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AMISTOSOS DA SELEÇÃO

Raphinha é cortado da Seleção após edema na coxa

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quarta-feira, 30, o corte do atacante Raphael Dias Belloli, mais conhecido como Raphinha, da Seleção Brasileira de Futebol. O jogador, que defende o Barcelona, apresentou um pequeno edema muscular na região posterior da coxa direita, identificado por meio de exame de imagem realizado após a partida contra a Austrália. A decisão foi tomada pela comissão técnica e pela entidade em razão da necessidade de preservar a recuperação do atleta.

Segundo a CBF, a liberação de Raphinha ocorreu por precaução e tem como objetivo evitar o agravamento da lesão. Em comunicado divulgado em seu site oficial, a entidade informou que o atacante não permanecerá com o grupo brasileiro para o próximo compromisso internacional. A avaliação médica apontou a necessidade de interrupção das atividades com a Seleção, mesmo diante da dimensão considerada pequena do edema muscular.

A lesão foi constatada depois do amistoso disputado contra a Austrália, na terça-feira, em Brisbane. Raphinha começou a partida como titular, mas precisou ser substituído no intervalo. O Brasil venceu os australianos por 4 a 2, em uma atuação que teve participação direta do atacante brasileiro, responsável por marcar um dos gols da equipe nacional em cobrança de pênalti.

Após a saída de Raphinha, o técnico Carlo Ancelotti colocou Endrick em campo no segundo tempo. A alteração ocorreu durante uma partida na qual a Seleção Brasileira conseguiu manter vantagem no placar e confirmar a vitória. O problema muscular, entretanto, impediu que o atacante permanecesse à disposição da comissão técnica para o encerramento do giro internacional da equipe durante a atual Data Fifa.

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Com o corte, Raphinha será desfalque no amistoso contra a Índia, marcado para sábado, 3 de outubro, em Calcutá. O confronto será inédito para a Seleção Brasileira e representará o último compromisso da equipe neste período de jogos internacionais. A ausência do atacante modifica as opções ofensivas disponíveis para Ancelotti, que não contará com a presença do jogador na preparação para a partida.

Apesar da saída de Raphinha, a CBF informou que nenhum atleta será convocado para ocupar a vaga deixada pelo atacante. Dessa forma, o grupo brasileiro seguirá sem uma reposição específica para o compromisso diante da Índia. A decisão foi comunicada juntamente com a confirmação da liberação do jogador, que deverá concentrar-se no processo de recuperação do problema muscular apresentado na coxa direita.

Aos 29 anos, Raphinha atravessa um período de destaque pelo Barcelona. O atacante soma 14 gols em oito partidas na temporada 2026/27, números que evidenciam sua participação ofensiva pela equipe espanhola. O desempenho também se estende ao Campeonato Espanhol, no qual o brasileiro alcançou uma marca expressiva nas primeiras rodadas da competição.

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Na La Liga, Raphinha marcou 12 gols nas sete primeiras rodadas da temporada e aparece na liderança da artilharia. O rendimento ofensivo pelo clube catalão colocou o brasileiro entre os principais protagonistas da equipe neste início de temporada. A sequência positiva, contudo, foi interrompida pela necessidade de tratamento e recuperação do edema muscular identificado durante a passagem pela Seleção.

O corte ocorre, portanto, em um momento de elevada produção individual do atacante e às vésperas de mais uma partida da equipe brasileira. A comissão técnica precisará administrar a ausência do jogador no planejamento para o duelo contra a Índia, enquanto Raphinha deverá voltar suas atenções à recuperação física. A prioridade definida pela CBF é evitar riscos adicionais e proporcionar condições para o retorno do atleta às atividades.

A saída de Raphinha encerra sua participação nesta Data Fifa antes do amistoso contra a Índia, mas não altera a vitória brasileira sobre a Austrália, construída por 4 a 2. O atacante deixa a concentração após contribuir com um gol e em meio a uma temporada de números expressivos pelo Barcelona. Agora, o foco passa a ser sua recuperação do edema muscular na coxa direita, enquanto a Seleção Canarinho se prepara para concluir seu giro internacional em Calcutá.

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ESPORTES

Clubes articulam paralisação do Brasileiro

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Dirigentes de alguns dos principais clubes da elite do futebol brasileiro passaram a discutir, nos últimos dias, medidas conjuntas para tentar reduzir os impactos financeiros da Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. A decisão atinge diretamente um dos principais segmentos de patrocinadores do futebol nacional e abriu uma crise entre os clubes, o governo federal e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Entre as alternativas debatidas pelos dirigentes está uma medida de forte impacto: a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro. A hipótese ainda integra as articulações nos bastidores e não representa uma decisão formal dos clubes. A última interrupção prolongada da competição ocorreu em 2020, quando o calendário foi suspenso entre março e agosto em razão da Pandemia de Covid-19. Agora, a eventual ameaça de paralisação seria utilizada como instrumento de pressão nas negociações com o governo federal.

