RETA FINAL DA CAMPANHA
Pesquisas: Pivetta continua avançando; tá chegando a hora, debates na TV
Faltando 12 dias do primeiro turno das eleições de 2026, os levantamentos de intenção de voto começam a ganhar peso diferente na corrida rumo ao Palácio Paiaguás. A experiência do pleito eleitoral de 2024, em Cuiabá, no entanto, mostra que o cenário ainda pode sofrer mudanças importantes na reta final de campanha.
A disputa para o Palácio Paiaguás é um dos que apresentou diferentes parâmetros de cenário até o momento.
A divulgação mais recente do Paraná Pesquisas aponta o atual governador Otaviano Pivetta, liderando de forma isolada com 42,4%, abrindo vantagem sobre o Wellton Fagundes que pontuou com 29,6%.
No entanto, a disputa segue dinâmica após Atlasintel indicar um cenário mais parelho. O liberal Wellton aparece na frente, com 34,4% das intenções de voto, enquanto o Republicanos, Pivetta, registrou 30,8%. A diferença de 3,6% pontos percentuais fica dentro do intervalo da respectiva margem de erro.
Nesta reta final, a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto, intensificaram os trabalhos dos marqueteiros e fizeram recalcular as estratégias.
Querem saber o motivo? No centro das atenções: tabu de 36 anos, poderá ser derrubado em Mato Grosso com a realização do segundo turno.
Levantamentos até agora, mostra diferenças importantes entre Institutos e Metodologias e não permite tratar a uma leitura de segundo turno definido.
Nota de rodapé: desde 1990 na “QUERIDA” e “QUENTE” Terra de Rondon, foram realizadas nove eleições consecutivas para o Palácio Paiaguás e todas foram resolvidas no primeiro turno.
Será que vai ser quebrado uma sequência que atravessa toda a história eleitoral na nossa “QUERIDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, sob a Constituição de 1988?
PS: entre as pesquisas realizadas a Quaest é uma das principais e, está em campo fazendo levantamento. A publicação será em 25 de setembro, na sexta-feira.

O teste final que convence eleitores indecisos
Tá chegando a hora em que muitos eleitores (as) começam a decidir o seu voto! O tempo está passando. E você já sabe os dias dos debates na televisão Vila Real e Centro América?
Pois muito bem caros amigos e leitores do Blog do Valdemir! Muitos eleitores só decidem o voto nos últimos dias antes da eleição. Nos momentos finais, os debates na televisão se tornam a principal fonte de informação para quem ainda está em dúvida.
Pesquisa de 2026 mostram que mais da metade dos mato-grossenses acredita que os confrontos ao vivo têm mais poder de convencimento do que a propaganda eleitoral e as mensagens trocadas em aplicativos.
Historicamente, os debates de TV têm sido decisivos. Em 2002, o debate para o Palácio Paiaguás mostrou como um deslize pode derrubar um candidato e como uma boa resposta pode lança-lo.
Mesmo com o crescimento da internet, o formato ao vivo continua importante para avaliar a capacidade dos candidatos de lidar com pressão e responsabilidade.
Pega a visão: mais da metade dos eleitores consideram os debates mais influentes que propagandas;
Os debates permitem observar a reação dos candidatos a ataques inesperados;
Erros cometidos ao vivo são rapidamente espalhados nas redes sociais;
Candidatos que estão à frente nas pesquisas evitam correr riscos nos debates;
A linguagem corporal e o controle emocional são avaliados pelo público.
Então fica ligado… dia 29 de setembro às 21: 30 horas na TV Centro América e no dia 1° de outubro na TV Vila Real.
Para o conhecimento dos internautas do Blog do Valdemir, existe uma expectativa muito grande em torno do confronto que promete ser decisivo para conquistar os eleitores, principalmente, os indecisos.
Nota de rodapé: pesquisa do MT Dados, divulgada nesta segunda-feira (21), aponta que os indecisos na “QUERIDA” e “QUENTE” Terra de Rondon chega a 50,4%.

