JANTAR COM SOPA DE LETRINHAS
“É um apoio de peso e precisamos continuar no caminho que é o melhor para Mato Grosso e para sua gente”
As cidades brasileiras começam a ter nos próximos meses, as chamadas Convenções Partidárias para escolher os candidatos a deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da Republica nas eleições de 2026. A “sopa de letras” das legendas que devem estar coligadas, no senso comum são apenas um ajuntamento de partidos, mas na verdade têm importância na construção e financiamento das candidaturas aos cargos e dão às mesmas um “rosto” do que será a disputa eleitoral.
Importante neste “balaio de gatos” extrair dos que se apresentarem o que têm de propositivo e possível de realizar. Os inúmeros partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram bem porque na política, nosso país não é para amadores!
Jantar com “SOPA DE LETRINHAS”
O presidente nacional dos Republicanos, Marcos Antônio Pereira, e várias outras lideranças políticas e empresariais do Estado de Mato Grosso, estiveram reunidos em um jantar, de “SOPA DE LETRINHAS”, que inicialmente teria caráter apenas institucional, mas acabou sendo um jantar político, que se transformou na oficialização dos nomes da pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás em 2026, e do governador Mauro Mendes (UB) como candidato ao Senado Federal em 2026.
No jantar, de “SOPA DE LETRINHAS”, que era para ser apenas institucional, estiveram presentes, o governador Mauro Mendes (UB), o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos), o empresario Eraí Maggi, Blairo Borges Maggi (PP), Marcos Pereira, presidente nacional dos Republicanos, José Aparecido dos Santos, o Cidinho Santos (PP), o presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), Max Joel Russi (PSB), o ex-deputado Neri Geller, o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (UB), Mauro Carvalho (PRD), Adilton Sachetti (Republicanos) e os deputados estaduais Diego Guimarães e Valmir Moretto, ambos do Republicanos.
Na busca para estancar a desconfiança que paira quanto ao futuro político do atual grupo que comanda o Governo do Estado de Mato Grosso e confirmar a unidade em torno do nome de Otaviano Pivetta (Republicanos) como candidato natural à sucessão de Mauro Mendes em 2026. Mauro sendo candidato, Pivetta automaticamente se torna Governador do Estado e, pela atual legislação eleitoral, mesmo já sendo vice-governador por dois mandatos (2019/2022 e 2023/2026) e tendo, por várias vezes, ocupado o Governo do Estado na ausência do titular, ele pode ainda disputar o cargo de chefe do Poder Executivo, o que lhe garante um “plus” a mais, diante de possíveis adversários.
Na prática, a reunião reforça a candidatura já colocada, mas que ainda não convence, pela própria dinâmica do processo eleitoral, ainda muito distante, e por ter Otaviano Pivetta colecionado dissabores com uma série de crises de gestão e de falta de trato político. Como a troca de acusações entre a deputada Janaina Riva (MDB) e o deputado federal licenciado e chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (UB), por causa da liberação de Emendas Parlamentares.
A última crise em que o vice-governador se viu envolvido e que ainda não foi superada diz respeito a denúncias que viraram investigações e inquérito policial e que se encontra a caminho do Ministério Público e da Justiça, sobre suposto desvio de finalidade na aplicação de Emendas Parlamentares da Assembleia Legislativa endereçadas à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), encaminhado aos órgãos de controle por Pivetta, assim que informado da possibilidade do desvirtuamento na aplicação dos recursos públicos.
O problema é que, mesmo a maioria dos deputados não admitindo em público, mas nos bastidores, é voz corrente que o governador Mauro Mendes teria solicitado ao vice-governador que encaminhasse as denúncias. Primeiro, à Controladoria Geral do Estado (CGE/MT), depois, à Delegacia Especializada de Combate Corrupção (Deccor).
Para piorar a situação, no decorrer das apurações pelos órgãos de controle, uma série de falhas e de erros grosseiros do aparato fiscalizador colocaram os deputados estaduais em rota de colisão com o vice-governador, situação que ainda precisa ser digerida.
Outro fator levantado seria o nome da deputada estadual, a emedebista Janaina Riva, que, a partir de agosto, deve se tornar presidente do MDB em Mato Grosso e que, até o presente momento, não admite recuar da disputa para uma das duas vagas de senador, hoje ocupadas pelos senadores Jayme Campos (UB) e Carlos Favaro (PSD), licenciado para comandar o Ministério da Agricultura.
Os nomes de Jayme Campos e de Janaina Riva estiveram, a todo momento, na roda de conversações e na intrincada busca por acomodações que parecem distante de serem concretizadas.
Algumas missões foram distribuídas aos presentes na reunião, sendo a primeira delas procurar acomodar todas forças políticas envolvidas na disputa de 2026. Serão sete cargos majoritários, mas três com plenos poderes (governador e dois senadores) e quatro com expectativa de poder (vice-governador e dois suplentes para cada senador) e aplacar uma série de descontentamentos políticos e administrativos.
Resta ao grupo que se reuniu consolidar os entendimentos, pois conversa de cúpula quase nunca é bem assimilada pelas bases e evitar que os descontentes possam abrir conversações com outros partidos ou candidatos. Antes do processo eleitoral, ainda é necessário saber e ver se as federações irão se concretizar e qual será o tamanho da pressão nacional sobre Mato Grosso, que, nas duas últimas eleições, deu clara demonstração de rejeitar a esquerda e apoiar a direita, no entanto, se tornou extrema-direita, perigosa e sob investigação de crimes contra a Pátria, o que pode contaminar os resultados das eleições.
As movimentações das últimas horas podem até parecer isoladas, mas, na realidade, elas decorrem de uma série de fatores e outras conversas. Como as que aconteceram do outro lado do mundo, em Portugal, durante a realização do 13º Fórum Jurídico de Lisboa, onde se encontraram o governador Mauro Mendes, o governador por São Paulo e presidenciável pelo Republicanos, Tarcísio de Freitas, os deputados estaduais mato-grossenses, Janaina Riva (MDB), Eduardo Botelho (UB) e Dr. João José de Matos (MDB).
Mauro Mendes, que tentou, nos últimos meses, se filiar, ou pelo menos filiar seu vice no PL de Bolsonaro, fato que não se tornou realidade, justamente por causa de Wellington Fagundes e do deputado federal José Medeiros, os nomes mais próximos do ex-presidente, que defende a candidatura de ambos para o Governo do Estado e para o Senado.
A definição de Mauro Mendes pela candidatura de Otaviano Pivetta resgata um compromisso tornado público por ele mesmo, ao longo dos últimos anos. Outra questão a ser superada é o de Janaina Riva ser nora do senador Wellington Fagundes (PL), que também não dá demonstrações de recuar de sua disposição em disputar o Governo do Estado pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pegando uma promissora carona, já que está no meio do seu segundo mandato, vaga conquistada concorrendo em 2022, na chapa então encabeçada pelo então candidato Mauro Mendes.
Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, vocês acabaram de ler quem é o político que foi o convidado pra ultima “DANÇA” da noite.
Pegou ai!
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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