Política
Emanuel Pinheiro anuncia seu segundo secretário; jornalista Bebeto vai comandar Secretaria de Comunicação
O prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) por meio de sua assessoria, anunciou na tarde desta quarta-feira (7), a escolha do jornalista José Roberto Amador para comandar a Secretaria de Comunicação Social do Palácio Alencastro, a partir de 1º janeiro do ano que vem. A pasta será desmembrada da Secretaria de Governo do município.
Segundo Emanuel Pinheiro, trata-se de uma escolha pessoal, visto que Bebeto preenche o perfil desejado pelo prefeito eleito político e técnico. “A política de Comunicação Social é importantíssima e precisa ser muito bem trabalhada. Afinal, queremos promover uma gestão próxima da população. E o Bebeto, além de ser um profissional experiente, possui boa articulação política e excelente trânsito na imprensa local”, disse.
O anúncio foi feito em Brasília, onde Emanuel Pinheiro cumpre agenda com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), para tratar da destinação de recursos para Cuiabá e situar o presidente sobre os problemas de assentamentos e glebas no Estado, que há décadas estão sem documentação.
O novo Secretario de Comunicação na administração de Emanuel Pinheiro disse que: "Estou bastante agradecido pela escolha do prefeito Emanuel Pinheiro, isso mostra que nos fizemos um trabalho bem feito ao longo do tempo por onde eu passei, e estou agora recebendo com muita humildade uma grande missão para trabalhar a frente dessa pasta, fiquei lisonjeado com o convite e vou colocar todo meu empenho a serviço da administração".
Este é o segundo nome definido que irá ocupar 1º escalão do peemedebista. O primeiro foi presidente do Crea/MT, Juarez Samaniego, que tocará o Meio Ambiente. A expectativa é que o peemedebista anuncie todo o secretariado na próxima terça (13) faltando 19 dias da posse do novo prefeito eleito Emanuel Pinheiro e seus secretários.
Perfil do secretário de Comunicação
José Roberto Amador, 53, conhecido como "Bebeto", é natural de Barretos (SP), em 1988 mudou-se para Cuiabá, tem formação em Comércio Exterior, mas atua no jornalismo há 38 anos.
Bebeto começou sua trajetória no jornalismo aos 15 anos, ainda no interior de São Paulo. Em Mato Grosso trabalhou nas redações das TVs Centro América, Cidade Verde, TV Brasil Oeste (TBO) e dos jornais Estado de Mato Grosso, Diário de Cuiabá e A Gazeta e, foi sócio proprietário do primeiro site em Mato Grosso, Mídia News, além de diversas campanhas eleitorais. Desde 2005, atua como assessor de imprensa no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Política
Tensão marca debate com troca de acusações entre principais candidatos de MT
O cenário político de Mato Grosso foi palco de intensos confrontos durante o debate eleitoral promovido pela TV Vila Real, em que os candidatos ao Governo do Estado de Mato Grosso protagonizaram embates diretos marcados por acusações pessoais e divergências sobre políticas públicas. O encontro reuniu os principais postulantes ao cargo Executivo Estadual, com destaque para as participações de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), além das intervenções de Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir).
O evento evidenciou o acirramento da disputa eleitoral ao colocar no centro das discussões temas cruciais como concessão de incentivos fiscais, coligações partidárias controversas, segurança pública, infraestrutura e políticas sociais.
A transmissão ao vivo do debate ocorreu no estúdio da emissora com o propósito de apresentar aos eleitores as propostas e os posicionamentos éticos das candidaturas ao Palácio Paiaguás. Os momentos iniciais foram marcados por questionamentos direcionados à representatividade e às políticas voltadas às mulheres, temática introduzida pela médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) ao interrogar o candidato Otaviano Pivetta do partido Republicanos.
Logo em seguida, a discussão evoluiu para o reexame histórico do pleito de 2022, quando o senador Wellington Fagundes justificou ter aberto mão de sua candidatura ao Governo de Mato Grosso para apoiar o projeto de reeleição de Mauro Mendes (UB), argumento prontamente rebatido por Natasha Slhessarenko, que alegou ter sido indevidamente isolada daquele mesmo arco político.
A gestão financeira e a política de concessão de benefícios fiscais tornaram-se os eixos mais críticos e inflamados da discussão no decorrer de toda a programação.
O debate atingiu elevado grau de tensão quando Wellington questionou a transparência das renúncias fiscais promovidas pelo Poder Executivo Estadual, provocando reação imediata de Pivetta, que mencionou expressamente incentivos concedidos no âmbito do Prodeic a empreendimentos vinculados à família do senador. Diante do desafio para a apresentação de provas documentais, o candidato do Republicanos tentou exibir papéis no estúdio, mas teve sua manifestação interrompida por ter violado as regras estabelecidas pela organização do evento.
