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Política

Questionado se deixava o cargo com sensação de dever cumprido, Taques disse que “TOTALMENTE”

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“Eu não tenho dúvida de que juntos venceremos todos os desafios, e acredito na força dos Poderes Constituídos que terão participação fundamental no nosso processo de reestruturação e equilíbrio econômico e financeiro do Estado de Mato Grosso. Faremos uma gestão limpa e isenta de corrupção, compartilhada com todos os Poderes, e eu não serei o governador de um grupo político e sim do povo do Estado de Mato Grosso“.

Estas foram as rápidas palavras do governador eleito Mauro Mendes Ferreira, do Partido Democrata ao Blog do Valdemir na noite desta terça-feira quando da posse de seus secretários no novo prédio da Fatec Senai/Cuiabá.

Mendes, que na tarde noite desta terça-feira (1º), recebeu a faixa do hoje ex-governador José Pedro Gonçalves Taques (PSDB), disse em seu discurso, que um dos maiores desafios da sua gestão neste momento será sanar a dívida do Estado de Mato Grosso que gira em torno de R$ 1,7 bilhões.

“Nesse nosso governo, será uma história marcada por muito desafios, entre eles sanar a dívida pública de mais de R$ 1,7 bilhões contraídas pelos governos anteriores, que não se preocuparam em fazer um planejamento para o futuro“.

Foto: Mayke Toscano

O tucano Pedro Taques passou a faixa de Governador do Estado ao seu sucessor o Democrata Mauro Mendes Ferreira, em cerimônia rápida no Palácio Paiaguás e sem discurso.

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As lideranças políticas se cumprimentaram e, assim que passou o cargo, Pedro Taques foi embora assim que passou a faixa e com um simples aperto de mão e Mendes seguiu para o Novo Prédio da Fatec Senai/Cuiabá, onde foi realizado o último ato.

Mauro Mendes esperou o tucano Pedro Taques descer as escadas do gabinete e se dirigiu à sala de carros, Mendes o aguardava juntamente com a primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes. Os políticos trocaram a faixa e cada um seguiu para seu compromisso.

Nesta eleição de 7 de outubro de 2018, o tucano Pedro Taques ocupou o terceiro lugar na disputa ao governo com 19%, cerca de 271.952 votos válidos, Mauro Mendes foi o primeiro colocado com 58,69% dos votos validos, 840.094 votos válidos e o Senador da Republica, Wellington Antônio Fagundes, do Partido da Republica (PR), ficou com 19,56%, 280.055 votos válidos, e entra para a história como o primeiro governador que não conseguiu a reeleição para o Governo do Estado de Mato Grosso.

Procurado e sempre sendo questionado pelos jornalistas durante a cerimônia se deixava o cargo com sensação de dever cumprido, Pedro Taques se limitou a dizer “totalmente”.

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Política

Indecisos entram no centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso na reta final das eleições

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Na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso, a conquista dos eleitores que ainda não definiram o voto passou a ocupar posição estratégica nas campanhas ao Governo do Estado. Levantamentos divulgados ao longo de setembro mostram uma disputa marcada por oscilações entre os principais candidatos e por uma parcela do eleitorado que ainda não declarou preferência. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 11 de setembro apontou Wellington Fagundes (PL) com 34,4%, Otaviano Pivetta (Republicanos) com 30,8% e Natasha Slhessarenko (PSD) com 23,2%, enquanto 4,3% disseram não saber em quem votar.

O que está em jogo, portanto, não se resume à disputa entre nomes já conhecidos do eleitorado. A última semana antes do primeiro turno representa uma etapa decisiva para a apresentação de propostas, a consolidação de alianças e a tentativa de conquistar os votos ainda disponíveis. Em Mato Grosso, a votação ocorrerá em 4 de outubro, das 7h às 16h no horário local, quando os eleitores escolherão presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.

