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Política

Maluf vai acionar governo por atrasar duodécimo; MP cobra do Governo cumprimento de repasse do duodécimo

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), que tem recebido pressão por parte de deputados da oposição para tomar providências quanto ao atraso no repasse do duodécimo, admitiu que pode acionar o Governo do Estado na Justiça, para cobrar mais de R$ 100 milhões que não foram repassados em 2016. 

guilherme-maluf-azulSegundo Maluf, o caixa da Assembleia já está no vermelho. No entanto, ele prega o discurso do diálogo para resolver o problema, já que o Executivo deve cerca de R$ 300 milhões aos poderes, "o governo nos deixou de passar R$ 60 milhões em 2016, sem contar o excesso de arrecadação do Estado que deve ser repassado aos Poderes. Se contar isso ultrapassou os R$ 100 milhões", disse Maluf.

Segundo Guilherme, o primeiro-secretário da Casa, Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), está certo quando reclama. "Por isso não está descartada uma ação judicial contra o governo para reavermos esses valores. Se o governo não buscar uma negociação, nós vamos acioná-lo sim na Justiça", disse o tucano.

Guilherme Maluf também mudou de opinião em relação ao congelamento do duodécimo para 2017, defendendo o aumento no repasse para à Assembleia, já que a Casa não pede reajuste e, sim, reposição para os custeios assumidos que chega a R$ 80 milhões, "eu defendia o congelamento se a Assembleia não ficasse responsável pelos inativos, pelo Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) e pela Unidade Real de Valor (URV) dos servidores. Mas agora todos esses compromissos foram repassados para o Legislativo, como consta na Lei Orçamentária Anual (LOA) e isso inviabilizou o nosso duodécimo". Pontuou o chefe do Legislativo.

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O presidente eleito para o Biênio 2017/2018, deputado Eduardo Botelho (PSB) também defende aumento no duodécimo da AL em 2017, com um acréscimo de 10% do duodécimo, o que corresponderia a um valor de quase R$ 520 milhões para o exercício de 2017. 

Em relação ao congelamento dos investimentos que o Legislativo tinha previsto para realizar em 2017, Maluf disse, "existe uma divergências entre os deputados sobre as nossas ações. Eu defendo que congelamos todos os investimentos. Seja em obra, contratação, tudo. Até sabermos como ficará a nossa situação financeira. Porque a LOA apresenta um orçamento para a Assembleia que não nos garante uma tranquilidade", declarou.

MP cobra do Governo cumprimento de repasse do duodécimo

O procurador-geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, encaminhou ofício ao governador do Estado, Pedro Taques (PSDB), solicitando informações sobre a nova proposta do Executivo para o cumprimento das obrigações contidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que trata da regularização dos repasses dos duodécimos em atraso aos Poderes e Instituições Autônomas. O total pendente equivale a R$ 298.850.411,71.

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Segundo o procurador-geral de Justiça, a primeira parcela, correspondente a 50% dos valores devidos, deveria ter sido repassada até o dia 30 de novembro, o que não ocorreu. Os outros 50% foram divididos em seis parcelas iguais que deverão ser pagas a partir do mês de janeiro de 2017 até junho do mesmo ano.

No documento, Prado também solicita esclarecimentos sobre o repasse que deverá ocorrer até o dia 20 deste mês, referente ao “Grupo 01 de despesas” para pagamento de pessoal. 

Assim que recebermos a resposta do governador, realizaremos reunião com os chefes de Poderes e instituições autônomas que assinaram o TAC para deliberação”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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