A discussão ganhou força antes da reunião que havia sido articulada entre representantes do governo e dirigentes esportivos, com intermediação da CBF. O encontro, previsto para terça-feira (29), acabou cancelado em meio ao risco de boicote dos clubes. Antes do cancelamento, o governo estudava apresentar alternativas para reduzir os efeitos financeiros da medida, entre elas uma linha de crédito destinada às equipes. A reunião pretendia estabelecer um canal institucional para discutir o impacto da nova legislação sobre o futebol.

Os clubes, entretanto, defendem uma solução que vá além de uma eventual linha de financiamento. Uma das principais reivindicações é a criação de um período de transição para que as equipes tenham tempo de reorganizar contratos, orçamentos e compromissos futuros. Dirigentes argumentam que a interrupção abrupta dos patrocínios pode afetar não apenas o planejamento financeiro de 2026, mas também obrigações assumidas para os anos seguintes, especialmente em um mercado no qual as receitas de publicidade das apostas cresceram rapidamente.

A dimensão econômica do problema ajuda a explicar a reação dos clubes. Segundo levantamento da consultoria Convocados, os patrocínios das casas de apostas aos clubes da Série A somaram aproximadamente R$ 1,03 bilhão em 2025, ante R$ 618 milhões no ano anterior, crescimento de cerca de 66%. Embora o valor corresponda a aproximadamente 7,2% da receita total dos clubes da primeira divisão, a participação das bets tornou-se relevante em contratos comerciais e na composição das receitas de algumas equipes.

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Na segunda-feira (28), ao sancionar uma proposta relacionada ao desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, Lula voltou a defender o fim das apostas e afirmou que o futebol brasileiro construiu seus principais momentos históricos antes da existência das plataformas de apostas. A declaração ocorreu justamente em meio à reação dos clubes à MP.

O governo sustenta que a medida busca enfrentar os efeitos sociais associados às apostas, enquanto representantes do setor e segmentos do futebol questionam os impactos econômicos da proibição sobre contratos e investimentos já realizados.

A possibilidade de os clubes deixarem de entrar em campo também aumentou a pressão sobre a CBF. A entidade foi acionada pelo governo federal para atuar como interlocutora nas conversas com representantes das Séries A, B, C e D. Ao mesmo tempo, a confederação possui relação comercial com o setor de apostas, incluindo contrato com a Betano, circunstância que amplia a relevância de sua posição no debate. Até o momento, a CBF tem adotado uma postura pública cautelosa diante da controvérsia.

A pressão sobre a entidade ocorre em um momento no qual sua atual estrutura dirigente também é observada por suas conexões com diferentes setores da política brasileira. Entre os vice-presidentes da CBF está Gustavo Dias Henrique, que ocupa função relacionada à articulação política da entidade e é primeiro suplente de Renan Calheiros (MDB) na disputa pelo Senado por Alagoas.

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A presença de dirigentes com vínculos políticos acrescenta uma dimensão institucional ao debate, embora não estabeleça, por si só, qualquer relação entre essas conexões e as decisões tomadas pela confederação.

Outro nome que ganhou espaço nas discussões sobre a atual estrutura de poder do futebol brasileiro é Francisco Schertel Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Advogado e vice-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Francisco passou a integrar a Assembleia Geral da CBF e ganhou maior projeção dentro da estrutura da entidade. Reportagens recentes também destacaram sua participação em organismos internacionais do futebol. Essas informações ajudam a contextualizar a composição da atual estrutura dirigente, sem indicar, por si mesmas, participação nas negociações específicas sobre as bets.

O impasse, portanto, reúne interesses econômicos, esportivos e institucionais em torno dos efeitos da MP. De um lado, o governo federal defende a interrupção das apostas de quota fixa e afirma que a medida responde aos problemas sociais relacionados ao setor; de outro, clubes e dirigentes buscam mecanismos de transição capazes de preservar contratos e planejamento financeiro.

A MP ainda está sujeita à tramitação no Congresso Nacional, enquanto o setor de apostas também busca contestar a decisão judicialmente. Nesse cenário, a eventual paralisação do Campeonato Brasileiro permanece como possibilidade discutida nos bastidores, e não como decisão definitiva do futebol brasileiro.

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