O cenário eleitoral também revela que a corrida pelo Palácio Paiaguás permanece sujeita a mudanças até o encerramento da campanha. Levantamento Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro registrou Wellington Fagundes com 34% das intenções de voto, seguido por Otaviano Pivetta, com 27%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Na mesma pesquisa, 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 10% declararam voto em branco ou nulo.

Otaviano Pivetta, que assumiu definitivamente o Governo de Mato Grosso após a renúncia de Mauro Mendes, disputa agora a reeleição e apresenta sua administração como continuidade de uma gestão que teve como marcas a organização fiscal e investimentos em infraestrutura. O atual governador também procura associar sua candidatura a obras e projetos realizados nos últimos anos. A avaliação de sua administração, entretanto, convive com cobranças de diferentes setores, especialmente em áreas como servidores públicos, previdência e educação.

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Entre as questões que permanecem no debate político estadual estão as reivindicações relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA) e à contribuição previdenciária de servidores aposentados e pensionistas. A alíquota de 14% foi instituída no âmbito da reforma previdenciária estadual de 2020 e continua sendo objeto de discussão política. No campo educacional, os indicadores de desempenho e os investimentos convivem com críticas de profissionais e entidades representativas, tornando a área um dos temas relevantes para a avaliação das propostas apresentadas aos eleitores.

Wellington Fagundes, por sua vez, chega à fase final da campanha sustentado por uma longa trajetória política. Senador desde 2015 e ex-deputado federal por seis mandatos, o candidato do PL procura transformar sua experiência em Brasília em argumento eleitoral para defender sua capacidade de articulação política e administrativa. Sua candidatura também está vinculada ao campo político bolsonarista, elemento que ocupa espaço importante no debate eleitoral de Mato Grosso e influencia a formação de alianças e estratégias de campanha.

Natasha Slhessarenko representa outra vertente da disputa. Médica e professora, a candidata do PSD procura ampliar seu espaço eleitoral em uma corrida marcada pela presença de políticos com trajetórias consolidadas. Sua candidatura também coloca em evidência a possibilidade de Mato Grosso eleger, pela primeira vez, uma mulher para o Governo do Estado. A campanha, contudo, enfrenta o desafio de transformar reconhecimento público e propostas na área da saúde em votos suficientes para avançar na disputa.

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As pesquisas mais recentes mostram justamente a volatilidade do cenário. Enquanto o levantamento Real Time Big Data de setembro registrou Fagundes à frente de Pivetta, o agregador Inteligov/EXAME apontou, em atualização divulgada em 20 de setembro, 29,59% para Pivetta e 29,48% para Fagundes, diferença de apenas 0,11 ponto percentual. Já uma pesquisa Veritá divulgada em 28 de setembro registrou Pivetta com 39,1% das intenções no cenário estimulado, Fagundes com 32,3% e Natasha com 15%. As diferenças entre os levantamentos refletem metodologias, períodos de coleta e amostras distintas e não permitem tratar nenhuma pesquisa isoladamente como resultado definitivo.

É nesse ambiente que os últimos dias de campanha ganham importância. Candidatos e equipes eleitorais precisam disputar não apenas os eleitores que já demonstram preferência, mas também aqueles que ainda podem modificar sua escolha diante de propostas, debates, alianças, discursos e avaliações sobre o desempenho dos governos. Para o eleitor, o período final oferece a oportunidade de comparar programas, trajetórias, prioridades administrativas e compromissos apresentados publicamente antes de registrar o voto na urna eletrônica.

A decisão, enfim, estará nas mãos do eleitorado mato-grossense no próximo domingo, 4 de outubro. Além do governador e do vice-governador, serão escolhidos dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e os representantes para a Presidência da República. São seis escolhas em uma mesma jornada eleitoral, cada uma com consequências distintas para a administração pública e para a representação política. Em uma disputa marcada por diferentes projetos e por pesquisas que apresentam retratos distintos do momento eleitoral, caberá a cada cidadão avaliar as informações disponíveis e decidir, de forma livre e consciente, os nomes que deseja levar às urnas.

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