Search
Close this search box.

TEREMOS SEGUNDO TURNO?

Ufa, com uma rejeição de 33%, Wellton ainda está dentro do jogo

Publicados

em

Enquanto o primeiro turno das eleições gerais de 2026 é pautado pelo “SIM”, o segundo turno é pelo “NÃO”. A rejeição é um fator que não pode ser desconsiderado no voto dos eleitores.

A eleição também é uma disputa de rejeição. Faltando seis dias para o primeiro turno das eleições gerais, não parece haver uma onda eleitoral em formação.

Há dois blocos consolidados e um corredor estreito entre eles. O vencedor será aquele que conquistar alguns pontos dos rejeitados e, sobretudo, conseguir transformar intenção de voto em comparecimento efetivo às urnas.

Se liga: há eleitores que rejeita ambos os candidatos. Então, o que acaba pesando na decisão final desse eleitor é: quem ele rejeita mais, quem ele tem mais medo que ganhe.

Wellton lidera rejeição

Wellton Fagundes, lidera o índice de rejeição na disputa pelo Palácio Paiaguás, indica pesquisa do Instituto Quaest realizada de 21 a 24 de setembro, com 804 pessoas.

Segundo o levantamento 33% dos entrevistados afirmaram que não votariam no Senador do Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes. Já o Republicanos, Otaviano Pivetta aparece com 20% de rejeição entre os eleitores consultados.

Nota de rodapé: a comparação mostra que Wellton tem treze pontos percentuais a mais de rejeição que Pivetta: 33% a 20%.

A rejeição é muitas vezes mais importante que a intenção de voto. Ela é muito difícil de mudar. Quando você diz que não gosta de um candidato, é porque tem o mínimo conhecimento sobre ele.

Leia Também:  Governo, MPF, DPMT e DPU definem ações estratégicas de combate à Pandemia em MT

A grande pergunta é: teremos segundo turno?

Um recado para os navegantes do Blog do Valdemir, principalmente, militância de Wellton: uma rejeição de 33%, o candidato bolsonarista ao Palácio Paiaguás, ainda está dentro do jogo…

Quem vai e quem não vai pra urnas?

A “abstenção” é um ponto de atenção. O descrédito no pleito é uma tendência a cada nova eleição.

Mesmo com voto obrigatório em 2022, 576.944 pessoas não compareceram às urnas, o que representa 23,40% do eleitorado.

A “abstenção” pode ser decisiva no resultado do primeiro turno.

Segundo o estrategista político Alex Rabelo, se os eleitores de um determinado candidato não forem as urnas. Em uma disputa ponto a ponto, se algum candidato apresentar na reta final um impulso para vencer em primeiro turno esse fato também pode ser decisivo.

O que precisa para ser resolvido no 1° turno?

Reta final antes do primeiro turno, as pesquisas eleitorais apontam os dois principais candidatos, Pivetta em ascensão e Wellton estagnado.

Os amigos, leitores e frequentadores do Boteco da Alameda ventila a ideia de que o pleito eleitoral para o Palácio Paiaguás, poderia ser resolvido já no primeiro turno.

Um quadro considerado possível, mas pouco provável.

Entretanto, contudo, todavia, é importante olhar para a perspectiva histórica. Desde a redemocratização, nós nunca tivemos eleições para o Palácio Paiaguás, resolvida no segundo turno.

Zé Pedro Taques (PSB), na passagem do primeiro para o segundo mandato, não conseguiu forçar um segundo turno.

Leia Também:  Pesquisa Quaest indica liderança de Mauro e Janaina para o Senado

É necessário observar o momento do voto, que apareceu nas eleições de 2018 e 2022.

Em 2018, a candidatura de Zé Pedro Taques foi desidratada na reta final, o mesmo aconteceu em 2022.

A possibilidade no primeiro turno 2026, seria necessária uma antecipação na ordem de mais de 10 pontos percentuais deslocados para Otaviano Pivetta ou para Wellton Fagundes.

É possível? Sim. Mas os números não têm indicado ser prováveis.

O Boteco vai falar

Há seis dias do primeiro turno das eleições gerais de 2026, dados mostram que a rejeição será o fator para definição do vencedor da corrida ao Palácio Paiaguás, confirmando as premissas dos frequentadores do Boteco da Alameda do começo do ano.

Conforme pesquisa Quaest, divulgada dia 23, Wellton possui rejeição maior que respectiva intenção de voto. A de Wellton ficou 33% de rejeição a de Otaviano 20%.

A rejeição vai ser fundamental, porque os dois mais rejeitados (Wellton e Pivetta), são ao mesmo tempo, os dois mais votados e os únicos com chance de se enfrentar no segundo turno.

Quando chega ao segundo turno, uma boa parte dos eleitores, em torno de 1/4 do eleitorado em Wellton ou Pivetta, não porque acha o melhor candidato, mas porque quer derrotar o outro.

E, aí, essa “rejeição” é que vai definir muita coisa.

Segue o fluxo!