Paralelamente às controvérsias econômicas, o campo das propostas de infraestrutura e gestão orçamentária suscitou embates técnicos relevantes entre os postulantes ao Executivo.
Ao ser provocado por Maurício Coelho sobre a suposta fragilidade da situação fiscal de Mato Grosso, Otaviano Pivetta sustentou a sólida capacidade de pagamento demonstrada pelo Estado e assumiu o compromisso público de manter o ritmo de investimentos em obras de grande porte. Já no debate sobre os rumos da educação estadual, Rafaell Milas argumentou a favor da criação de mecanismos de premiação financeira para estudantes com desempenho acadêmico exemplar, além da implantação de diretrizes mais rígidas de disciplina no ambiente escolar.
A segurança pública assumiu contornos dramáticos no estúdio com a reapresentação de propostas extremas para o combate à criminalidade e o sistema prisional. O candidato Sargento Laudicério reiterou publicamente a intenção de construir uma unidade penitenciária de segurança máxima batizada por ele de “Inferno Pantaneiro”, sob a justificativa de que a medida é necessária para endurecer o combate às organizações criminosas.
A proposta foi severamente criticada por Maurício Coelho, que apontou incoerências na iniciativa, recebendo como resposta do militar a reafirmação do foco na aplicação rigorosa de sanções penais no estado.
As diretrizes para o desenvolvimento social e a redução do déficit habitacional ganharam destaque nas proposições apresentadas pela médica Natasha ao longo do programa. A candidata do PSD assegurou a ampliação dos investimentos em habitação popular por meio de uma meta de construção de 55 mil moradias no território mato-grossense em parceria com programas do Governo Federal. O projeto, contudo, foi acompanhado por questionamentos apresentados por Rafaell Milas a respeito da coerência do arco de alianças da candidata, citando suas vinculações com lideranças políticas nacionais e locais, ao que a médica respondeu afirmando assumir responsabilidade individual sobre sua trajetória.
A escalada do tom agressivo atingiu seu ápice no terceiro bloco, quando controvérsias de ordem pessoal e episódios do passado foram resgatados de forma sistemática pelos adversários. Doutora Natasha voltou a explorar publicamente o caso de violência doméstica atribuído a Otaviano Pivetta e fez duras críticas aos resultados obtidos pelo grupo político que comanda o Estado há oito anos.
Em paralelo, questionamentos adicionais foram levantados por outros candidatos a respeito de supostos benefícios concedidos a empreendimentos ligados diretamente ao governador, mantendo o tema dos incentivos no centro das divergências.
A composição das alianças partidárias também rendeu momentos de forte enfrentamento entre Wellington Fagundes e seus opositores políticos no palco da emissora. Integrantes de candidaturas adversárias citaram nomes de figuras públicas conhecidas por envolvimento em escândalos passados, como o ex-deputado Pedro Henry e o ex-secretário Cinésio Nunes de Oliveira, para questionar a lisura da coligação do senador.
Em sua defesa, Wellington declarou que seu ex-secretário não possui condenação definitiva e contra-atacou ao mencionar Luiz Antônio Pagot, coordenador da campanha de Pivetta, atribuindo-lhe a existência de condenação judicial.
A utilização estratégica da acusação de violência doméstica contra Otaviano Pivetta consolidou-se como um dos recursos de desgaste mais frequentes do confronto direto entre os principais candidatos. O tema, que já havia sido levantado por Wellington Fagundes no bloco inaugural sob a justificativa de formular propostas para a proteção das mulheres, voltou a ser mencionado nas etapas finais como instrumento de desestabilização da imagem do adversário. A insistência na pauta pessoal evidenciou a tática das campanhas de aliar propostas administrativas à exposição de vulnerabilidades morais de seus concorrentes na disputa governamental.
O desfecho do encontro na TV Vila Real deixou transparecer as linhas de fratura que devem orientar os desdobramentos da campanha eleitoral em Mato Grosso a partir deste momento. Entre defesas de diretrizes econômicas e embates éticos personalistas, os candidatos deixaram clara a disposição para intensificar o uso de denúncias e controvérsias judiciais na conquista do eleitorado. À medida que o pleito se aproxima, a capacidade de resposta a acusações sobre integridade e a clareza na apresentação de planos de governo surgem como os fatores cruciais para a definição do quadro político estadual.
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