PARCERIA PELA LEGALIDADE
Várzea Grande, MPE e PJC atuam no combate aos crimes e contravenções penais
Crime (mais grave) – reclusão e detenção até 30 anos; ação penal pública e privada; tentativa é punível.
Contravenção (mais leve) – prisão simples até 5 anos; apenas ação penal incondicionada; tentativa não é punível.
Ambos são infrações penais, ou seja, de maneira geral, não seria errado classificá-los como crimes, pois não há diferença substancial entre os conceitos. Todavia, seriam espécies distintas considerando crime como gênero. Os crimes são uma espécie de infração penal mais grave, com penas mais altas, por sua vez, as contravenções são infrações mais leves com penas menos relevantes.
As principais diferenças estão no campo da pena: para os crimes, a lei prevê prisão de reclusão ou detenção, que pode chegar a até 30 anos. Para as contravenções, a lei prevê a pena de prisão simples, que na prática muito se assemelha a detenção, que pode chegar no máximo a 5 anos.
Outras diferenças também importantes estão no tipo de ação penal cabível e na possibilidade de punição da tentativa. Para os crimes é cabível ação penal pública e privada, e é possível a punição por tentativa. Enquanto que para as contravenções, só é cabível ação penal pública incondicionada, e a tentativa não é punível.

Resultados de atuação conjunta em Várzea Grande
Várzea Grande trabalha em conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso através das Promotorias de Justiça e com o Estado de Mato Grosso através da Polícia Judiciária Civil para investigação de crimes e contravenções penais.
A intenção do trabalho conjunto é reforçar a fiscalização de todas as atividades econômicas e financeiras de Várzea Grande, segunda maior cidade de Mato Grosso e vizinha da capital do Estado, Cuiabá.
O prefeito varzea-grandensse, Kalil Baracat, acompanhado pela primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, recebeu para uma reunião de trabalho a Promotora de Justiça, Anne Karine Louzich H. Wiegert e os delegados da Polícia Judiciária Civil, Victor Hugo Teixeira, Diretor de Atividades Especiais, Eder Cley de Santana, Delegado Regional de Várzea Grande, Rodrigo Bozetto, Wagner Bassi Júnior, Luiz Henrique Damasceno e Walter Mello.
Também participaram do evento a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, acompanhada pelo secretário-adjunto, Régis Poderoso de Souza e equipe de auditores fiscais, Stefânia Borges da Silva que preside o Conselho Municipal de Recursos Fiscal, Cristian Laerte Campos de Almeida, Coordenador da Central de ISSQN, Vanessa A. Costa Montes, Alessandra Catarina Leite de Oliveira, Maxuel Silva Alves, Washington Luiz Lopes Filho, Daniel da Silva Martins Neto e Fernando Luiz Krupiniski.
A reunião de trabalho contou ainda com a presença do procurador-geral de Várzea Grande, Jomas Fulgêncio e a procuradora fiscal, Kassia Rabelo Silva.
“Nossa intenção é que o Poder Público atue amparado pela legislação e pelos órgãos de controle como o Ministério Público e a Polícia Judiciária Civil e cumpra seu papel perante a população, que é de prestação de serviço de qualidade, sendo que para isto é necessária uma outra relação, com os contribuintes, que ao pagarem suas obrigações permitem ao Poder Executivo investir e atender as demandas da cidade e de sua gente”, frisou Kalil Baracat.
Ele ponderou que para atender as demandas da população precisa contar com uma equipe de trabalho técnica e eficiente, como a da Secretaria de Gestão Fazendária, assim como, as das demais secretarias e órgãos municipais e agradeceu o empenho e dedicação.
“Quero neste momento reforçar que nossa gestão atua dentro das quatro linhas da Constituição Federal e respeitando os princípios constitucionais da Administração Pública que são da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência e sempre tendo em mente que o empresário, o comerciante é parceiro do Poder Público porque eles também se beneficiam das políticas públicas. Município próspero, sociedade contemplada, economia aquecida”, frisou Kalil Baracat.
O Diretor de Atividades Especiais da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Victor Hugo Teixeira reforçou a importância da parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e os demais órgãos de controle em busca de resultados que vão refletir no dia a dia da cidade e de sua gente.
“Trabalhamos em prol da legalidade e de uma boa relação entre o Poder Público, a população e os setores da economia”, explicou Victor Hugo Teixeira.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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