Propaganda

Política

Indecisos entram no centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso na reta final das eleições

Publicados

em

Na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso, a conquista dos eleitores que ainda não definiram o voto passou a ocupar posição estratégica nas campanhas ao Governo do Estado. Levantamentos divulgados ao longo de setembro mostram uma disputa marcada por oscilações entre os principais candidatos e por uma parcela do eleitorado que ainda não declarou preferência. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 11 de setembro apontou Wellington Fagundes (PL) com 34,4%, Otaviano Pivetta (Republicanos) com 30,8% e Natasha Slhessarenko (PSD) com 23,2%, enquanto 4,3% disseram não saber em quem votar.

O que está em jogo, portanto, não se resume à disputa entre nomes já conhecidos do eleitorado. A última semana antes do primeiro turno representa uma etapa decisiva para a apresentação de propostas, a consolidação de alianças e a tentativa de conquistar os votos ainda disponíveis. Em Mato Grosso, a votação ocorrerá em 4 de outubro, das 7h às 16h no horário local, quando os eleitores escolherão presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.

O cenário eleitoral também revela que a corrida pelo Palácio Paiaguás permanece sujeita a mudanças até o encerramento da campanha. Levantamento Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro registrou Wellington Fagundes com 34% das intenções de voto, seguido por Otaviano Pivetta, com 27%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Na mesma pesquisa, 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 10% declararam voto em branco ou nulo.

Otaviano Pivetta, que assumiu definitivamente o Governo de Mato Grosso após a renúncia de Mauro Mendes, disputa agora a reeleição e apresenta sua administração como continuidade de uma gestão que teve como marcas a organização fiscal e investimentos em infraestrutura. O atual governador também procura associar sua candidatura a obras e projetos realizados nos últimos anos. A avaliação de sua administração, entretanto, convive com cobranças de diferentes setores, especialmente em áreas como servidores públicos, previdência e educação.

Leia Também:  “A instalação de um Processo Disciplinar por quebra de decoro já levou a cassação de vereadores"

Entre as questões que permanecem no debate político estadual estão as reivindicações relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA) e à contribuição previdenciária de servidores aposentados e pensionistas. A alíquota de 14% foi instituída no âmbito da reforma previdenciária estadual de 2020 e continua sendo objeto de discussão política. No campo educacional, os indicadores de desempenho e os investimentos convivem com críticas de profissionais e entidades representativas, tornando a área um dos temas relevantes para a avaliação das propostas apresentadas aos eleitores.

Wellington Fagundes, por sua vez, chega à fase final da campanha sustentado por uma longa trajetória política. Senador desde 2015 e ex-deputado federal por seis mandatos, o candidato do PL procura transformar sua experiência em Brasília em argumento eleitoral para defender sua capacidade de articulação política e administrativa. Sua candidatura também está vinculada ao campo político bolsonarista, elemento que ocupa espaço importante no debate eleitoral de Mato Grosso e influencia a formação de alianças e estratégias de campanha.

Natasha Slhessarenko representa outra vertente da disputa. Médica e professora, a candidata do PSD procura ampliar seu espaço eleitoral em uma corrida marcada pela presença de políticos com trajetórias consolidadas. Sua candidatura também coloca em evidência a possibilidade de Mato Grosso eleger, pela primeira vez, uma mulher para o Governo do Estado. A campanha, contudo, enfrenta o desafio de transformar reconhecimento público e propostas na área da saúde em votos suficientes para avançar na disputa.

Leia Também:  Waldir Teis retorna ao cargo na Corte de Contas após quatro anos afastado

As pesquisas mais recentes mostram justamente a volatilidade do cenário. Enquanto o levantamento Real Time Big Data de setembro registrou Fagundes à frente de Pivetta, o agregador Inteligov/EXAME apontou, em atualização divulgada em 20 de setembro, 29,59% para Pivetta e 29,48% para Fagundes, diferença de apenas 0,11 ponto percentual. Já uma pesquisa Veritá divulgada em 28 de setembro registrou Pivetta com 39,1% das intenções no cenário estimulado, Fagundes com 32,3% e Natasha com 15%. As diferenças entre os levantamentos refletem metodologias, períodos de coleta e amostras distintas e não permitem tratar nenhuma pesquisa isoladamente como resultado definitivo.

É nesse ambiente que os últimos dias de campanha ganham importância. Candidatos e equipes eleitorais precisam disputar não apenas os eleitores que já demonstram preferência, mas também aqueles que ainda podem modificar sua escolha diante de propostas, debates, alianças, discursos e avaliações sobre o desempenho dos governos. Para o eleitor, o período final oferece a oportunidade de comparar programas, trajetórias, prioridades administrativas e compromissos apresentados publicamente antes de registrar o voto na urna eletrônica.

A decisão, enfim, estará nas mãos do eleitorado mato-grossense no próximo domingo, 4 de outubro. Além do governador e do vice-governador, serão escolhidos dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e os representantes para a Presidência da República. São seis escolhas em uma mesma jornada eleitoral, cada uma com consequências distintas para a administração pública e para a representação política. Em uma disputa marcada por diferentes projetos e por pesquisas que apresentam retratos distintos do momento eleitoral, caberá a cada cidadão avaliar as informações disponíveis e decidir, de forma livre e consciente, os nomes que deseja levar às urnas.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA