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ACIRRAMENTO DA DISPUTA ELEITORAL

Tensão marca debate com troca de acusações entre principais candidatos de MT

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O cenário político de Mato Grosso foi palco de intensos confrontos durante o debate eleitoral promovido pela TV Vila Real, em que os candidatos ao Governo do Estado de Mato Grosso protagonizaram embates diretos marcados por acusações pessoais e divergências sobre políticas públicas. O encontro reuniu os principais postulantes ao cargo Executivo Estadual, com destaque para as participações de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), além das intervenções de Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir).

O evento evidenciou o acirramento da disputa eleitoral ao colocar no centro das discussões temas cruciais como concessão de incentivos fiscais, coligações partidárias controversas, segurança pública, infraestrutura e políticas sociais.

A transmissão ao vivo do debate ocorreu no estúdio da emissora com o propósito de apresentar aos eleitores as propostas e os posicionamentos éticos das candidaturas ao Palácio Paiaguás. Os momentos iniciais foram marcados por questionamentos direcionados à representatividade e às políticas voltadas às mulheres, temática introduzida pela médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) ao interrogar o candidato Otaviano Pivetta do partido Republicanos.

Logo em seguida, a discussão evoluiu para o reexame histórico do pleito de 2022, quando o senador Wellington Fagundes justificou ter aberto mão de sua candidatura ao Governo de Mato Grosso para apoiar o projeto de reeleição de Mauro Mendes (UB), argumento prontamente rebatido por Natasha Slhessarenko, que alegou ter sido indevidamente isolada daquele mesmo arco político.

A gestão financeira e a política de concessão de benefícios fiscais tornaram-se os eixos mais críticos e inflamados da discussão no decorrer de toda a programação.

O debate atingiu elevado grau de tensão quando Wellington questionou a transparência das renúncias fiscais promovidas pelo Poder Executivo Estadual, provocando reação imediata de Pivetta, que mencionou expressamente incentivos concedidos no âmbito do Prodeic a empreendimentos vinculados à família do senador. Diante do desafio para a apresentação de provas documentais, o candidato do Republicanos tentou exibir papéis no estúdio, mas teve sua manifestação interrompida por ter violado as regras estabelecidas pela organização do evento.

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Paralelamente às controvérsias econômicas, o campo das propostas de infraestrutura e gestão orçamentária suscitou embates técnicos relevantes entre os postulantes ao Executivo.

Ao ser provocado por Maurício Coelho sobre a suposta fragilidade da situação fiscal de Mato Grosso, Otaviano Pivetta sustentou a sólida capacidade de pagamento demonstrada pelo Estado e assumiu o compromisso público de manter o ritmo de investimentos em obras de grande porte. Já no debate sobre os rumos da educação estadual, Rafaell Milas argumentou a favor da criação de mecanismos de premiação financeira para estudantes com desempenho acadêmico exemplar, além da implantação de diretrizes mais rígidas de disciplina no ambiente escolar.

A segurança pública assumiu contornos dramáticos no estúdio com a reapresentação de propostas extremas para o combate à criminalidade e o sistema prisional. O candidato Sargento Laudicério reiterou publicamente a intenção de construir uma unidade penitenciária de segurança máxima batizada por ele de “Inferno Pantaneiro”, sob a justificativa de que a medida é necessária para endurecer o combate às organizações criminosas.

A proposta foi severamente criticada por Maurício Coelho, que apontou incoerências na iniciativa, recebendo como resposta do militar a reafirmação do foco na aplicação rigorosa de sanções penais no estado.

As diretrizes para o desenvolvimento social e a redução do déficit habitacional ganharam destaque nas proposições apresentadas pela médica Natasha ao longo do programa. A candidata do PSD assegurou a ampliação dos investimentos em habitação popular por meio de uma meta de construção de 55 mil moradias no território mato-grossense em parceria com programas do Governo Federal. O projeto, contudo, foi acompanhado por questionamentos apresentados por Rafaell Milas a respeito da coerência do arco de alianças da candidata, citando suas vinculações com lideranças políticas nacionais e locais, ao que a médica respondeu afirmando assumir responsabilidade individual sobre sua trajetória.

A escalada do tom agressivo atingiu seu ápice no terceiro bloco, quando controvérsias de ordem pessoal e episódios do passado foram resgatados de forma sistemática pelos adversários. Doutora Natasha voltou a explorar publicamente o caso de violência doméstica atribuído a Otaviano Pivetta e fez duras críticas aos resultados obtidos pelo grupo político que comanda o Estado há oito anos.

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Em paralelo, questionamentos adicionais foram levantados por outros candidatos a respeito de supostos benefícios concedidos a empreendimentos ligados diretamente ao governador, mantendo o tema dos incentivos no centro das divergências.

A composição das alianças partidárias também rendeu momentos de forte enfrentamento entre Wellington Fagundes e seus opositores políticos no palco da emissora. Integrantes de candidaturas adversárias citaram nomes de figuras públicas conhecidas por envolvimento em escândalos passados, como o ex-deputado Pedro Henry e o ex-secretário Cinésio Nunes de Oliveira, para questionar a lisura da coligação do senador.