O Boteco vai falar
Na política, quem confunde amizade com aliança termina traído pelos dois.
– Na política, o erro não é confiar em amigo. É achar que amigo e aliado são a mesma coisa.
– Muita gente quebra a cara achando que amizade política é eterna. Mas não é. A amizade nasce do afeto. A aliança nasce de interesse. E quando o interesse acaba, o “amigo” vira crítico.
– Isso tem explicação: todo relacionamento, inclusive o político, se mantém enquanto dá resultado para os dois lados. Quando um ganha mais que o outro, o jogo vira.
– O problema é que político emocional confunde lealdade com dependência. Acha que quem toma café com ele todo dia vai defender ele para sempre. Mas quem paga o preço da traição é sempre o mais carente de poder.
– A política é feita de trocas. Só que tem gente que dá voto, espaço e cargo em nome da amizade e depois descobre que entregou o poder de bandeja.
Quer se blindar e parar de ser traído pelos dois lados?
1 – Separe amigo de aliado. Amigo te liga quando você perde. Aliado te liga quando você ganha.
2 – Combine o jogo. Política é negociação. Se não tiver acordo claro, vai ter ressentimento depois.
3 – Não misture coração com voto. Amigo pode te dar conselho. Mas quem decide é a estratégia.
4 – Saiba sair antes, aliança tem prazo de validade. Se esperar acabar para perceber, já é tarde.
5 – Na política, quem age com o coração demais perde o rumo. Quem age com método, constrói poder e dorme tranquilo.
Segue o fluxo!
Política
23 deputados buscando a reeleição enfrentam prova nas urnas
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) enfrenta um momento decisivo em sua trajetória política institucional no próximo pleito de outubro. Quase a totalidade da composição parlamentar submeterá seus mandatos ao julgamento direto da população mato-grossense, em um processo eleitoral que testará a força das estruturas políticas tradicionais frente ao anseio popular por mudanças. A disputa consolida um cenário de expressivo predomínio de candidatos que tentam estender suas atuações no Parlamento Estadual por mais quatro anos.
A mobilização parlamentar abrange exatamente 23 dos 24 deputados estaduais em exercício na Casa de Leis, os quais oficializaram candidaturas para tentar assegurar a permanência em seus respectivos gabinetes. A única exceção no quadro de postulantes à reeleição é a deputada estadual Janaina Riva (MDB). A parlamentar optou por encerrar sua trajetória na Assembleia Legislativa Mato-grossense para disputar uma cadeira no Senado Federal, abrindo, assim, a única vaga obrigatoriamente destinada a um novo representante.
A votação decisiva ocorrerá no primeiro domingo de outubro, data em que os eleitores de todos os municípios mato-grossenses comparecerão às urnas eletrônicas para definir a representação política estadual. O pleito definirá se a Casa de Leis manterá sua atual hegemonia partidária ou se passará por uma reconfiguração expressiva em suas bancadas. A contagem dos votos estabelecerá formalmente os nomes que ocuparão as 24 cadeiras durante a próxima legislatura.
A motivação central dos parlamentares fundamenta-se na busca pela preservação de suas bases eleitorais, na continuidade de projetos legislativos em andamento e na manutenção da influência política regional. Por outro lado, a disputa atrai ex-prefeitos, vereadores, ex-secretários de Estado e lideranças comunitárias que buscam espaço no Legislativo. Essa dinâmica transforma a eleição em um confronto direto entre a experiência administrativa acumulada nos mandatos atuais e a busca por renovação liderada por novos quadros políticos.

O presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, deputado estadual Max Russi (Podemos), projeta que a renovação do Parlamento oscilará entre cinco e dez cadeiras após a apuração das urnas. Caso a estimativa máxima do parlamentar se concretize, a taxa de substituição nos gabinetes atingirá 41,7% do total de vagas da Casa. Russi ressalta que essa projeção decorre de análises internas de cenários eleitorais, do histórico das disputas estaduais e da formação das chapas proporcionais, sublinhando que a decisão soberana cabe exclusivamente ao eleitorado.
A discrepância na distribuição das verbas de campanha entre as candidaturas desponta como o elemento de maior assimetria no processo eleitoral até o momento. Enquanto parlamentares federais do Estado registram expressivo financiamento partidário com 96% dos R$ 16,3 milhões arrecadados oriundos das próprias legendas, diversos deputados estaduais ainda enfrentam escassez de repasses. Integrantes de destaque no Parlamento, como Fábio Tardin, Carlos Avallone, Eduardo Botelho, Elizeu Nascimento, Júlio Campos, Thiago Silva e Wilson Santos, figuravam nas prestações de contas sem recursos partidários registrados na fase inicial do pleito.
As informações financeiras e cadastrais que norteiam a transparência do processo eleitoral são centralizadas e atualizadas continuamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por meio do sistema DivulgaCandContas e de suas plataformas de dados abertos, o órgão jurisdicional renova os registros de candidaturas, declarações de patrimônio e receitas de campanha quatro vezes ao dia.
Essa constante atualização pública garante aos órgãos de fiscalização e à sociedade civil o acompanhamento em tempo real da evolução patrimonial e financeira dos candidatos.
Os deputados em exercício entram na disputa respaldados por visibilidade institucional, redes de apoio municipalistas e estruturas consolidadas ao longo de suas trajetórias públicas. Em contrapartida, a intensa dedicação dos parlamentares às agendas de campanha nos municípios do interior tem provocado impactos diretos na rotina dos trabalhos legislativos na capital. Um exemplo claro dessa interferência ocorreu na semana passada, quando a apreciação de um veto ao reajuste dos servidores do Judiciário foi inviabilizada por falta de quórum, contando com a presença de apenas nove deputados.
Diante desse contexto de esvaziamento temporário do Plenário e de forte apelo eleitoral, o eleitorado mato-grossense assume o papel central no direcionamento da política estadual para os próximos anos. A sociedade avaliará individualmente o desempenho dos parlamentares, sopesando as entregas efetuadas durante os mandatos em relação às propostas apresentadas pelas candidaturas emergentes. O resultado final demonstrará se a população prefere dar continuidade às lideranças estabelecidas ou promover uma oxigenação no Poder Legislativo.
O tamanho efetivo da transformação na Assembleia Legislativa dependerá exclusivamente do desempenho dos candidatos sem mandato ao enfrentarem as estruturas já estabelecidas dos atuais deputados. Com apenas uma vaga garantida para um novo nome em virtude da mudança de rumo da deputada Janaina Riva, a renovação do Parlamento exigirá que os novos postulantes superem a força eleitoral das 23 candidaturas à reeleição.
A apuração final indicará o grau de satisfação dos cidadãos com a atual representação e desenhará as novas forças políticas de Mato Grosso.
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