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Quem Seu Voto Pode Eleger para Deputado Federal em MT

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em

Autor: Gilliard Hortêncio* –

Como de costume, mais uma vez vou fazer um prognóstico do resultado das eleições proporcionais em MT para Deputado Federal.

São 8 vagas para o Estado de Mato Grosso, e nem sempre são os 8 mais votados que entram.

Vamos as vagas

Federação Brasil da Esperança (partidos PT, PV e PCdoB) deve ficar com 1 vaga para Professora Rosa Neide, porém ela conta muito que outros 2 candidatos tenha uma votação expressiva para ajudá-la que são Dona Neuma e Antero. Se os números de seu candidato começam com 13, 43 ou 65 ela deve ser sua representante.

PSD deve ficar com 2 vagas que provavelmente serão ocupadas por Irajá Lacerda e Emanuelzinho, porém é claro que eles também esperam uma votação expressiva de Valtenir, Procurador Mauro e Flavinha para garantir estas vagas. Se o número do seu candidato começa com 55 estes dois devem ser seus representantes.

Podemos briga por 1 vaga podendo acontecer ou não, brigam por esta possível vaga Neri Gueller, Pastor Marcos Ritela e Nelson Barbudo, com favoritismo para o primeiro. Se o número do seu candidato começa com 20 , caso seja eleito alguém, provavelmente será um destes.

Republicanos deve ficar com 1 vaga, disputam ela Juarez Costa e Dr. Leonardo. Se o número do seu candidato começa com 20 seu representante deverá ser um destes.

Federação União Progressista (Partidos União e Progressistas) devem ocupar 2 vagas e a disputa está entre os candidatos Fábio Garcia, Nilson Leitão e Virgínia Mendes. Caso o número do seu candidato comecem com os números 11 ou 44, dois destes devem ser seus representantes.

PL deve ficar com 1 vaga, podendo ampliar para 2 se outro partido ou federação não atingir a votação mínima para ocupar uma vaga (quociente eleitoral) briga por esta vaga os Coronéis Assis e Fernanda. Se o número do seu candidato começa com 22, um destes deve ser seu representante.

Vale ressaltar que não basta votar e esperar que os políticos vão resolver os problemas, é importante estar atento e cobrando se eles estão realmente fazendo o trabalho que foram eleitos para fazer, além de estar discutindo coletivamente quais devem ser as políticas que devem ser adotadas para o bem estar da maioria da população.

*Gilliard Hortêncio, professor da Rede Estadual de Educação.

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Artigos

CONEXÃO SIM, MAS À VIDA

Publicados

em

Autor: Rui Perdigão* –

Aprendi que melhoramos a escrita com as leituras que fazemos e que aprimoramos a complexidade do pensamento com o uso de mais palavras. Com o tempo palavras caem em desuso, palavras novas entram no vocabulário e algumas outras são resignificadas. Um bom exemplo dessa ressignificação penso poder ser a palavra conexão. Uma palavra que atualmente alude a algo mais. Hoje, ela transporta consigo a sensação de se ter e de poder, bem como a ideia de que não é mais importante estar antenado, mas sim necessário estar conectado.

Eu, particularmente, pretendo manter-me antenado com o passado, presente e futuro, por onde me educado, sonho e faço opções. Estar conectado desvia muito a minha atenção da realidade e o facto de ser constantemente instigado a substituir o “penso, logo existo” por “vejo, logo existe”, fez-me perder o interesse em ter uma relação de intimidade com a conexão. Esse meu desapego a uma conectividade de cariz obsessivo compulsivo, acabou também por me fazer parar de ter conversas com o principal astro do universo digital, a inteligência artificial degenerativa. O diálogo não fluía, principalmente por considera-la desonesta. Não acho sério que ela se aproprie de tudo o que já foi escrito, falado ou gravado até hoje e não pague nada por isso. Considero-a também muito preconceituosa quando me propõe sempre algo estritamente ajustável à “minha condição”. Mas, pior que isso, é a sua arrogância em afirmar um futuro que “eu quero”, sem nunca antes me questionar. A sua enorme vocação para o controlo social e capacidade em projetar os do topo para a estratosfera, num agravar de desigualdades, levou-me ao limite. Decididamente interpreto essa personalidade e esse ambiente, como horrivelmente diabólico, insuportável e deveras suspeito.

Quando nos conectamos fundo, junto com a IA, submergimos num outro mundo. Um mundo que olhamos com os olhos de uma criança nos seus primeiros anos de vida. Tudo se apresenta extraordinário e deslumbrante, até as rachaduras nas paredes. Tudo havia, somos adultos com obrigações e responsabilidades que não nos permitem bebedeiras de um azul que nos deixa perdidos sem saber o que ensinar aos jovens. Uma situação desastrosa que penso estar a ocorrer, na qual permanecemos estáticos, abraçados à vergonha, prontos para saltar sem paraquedas para um vazio em busca de uma inimputabilidade.

Independente das precauções que é preciso ter com a informação que nos chega via conexão digital, reconheço que através dela fica mais fácil obter conhecimento sobre os mais recentes avanços científicos e tecnológicos. Avanços que no âmbito da computação algorítmica, estão a produzir já os instrumentos operativos para toda a investigação científica de ponta, para a gestão dos mais importantes serviços públicos, para os volumosos investimentos na indústria, na saúde, defesa, energia e em tantos outros aspectos cruciais à vida humana. Fico imaginando quando a isso se integrar a computação biológica, neural e cognitiva que está sendo intensa e intencionalmente pesquisada.

Nasci sem tecnologia digital disponível e hoje vejo-a conduzir-me sem eu saber para onde. Ver o artificial sobrepor-se ao natural e pensar que num curto espaço de tempo muitas coisas pré-formatadas serão conectadas a nós, inquieta-me. A capacidade que hoje temos de modificar geneticamente a natureza humana deita por terra a teoria de Darwin e reforça o “cientificamente claro e filosoficamente obscuro” que Kuhn discute na sua Mudança de Paradigma. O conhecimento bruto não tem determinado o comportamento ético, mas se interferirmos na consciência humana certamente mudar-se-á a essência da nossa existência, e com ela, o estado de direito que vimos construindo, as escalas e relações. Sem uma bola de cristal que nos permita enxergar o futuro, factos há que consubstanciam prognósticos preocupantes. O esvaziamento de importantes organizações internacionais globais, com destaque para a OMS, na sua competência para exercer biossegurança, bem como o resfriamento do perverso e hegemônico modelo econômico, aquecido por um maior multilateralismo que se apresenta aos povos sem plano para a transição tecnológica em curso, são por si só cenários suficientes para uma análise crítica e um posicionamento que, no mínimo, esclareça a quem isso serve e quem se beneficia com isso. Para retirar o poder de se decidir em consciência, muda-se a consciência, mas não a de todos, obviamente, alguém precisa ficar no poder, né!

Nesta rocha onde me sento e descanso, afortunado por sentir, pondero poder dizer: conexão sim, mas à vida. E nesta rocha que não pára de girar, não quero ficar tonto nem parar de lutar para que o meu legado, por insignificante que seja, não deixe de existir. E para isso escrevo, PAREM, PENSEM.

*Rui Perdigão – Administrador, geógrafo, presidente da Associação Cultural Portugueses de Mato Grosso

*Escreve sem Acordo Ortográfico e sem Inteligência Artificial.

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