PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS
É preciso vontade política para cumprir promessa de campanha: BRT ou vão enterrar o modal de transporte?
Incertezas, desculpas, em retomar ou abandonar a obra, vem alimentado as polêmicas sobre um sistema de transporte que já nasceu fruto da discórdia. Previsto para a Copa do Mundo Fifa 2014 em Cuiabá, o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) segue inacabado desde então e com gasto que para alguns justificaria o término da obra. Para outros é preciso estancar a sangria de recursos públicos.
Esta a pergunta que tira sono dos nossos políticos: deve-se continuar uma obra que já sugou R$ 1,066 bilhão, ou é melhor abandonar o projeto, colocando em seu lugar um sistema de ônibus Bus Rapid Transit (BRT)?
Este é um dos graves problemas da classe política e, essa indefinição para qual lado ir, seja na política ou na sua gestão. Não anda, vai até certo limite e para, recua ou muda de curso. O nossos agentes políticos mato-grossenses precisam entender de uma vez por todas que a desculpa acabou. Ou faz agora, ou vamos andar de lado. Chegou o momento do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) e o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) assumirem as suas responsabilidades, ou os senhores vão continuar andando de lado? Se não fizerem, qual o discurso para a eleição de 2022?
Apesar de que muitos gestores públicos se utilizam e muito bem uma série de estratégias, uma delas é manipular a população e, com isso, fazer o que bem entenderem. Uma delas é a estratégia da distração, ou seja, manter o povo distante dos grandes problemas, impedindo-os de pensar e ocupar seu pensamento com coisas que não são relevantes. Nesse ponto, creio que temos bons exemplos: Viadutos, Trincheiras, Cots.
Porém, o que nos chama atenção é a estratégia do deferido de Emanuel, ou seja, apresentar um fato como doloroso e necessário.
Esta estratégia faz com que o povo vá se acostumando com a ideia e, quando de fato ela acontecer, ninguém se surpreenderá (VLT será enterrado), pois já se estiver interiorizando a questão há tempo.
Mas tudo bem, enquanto a manipulação tem sequência, temos que entender e reforçar a revolta pela auto culpabilidade, ou seja, nos fazer acreditar que a culpa por tudo de ruim que nos acontece é de inteira responsabilidade de outros políticos ou da população.
O incrível é que alguns políticos não têm no mínimo de desconfiômetro, só sabe reclamar, dar seu showzinho, mas não cumpre suas obrigações para ter moral para cobrar de outros gestores.
Max Russi
Alguns passaram batido, mas para a nossa equipe de reportagem é notícia. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Joel Russi (PSB), bateu o martelo e deixou bem claro a todos os desavisados: não irá encaminhar qualquer pedido de realização de um plebiscito para ouvir a opinião sobre qual o modal de transporte do Governo do Estado deve implantar em Cuiabá e Várzea Grande.
“Eu não acredito em plebiscito, acho que precisamos de uma solução rápida, trabalhar em solução de forma definitiva“, disse o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.
O parlamentar ressaltou ainda que o Palácio Dante de Oliveira buscará caminhar em conjunto com os Palácios Alencastro e Paiaguas. Max ponderou que se não houver uma trégua entre o governador e o prefeito, a obra do Bus Rapid Transit (BRT) dificilmente caminhará na capital.
Nota da redação
A análise do pedido do Estado ao Governo Federal ocorre no dia 12 de março, durante reunião do conselho do FGTS que é responsável pelo financiamento do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT).
Eu existo, logo penso, então uma dica: errar faz parte do jogo político, acontece e não temos que nos recriminar excessivamente por isso. Mas alguns erros podem ser facilmente evitados por políticos se ele for disciplinado e, principalmente se conhecer o seu povo.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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