candidatos de MT
O cenário político de Mato Grosso foi palco de intensos confrontos durante o debate eleitoral promovido pela TV Vila Real, em que os candidatos ao Governo do Estado de Mato Grosso protagonizaram embates diretos marcados por acusações pessoais e divergências sobre políticas públicas. O encontro reuniu os principais postulantes ao cargo Executivo Estadual, com destaque para as participações de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), além das intervenções de Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir).
O evento evidenciou o acirramento da disputa eleitoral ao colocar no centro das discussões temas cruciais como concessão de incentivos fiscais, coligações partidárias controversas, segurança pública, infraestrutura e políticas sociais.
A transmissão ao vivo do debate ocorreu no estúdio da emissora com o propósito de apresentar aos eleitores as propostas e os posicionamentos éticos das candidaturas ao Palácio Paiaguás. Os momentos iniciais foram marcados por questionamentos direcionados à representatividade e às políticas voltadas às mulheres, temática introduzida pela médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) ao interrogar o candidato Otaviano Pivetta do partido Republicanos.
Logo em seguida, a discussão evoluiu para o reexame histórico do pleito de 2022, quando o senador Wellington Fagundes justificou ter aberto mão de sua candidatura ao Governo de Mato Grosso para apoiar o projeto de reeleição de Mauro Mendes (UB), argumento prontamente rebatido por Natasha Slhessarenko, que alegou ter sido indevidamente isolada daquele mesmo arco político.
A gestão financeira e a política de concessão de benefícios fiscais tornaram-se os eixos mais críticos e inflamados da discussão no decorrer de toda a programação.
O debate atingiu elevado grau de tensão quando Wellington questionou a transparência das renúncias fiscais promovidas pelo Poder Executivo Estadual, provocando reação imediata de Pivetta, que mencionou expressamente incentivos concedidos no âmbito do Prodeic a empreendimentos vinculados à família do senador. Diante do desafio para a apresentação de provas documentais, o candidato do Republicanos tentou exibir papéis no estúdio, mas teve sua manifestação interrompida por ter violado as regras estabelecidas pela organização do evento.
Paralelamente às controvérsias econômicas, o campo das propostas de infraestrutura e gestão orçamentária suscitou embates técnicos relevantes entre os postulantes ao Executivo.
Ao ser provocado por Maurício Coelho sobre a suposta fragilidade da situação fiscal de Mato Grosso, Otaviano Pivetta sustentou a sólida capacidade de pagamento demonstrada pelo Estado e assumiu o compromisso público de manter o ritmo de investimentos em obras de grande porte. Já no debate sobre os rumos da educação estadual, Rafaell Milas argumentou a favor da criação de mecanismos de premiação financeira para estudantes com desempenho acadêmico exemplar, além da implantação de diretrizes mais rígidas de disciplina no ambiente escolar.
A segurança pública assumiu contornos dramáticos no estúdio com a reapresentação de propostas extremas para o combate à criminalidade e o sistema prisional. O candidato Sargento Laudicério reiterou publicamente a intenção de construir uma unidade penitenciária de segurança máxima batizada por ele de “Inferno Pantaneiro”, sob a justificativa de que a medida é necessária para endurecer o combate às organizações criminosas.
A proposta foi severamente criticada por Maurício Coelho, que apontou incoerências na iniciativa, recebendo como resposta do militar a reafirmação do foco na aplicação rigorosa de sanções penais no estado.
As diretrizes para o desenvolvimento social e a redução do déficit habitacional ganharam destaque nas proposições apresentadas pela médica Natasha ao longo do programa. A candidata do PSD assegurou a ampliação dos investimentos em habitação popular por meio de uma meta de construção de 55 mil moradias no território mato-grossense em parceria com programas do Governo Federal. O projeto, contudo, foi acompanhado por questionamentos apresentados por Rafaell Milas a respeito da coerência do arco de alianças da candidata, citando suas vinculações com lideranças políticas nacionais e locais, ao que a médica respondeu afirmando assumir responsabilidade individual sobre sua trajetória.
A escalada do tom agressivo atingiu seu ápice no terceiro bloco, quando controvérsias de ordem pessoal e episódios do passado foram resgatados de forma sistemática pelos adversários. Doutora Natasha voltou a explorar publicamente o caso de violência doméstica atribuído a Otaviano Pivetta e fez duras críticas aos resultados obtidos pelo grupo político que comanda o Estado há oito anos.
Em paralelo, questionamentos adicionais foram levantados por outros candidatos a respeito de supostos benefícios concedidos a empreendimentos ligados diretamente ao governador, mantendo o tema dos incentivos no centro das divergências.
A composição das alianças partidárias também rendeu momentos de forte enfrentamento entre Wellington Fagundes e seus opositores políticos no palco da emissora. Integrantes de candidaturas adversárias citaram nomes de figuras públicas conhecidas por envolvimento em escândalos passados, como o ex-deputado Pedro Henry e o ex-secretário Cinésio Nunes de Oliveira, para questionar a lisura da coligação do senador.
Em sua defesa, Wellington declarou que seu ex-secretário não possui condenação definitiva e contra-atacou ao mencionar Luiz Antônio Pagot, coordenador da campanha de Pivetta, atribuindo-lhe a existência de condenação judicial.
A utilização estratégica da acusação de violência doméstica contra Otaviano Pivetta consolidou-se como um dos recursos de desgaste mais frequentes do confronto direto entre os principais candidatos. O tema, que já havia sido levantado por Wellington Fagundes no bloco inaugural sob a justificativa de formular propostas para a proteção das mulheres, voltou a ser mencionado nas etapas finais como instrumento de desestabilização da imagem do adversário. A insistência na pauta pessoal evidenciou a tática das campanhas de aliar propostas administrativas à exposição de vulnerabilidades morais de seus concorrentes na disputa governamental.
O desfecho do encontro na TV Vila Real deixou transparecer as linhas de fratura que devem orientar os desdobramentos da campanha eleitoral em Mato Grosso a partir deste momento. Entre defesas de diretrizes econômicas e embates éticos personalistas, os candidatos deixaram clara a disposição para intensificar o uso de denúncias e controvérsias judiciais na conquista do eleitorado. À medida que o pleito se aproxima, a capacidade de resposta a acusações sobre integridade e a clareza na apresentação de planos de governo surgem como os fatores cruciais para a definição do quadro político estadual.
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