Em sua defesa, Wellington declarou que seu ex-secretário não possui condenação definitiva e contra-atacou ao mencionar Luiz Antônio Pagot, coordenador da campanha de Pivetta, atribuindo-lhe a existência de condenação judicial.

A utilização estratégica da acusação de violência doméstica contra Otaviano Pivetta consolidou-se como um dos recursos de desgaste mais frequentes do confronto direto entre os principais candidatos. O tema, que já havia sido levantado por Wellington Fagundes no bloco inaugural sob a justificativa de formular propostas para a proteção das mulheres, voltou a ser mencionado nas etapas finais como instrumento de desestabilização da imagem do adversário. A insistência na pauta pessoal evidenciou a tática das campanhas de aliar propostas administrativas à exposição de vulnerabilidades morais de seus concorrentes na disputa governamental.

O desfecho do encontro na TV Vila Real deixou transparecer as linhas de fratura que devem orientar os desdobramentos da campanha eleitoral em Mato Grosso a partir deste momento. Entre defesas de diretrizes econômicas e embates éticos personalistas, os candidatos deixaram clara a disposição para intensificar o uso de denúncias e controvérsias judiciais na conquista do eleitorado. À medida que o pleito se aproxima, a capacidade de resposta a acusações sobre integridade e a clareza na apresentação de planos de governo surgem como os fatores cruciais para a definição do quadro político estadual.

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Política

Nova pesquisa mostra Otaviano Pivetta com chance de vitória no primeiro turno

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Liderança consolidada. O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), desponta como o principal favorito na disputa pelo Palácio Paiaguás, com possibilidades reais de liquidar o pleito no primeiro turno das eleições estaduais. A constatação decorre do mais recente levantamento estatístico elaborado pelo instituto Paraná Pesquisas, tornando pública a fotografia do cenário político no estado.

Divulgação nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026. A apresentação dos dados operou-se durante o transcorrer do expediente do meio da semana, trazendo atualizações substanciais sobre os movimentos da intenção do eleitorado mato-grossense a poucos dias do pleito oficial.Eleitorado do estado de Mato Grosso. A amostragem abrangeu cidadãos aptos a votar em diversas regiões do território estadual, contemplando múltiplos estratos socioeconômicos do eleitorado regional para garantir rigor estatístico.

Ampliação da vantagem eleitoral frente aos concorrentes. A relevância das métricas apresentadas reside no crescimento expressivo do candidato do Republicanos sobre seus opositores diretos desde o mês de agosto, movimento que consolida uma dianteira isolada e confortável na busca pela chefia do Executivo Estadual.

Preferência expressa nas intenções de voto estimuladas. O resultado decorre do trabalho de consulta direta e do processamento dos dados coletados em campo pelo instituto de pesquisa, revelando a trajetória ascendente da candidatura situacionista na avaliação do eleitor.

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No cenário principal de primeiro turno para o governo, Otaviano Pivetta ostenta 46,4% das intenções de voto. Na segunda colocação figura o senador Wellington Fagundes (PL), registrando 27,1% da preferência, seguido por Doutora Natasha (PSD), com 15,5%. Aparecem no levantamento Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir), ambos com 0,4%, e Mauricio Coelho (Mobiliza), com 0,1%. Eleitores que declaram voto nulo, branco ou nenhum somam 5,2%, enquanto 4,7% afirmam não saber ou não opinaram.

Na simulação de eventual segundo turno, o candidato do Republicanos mantém expressiva vantagem, atingindo 53,1% das opções dos eleitores frente a 34,6% atribuídos a Wellington Fagundes. Nesse contexto específico de disputa direta entre as duas forças políticas principais, os votos brancos, nulos ou indecisos representam 8,1%, ao passo que 4,1% do eleitorado consultado não soube ou preferiu não responder.

Na corrida para o Senado Federal, o ex-governador Mauro Mendes (União) lidera isoladamente com 54,9% dos votos. Em seguida, configurando empate técnico na margem de erro, aparecem Janaína Riva (MDB), com 33,3%, e Zé Medeiros (PL), com 29,3%.

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A lista prossegue com Carlos Fávaro (PSD) registrando 18%, Pedro Taques (PSB) com 14,1%, Galvan (Avante) com 4,3%, Coronel Darwin (Democrata) com 3,3%, Professor Nelson Ferreira (Agir) com 2,4%, Margareth Buzetti (PP) com 0,4% e Beny Godoy (Agir) com 0,1%.

Votos brancos, nulos ou em nenhum somam 4,6%, e 4% não opinaram, destacando-se que a soma ultrapassa 100% em razão da possibilidade de duas escolhas pelo eleitor.

A amostragem abrangeu 1.352 eleitores mato-grossenses consultados pessoalmente entre os dias 27 e 29 de setembro. O levantamento estatístico trabalha com nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa eleitoral encontra-se oficialmente protocolada na Justiça Eleitoral sob o registro MT-02094/2026. A homologação cumpre integralmente os requisitos legais de transparência impostos pela legislação vigente no país, assegurando a legitimidade pública das informações coletadas.

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