CENÁRIO ELEITORAL EM MATO GROSSO
Pesquisa Quaest indica liderança de Mauro e Janaina para o Senado
A corrida eleitoral pelas duas cadeiras de Mato Grosso no Senado Federal apresenta uma configuração definida neste momento da disputa. Segundo dados divulgados pelo instituto Quaest nesta sexta-feira, dia 25 de setembro de 2026, o ex-governador Mauro Mendes, filiado ao União Brasil (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), despontam na frente da preferência popular do eleitorado mato-grossense.
O estudo estatístico foi devidamente encomendado pela Rede Mato-grossense de Comunicação, conhecida pela sigla RMC, com o objetivo claro de mapear as intenções de voto no estado. A sondagem buscou aferir a percepção pública dos eleitores locais durante um momento crucial de definição das candidaturas majoritárias no cenário político regional.
A coleta de dados em campo ocorreu no período compreendido entre os dias 21 e 24 de setembro de 2026. A amostragem presencial ouviu exatamente 804 eleitores aptos a votar, distribuídos estrategicamente por diversos municípios do Estado de Mato Grosso, garantindo uma representatividade demográfica adequada.
A amostragem abrangeu integralmente a extensão territorial do Estado de Mato Grosso. Diferentes regiões urbanas e rurais foram incluídas no levantamento para capturar de maneira precisa o sentimento geral e as variações regionais do eleitorado mato-grossense diante dos quadros políticos postos.
O predomínio dos dois pré-candidatos consolida-se em decorrência do forte recall político e da ampla visibilidade de suas trajetórias públicas recentes. Mauro Mendes beneficia-se do reconhecimento obtido durante sua gestão no Poder Executivo estadual, enquanto Janaina Riva se projeta com destaque a partir de sua atuante presença na Assembleia Legislativa.
Na consolidação geral das intenções de voto para as duas vagas disponíveis, o ex-governador Mauro Mendes registra 27% das preferências do eleitorado, enquanto a deputada Janaina Riva alcança 19%. Em seguida, surgem empatados tecnicamente o ex-governador Pedro Taques, do PSB, com 9%, e o deputado federal Zé Medeiros, do PL, também com 9%. O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, candidato pelo Governo Lula, Carlos Fávaro, do PSD, amarga a quinta posição somando 8%.
Na análise específica do primeiro voto, a liderança isolada pertence a Mauro Mendes, que contabiliza 37% dos sufrágios simulados, seguido por Janaina Riva, que mantém 19%. Já no cenário do segundo voto, a deputada estadual assume a ponta da disputa com 20%, figurando o ex-governador no segundo posto com 16% da preferência informada pelos cidadãos.
Apesar da liderança destacada das figuras públicas mencionadas nas modalidades estimuladas, o levantamento revela uma expressiva indefinição na consulta espontânea. O dado aponta que 69% dos eleitores entrevistados afirmam que ainda não sabem em quem votar para o Senado Federal, revelando um amplo espaço de manobra para os concorrentes ao longo do pleito.
O levantamento estatístico obedeceu a rigorosos parâmetros metodológicos, apresentando um nível de confiança fixado em 95% e uma margem de erro estimada para a amostra.
Todo o processo atendeu rigorosamente às exigências da legislação eleitoral vigente, garantindo a integridade dos dados tabulados.
A consulta pública encontra-se formalmente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-08098/2026. A veiculação dos resultados segue os ritos de transparência e de responsabilidade jornalística adotados pelos principais veículos de imprensa do país.
Política
Indecisos entram no centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso na reta final das eleições
Na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso, a conquista dos eleitores que ainda não definiram o voto passou a ocupar posição estratégica nas campanhas ao Governo do Estado. Levantamentos divulgados ao longo de setembro mostram uma disputa marcada por oscilações entre os principais candidatos e por uma parcela do eleitorado que ainda não declarou preferência. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 11 de setembro apontou Wellington Fagundes (PL) com 34,4%, Otaviano Pivetta (Republicanos) com 30,8% e Natasha Slhessarenko (PSD) com 23,2%, enquanto 4,3% disseram não saber em quem votar.
