Search
Close this search box.

CRISE HÍDRICA EM VÁRZEA GRANDE

Prefeita eleita reafirma o compromisso de levar água para os moradores de Várzea Grande

Publicados

em

Grandes desafios existem para tentar prover água em quantidade e qualidade suficientes a todos os seus habitantes. Costuma-se confundir a escassez de água com a privação no fornecimento, sendo que a crise instalada no setor dos recursos hídricos não está condicionada a disponibilidade desse bem e sim a má gestão no fornecimento.

Como a falta de acesso à água tende a afetar a população mais carente e assim limitar o desenvolvimento econômico e social da população, busca-se analisar a importância deste acesso como um fator relevante de desenvolvimento, e como a privação do seu acesso representa uma das principais causas da pobreza.

Situação caótica enfrentada pelos moradores de Várzea Grande

O segundo maior município do Estado de Mato Grosso, a Cidade Industrial, Várzea Grande, enfrenta, há mais de 25 anos, o problema de irregularidades no abastecimento de água durante longos períodos. O problema crônico que assola os bairros periféricos tem uma origem: a falta de investimento público. Desde de 1997, quando o município, através do DAE-VG, passou a gerenciar o sistema de abastecimento de água, as estruturas sanitárias já estavam funcionando de forma debilitada, em razão do descaso do Estado e do Governo Federal.

Vadjú ou Vegê, apelido carinhoso dado pela população, é uma cidade que cresce rapidamente, de modo descompassado e incoerente, com planejamento precário, o que piora muito as condições básicas de serviços públicos à população.

Nesta eleição municipal, o foco foi: Falta de água no município de Várzea Grande. E a revolta dos moradores é real. As pessoas não suportam mais a falta de água em um calor de 41ºC ou de terem que racionar o pouco de água suja que é fornecida. A população várzea-grandensse não aguenta mais gastar uma fortuna com caminhões pipas ao passo que pagam injustamente altas faturas de água. Não toleram mais enfrentar esse problema crônico que assola a cidade há décadas por descaso da esfera Municipal, Estadual e Federal.

Leia Também:  Hospital Municipal de Leverger afirma que está devidamente equipado com "Kits" de combate ao "Coronavírus"

Correndo para cumprir promessa de campanha

Determinados a resolver o grave problema de saneamento básico e a falta de abastecimento de água em Várzea Grande, a prefeita eleita Flávia Moretti (PL) e seu vice, Tião da Zaeli (PL), visitaram nesta sexta-feira (11) a Concessionária Águas Cuiabá. O objetivo foi conhecer o funcionamento das operações de saneamento e avaliar o modelo de concessão mais adequado para o município, que enfrenta dificuldades históricas no setor.

Durante a visita, Flávia Moretti explicou a situação caótica enfrentada pelos moradores de Várzea Grande, afirmando que resolver a falta de água será uma das prioridades de sua gestão.

Eu e Tião assumimos o compromisso de resolver o saneamento básico e a falta de água. Mesmo antes de assumir, estamos em busca de soluções para os problemas da cidade. Sabemos que será um grande desafio, mas o nosso compromisso é trabalhar para levar água a todos os cidadãos, destacou a prefeita eleita.

O diretor geral da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, apresentou o funcionamento dos serviços de água e esgoto em Cuiabá, explicando os protocolos de atendimento e a gestão do fornecimento de água. Essas informações são vistas como cruciais para embasar o projeto de concessão de saneamento em Várzea Grande.

Leia Também:  É preciso vontade política para cumprir promessa de campanha: BRT ou vão enterrar o modal de transporte?

Tião da Zaeli, vice-prefeito eleito, enfatizou que a cidade não tem estrutura básica de abastecimento, diferentemente de Cuiabá no início de seu processo de concessão.

Conhecemos como foi o processo em Cuiabá e os desafios enfrentados, e isso vai nos ajudar a apresentar um projeto eficaz e correto para Várzea Grande. Estamos confiantes de que faremos o processo com êxito e o mais rápido possível, garantiu.

A diretora operacional da Águas Cuiabá, Julie Campbel, destacou a necessidade de um levantamento técnico completo para identificar as reais necessidades de Várzea Grande. Segundo ela, é fundamental conhecer a população atendida, a infraestrutura existente e elaborar estudos de engenharia específicos para garantir a performance adequada dos sistemas de água e esgoto no município.

Sem um estudo aprofundado, é difícil estimar o tempo necessário para resolver o problema, afirmou Campbel, destacando que a parceria e a troca de experiências entre as duas cidades serão essenciais para o sucesso do projeto.

Com a posse de Flávia Moretti se aproximando, a expectativa é de que as conversas avancem rapidamente e o modelo de concessão comece a ser estruturado nos primeiros meses de governo. A prioridade da futura administração é enfrentar de forma definitiva a questão do saneamento e levar água para todos os moradores de Várzea Grande, proporcionando mais dignidade e qualidade de vida.

Propaganda

Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

Publicados

em

Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

Leia Também:  Hospital Municipal de Leverger afirma que está devidamente equipado com "Kits" de combate ao "Coronavírus"

A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

Leia Também:  E agora Mauro? Déjà vu de 2002 né Blairo Maggi?

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA