PT REALIZA PRIMEIRA PLENÁRIA DO ANO EM RONDONÓPOLIS
“Já mostramos para que viemos e estamos abertos ao diálogo”
Faltando menos de nove meses para o primeiro turno das eleições municipais de 2024, marcado para o dia 6 de outubro, os partidos já realizam os primeiros movimentos para se posicionar no tabuleiro eleitoral. Em jogo está a articulação e definição dos agentes políticos que disputarão os cargos de vereador e prefeito nos municípios no pleito deste ano.
Em Rondonópolis, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), juntamente com os demais partidos da Federação Brasil da Esperança, PCdoB e PV, realizaram na noite desta última sexta-feira (26), em sua sede, na “Casa da Resistência“, a primeira plenária do ano, e que teve como pauta principal as eleições municipais de 2024.
O pré-candidato a Prefeito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Carlos Augustin, o Teti, em sua fala aos presentes reforçou a importância das lideranças comunitárias e dos movimentos sociais para a construção de um projeto vencedor.
“Nós temos que ter candidatos, os partidos que fazem parte da Federação não podem ficar fora desta disputa, se vamos ganhar ou perder não sabemos, mas vamos disputar e estar presentes. E para isso, temos que começar aqui na base, e se em algum momento o PT teve seu protagonismo diminuído, agora estamos de volta, com força e vai continuar no trilho da vitórias, com o Presidente Lula. O candidato do grupo, seja eu ou outro, vai ser o candidato do Presidente Lula e vai vencer a eleição aqui em Rondonópolis“, pontuou.
Como principal pauta da plenária, o presidente do Diretório Municipal do PT, Wendell Girotto explanou sobre os encaminhamentos para se fechar a lista de pré-candidatos a vereadores e vereadoras da Federação Brasil da Esperança, e os próximos passos no projeto da campanha do grupo.
“Hoje discutimos algumas estratégias de como vamos tocar estas pré-campanhas neste momento, abordamos sobre estrutura, estratégias política e da ligação próxima com o Governo Federal, com a vinda do Presidente Lula para cá na nossa campanha e o Teti se comprometeu em trazer o Lula devido ao seu acesso com o presidente“, disse.
A reunião política ampliada com as principais forças progressistas de Rondonópolis e de Mato Grosso ocorrida no dia 21 de janeiro, na Fazenda Farroupilha, também foi assunto na plenária, onde Wendell Girotto afastou qualquer movimento em privilegiar uma das pré-candidaturas dos nomes já apresentados no grupo.
“Tanto Paulo José, o Aylon e o Teti podem ser o candidato, ou uma nova liderança de esquerda, e é assim que mantemos o paço do nosso lado no espectro progressista, mas tem que pôr as cartas na mesa com clareza sem artimanhas, acertar os espaços de cada grupo e cada grupo dar um dar o seu melhor. Nós já mostramos para que viemos e estamos abertos ao diálogo“, explicou.
A manifestação forte de Girotto, ocorre em resposta a um possível descontentamento do prefeito José Carlos do Pátio após o término da reunião, e com um suposto direcionamento dos discursos das lideranças para o consenso em torno do nome de Teti, como pré-candidato do grupo progressista.
“Seguimos fortes em nosso planejamento, a máxima nossa é unir para vencer, e não convencer “A” ou “B” desistir ou apoio a todo custo. Se tiver que sair só os partidos federados e a base do governo e a gente eleger quatro ou cinco vereadoras nós podemos, mas não é o interesse. O foco é acertar na sucessão da prefeitura e na renovação da Câmara, vencer agora com a maioria para vencer em 2026 com Lula“, finalizou.
Política
A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso
As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.
Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.
As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.
A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.
A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.
A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.
Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.
Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.
Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.
Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.
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