O que está em jogo, portanto, não se resume à disputa entre nomes já conhecidos do eleitorado. A última semana antes do primeiro turno representa uma etapa decisiva para a apresentação de propostas, a consolidação de alianças e a tentativa de conquistar os votos ainda disponíveis. Em Mato Grosso, a votação ocorrerá em 4 de outubro, das 7h às 16h no horário local, quando os eleitores escolherão presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
O cenário eleitoral também revela que a corrida pelo Palácio Paiaguás permanece sujeita a mudanças até o encerramento da campanha. Levantamento Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro registrou Wellington Fagundes com 34% das intenções de voto, seguido por Otaviano Pivetta, com 27%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Na mesma pesquisa, 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 10% declararam voto em branco ou nulo.
Otaviano Pivetta, que assumiu definitivamente o Governo de Mato Grosso após a renúncia de Mauro Mendes, disputa agora a reeleição e apresenta sua administração como continuidade de uma gestão que teve como marcas a organização fiscal e investimentos em infraestrutura. O atual governador também procura associar sua candidatura a obras e projetos realizados nos últimos anos. A avaliação de sua administração, entretanto, convive com cobranças de diferentes setores, especialmente em áreas como servidores públicos, previdência e educação.
Entre as questões que permanecem no debate político estadual estão as reivindicações relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA) e à contribuição previdenciária de servidores aposentados e pensionistas. A alíquota de 14% foi instituída no âmbito da reforma previdenciária estadual de 2020 e continua sendo objeto de discussão política. No campo educacional, os indicadores de desempenho e os investimentos convivem com críticas de profissionais e entidades representativas, tornando a área um dos temas relevantes para a avaliação das propostas apresentadas aos eleitores.

Wellington Fagundes, por sua vez, chega à fase final da campanha sustentado por uma longa trajetória política. Senador desde 2015 e ex-deputado federal por seis mandatos, o candidato do PL procura transformar sua experiência em Brasília em argumento eleitoral para defender sua capacidade de articulação política e administrativa. Sua candidatura também está vinculada ao campo político bolsonarista, elemento que ocupa espaço importante no debate eleitoral de Mato Grosso e influencia a formação de alianças e estratégias de campanha.
Natasha Slhessarenko representa outra vertente da disputa. Médica e professora, a candidata do PSD procura ampliar seu espaço eleitoral em uma corrida marcada pela presença de políticos com trajetórias consolidadas. Sua candidatura também coloca em evidência a possibilidade de Mato Grosso eleger, pela primeira vez, uma mulher para o Governo do Estado. A campanha, contudo, enfrenta o desafio de transformar reconhecimento público e propostas na área da saúde em votos suficientes para avançar na disputa.
As pesquisas mais recentes mostram justamente a volatilidade do cenário. Enquanto o levantamento Real Time Big Data de setembro registrou Fagundes à frente de Pivetta, o agregador Inteligov/EXAME apontou, em atualização divulgada em 20 de setembro, 29,59% para Pivetta e 29,48% para Fagundes, diferença de apenas 0,11 ponto percentual. Já uma pesquisa Veritá divulgada em 28 de setembro registrou Pivetta com 39,1% das intenções no cenário estimulado, Fagundes com 32,3% e Natasha com 15%. As diferenças entre os levantamentos refletem metodologias, períodos de coleta e amostras distintas e não permitem tratar nenhuma pesquisa isoladamente como resultado definitivo.

É nesse ambiente que os últimos dias de campanha ganham importância. Candidatos e equipes eleitorais precisam disputar não apenas os eleitores que já demonstram preferência, mas também aqueles que ainda podem modificar sua escolha diante de propostas, debates, alianças, discursos e avaliações sobre o desempenho dos governos. Para o eleitor, o período final oferece a oportunidade de comparar programas, trajetórias, prioridades administrativas e compromissos apresentados publicamente antes de registrar o voto na urna eletrônica.
A decisão, enfim, estará nas mãos do eleitorado mato-grossense no próximo domingo, 4 de outubro. Além do governador e do vice-governador, serão escolhidos dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e os representantes para a Presidência da República. São seis escolhas em uma mesma jornada eleitoral, cada uma com consequências distintas para a administração pública e para a representação política. Em uma disputa marcada por diferentes projetos e por pesquisas que apresentam retratos distintos do momento eleitoral, caberá a cada cidadão avaliar as informações disponíveis e decidir, de forma livre e consciente, os nomes que deseja levar às urnas.
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