DECRETO MUNICIPAL
Feriado e festas de Carnaval estão suspensas em Várzea Grande
Circula no Diário Oficial dos Municípios nesta sexta-feira, 05 de fevereiro de 2021, Decreto 12 de 03 de janeiro de 2021, que revoga os incisos do Decreto Municipal 79/2020 que definiu os feriados de âmbito nacional, estadual e municipal e definem os pontos facultativos nas repartições públicas neste ano.
O Decreto revoga os incisos II, III e IV, publicados pela então prefeita Lucimar Sacre de Campos que havia tornado Ponto Facultativo o dia 15 de fevereiro (segunda-feira) de Carnaval; 16 de fevereiro (terça-feira) de Carnaval, Feriado Municipal e 17 de fevereiro (quarta-feira) de cinzas, expediente a partir das 13:00 e esclarece uma interpretação errônea de que a Prefeitura de Várzea Grande através do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (COVID-19) de Várzea Grande, teria permitido a realização de comemorações em relação ao feriado nacional em que se comemora o Carnaval, uma das festas mais tradicionais do calendário nacional.
O presidente do Comitê de Enfrentamento, Silvio Fidélis, secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, explicou que o prefeito Kalil Baracat (MDB), tem redobrado as recomendações de rigor no cumprimento das medidas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de distanciamento social de 1,5 metros entre as pessoas, uso de meios de biossegurança como máscara e álcool em gel e de água e sabão, ainda mais enquanto não se tem vacina disponível para toda a população.
“Houve um desencontro de informações e em nenhum momento foi liberado festa para o carnaval”.
Silvio Fidélis lembrou que as decisões do Comitê de Enfrentamento, referendadas pelo prefeito Kalil Baracat, que foi secretário de Governo e presidente do mesmo Comitê no ano de 2020 quando a Pandemia da COVID-19 fez o maior número de infectados, sempre foram no sentido de resguardar a vida das pessoas e a capacidade de atendimento da Rede Pública de Saúde de Várzea Grande.
O presidente lembrou que a Rede Pública de Saúde de Várzea Grande faz atendimentos de todos os casos, inclusive, iniciais de COVID-19, até que os mesmos sejam encaminhados para os Hospitais de Referência pactuados que são o Metropolitano de Várzea Grande, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, o Hospital São Benedito, Hospital Universitário Júlio Muller e o antigo Pronto Socorro de Cuiabá.

Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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