FUMAR O CACHIMBO DA PAZ
Quem vai recuar, Edu ou Fábio? Jayme tenta contornar a crise
Nada está perdido, ao menos por enquanto. Esse é o recado que o núcleo duro do Boteco da Alameda, traz após as visitas de alguns ministros no nosso querido e quente Estado de Mato Grosso.
O sinal foi percebido nos bastidores na retomada das obras da BR-158. O governador Mauro Mendes (UB) e o Ministro Carlos Fávaro (PSD) estiveram no evento com a presença do ministro de transporte Renan Filho, que deu ordem de serviço para a pavimentação da rodovia.
E recentemente as várias trocas de farpas, o governador Mauro Mendes (UB) sinalizou uma trégua com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), durante o lançamento da obra de asfaltamento da BR-158.
O governador Mauro Mendes se dirigiu a Carlos Fávaro e disse esperar que ele faça um bom trabalho no Ministério e represente Mato Grosso junto à gestão do presidente Lula (PT).
A fala do governador mato-grossense pode ser interpretada com uma sinalização de “PAZ” entre o governador e o ministro. Isso porque, no fim de agosto, Mendes disse que Fávaro contou “uma grande mentira” sobre a obra na BR-158.

O ministro Carlos Favaro teria dito em um vídeo publicado que o Governo do Estado pediu ao Ministério dos Transportes para que o recurso das obras da rodovia fosse realocado para a implantação e duplicação do Rodoanel, em Cuiabá e Várzea Grande.
“Em nenhum momento nós pedimos para tirar dinheiro da 158 e 242”, disse à época Mauro Mendes.
E segue o fluxo!
Estratégia do pleito eleitoral
Senhores navegantes pega aí: PSD, Republicanos, estão se aproximando; o unista Mauro Mendes mudou a estratégia do pleito eleitoral em Cuiabá; Jayme Campos entrou na articulação.
A pergunta: quem vai dar o primeiro passo atrás de uma unidade? O partido UB está rachado. Não tem mi-mi-mis, ou o cacique Jayme Campos coloca um basta em tudo que está acontecendo dentro da sigla, ou deixa explodir e tirar o partido da disputa pela Prefeitura de Cuiabá.
Racha interno
O UB em Cuiabá tem candidaturas a Prefeitura de Cuiabá desde antes da sigla existir. Em 1988, Frederico Campos, disputou o cargo pelo Partido da Frente Liberal (PFL), e venceu, estavam na sigla os cacique e grandes articuladores políticos, Jayme Campos e Júlio Campos, e desde então teve representantes em todas as disputas eleitorais, com o Democratas (DEM), e atualmente União Brasil (UB).
Hoje, a sigla enfrenta uma crise que se agravou nos últimos dias, com desavenças e embates internos e o climão pesadíssimo tá pegando fogo dentro e fora do União Brasil (UB).

A escolha do candidato na Capital poderá violar o “acordo” firmado em 2022. Na ocasião o menino Fábinho se colocou como pré-candidato nas eleições municipais para a disputa do Palácio Alencastro.
Questionados sobre a situação, defensores da candidatura de Fábio Garcia afirmam que a discussão sobre o tema será ampla, buscando o melhor caminho para o partido.
O Boteco da Alameda avisa: a quebra do possível acordo é nítida. O “Homem de Ferro”, o governador e líder do União Brasil em Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira, vai mudar a estratégia juntamente com o cacique Jayme Campos para apagar esse incêndio.
A pergunta é: quem vai dar o primeiro passo? Alguém vai ter que desistir, contrário a margem de perder a eleição com o partido rachado é de 60%.
Senão venhamos e convenhamos, o prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro, aceitando ou não, ele tem enorme chance de colocar o candidato da esquerda no segundo turno; quem fechar agora tem que ser negociado também o segundo turno. Amarra agora ou perde a eleição.
Amarra ou perde
O “Homem de Ferro”, o governador Mauro Mendes, mesmo não tendo uma decisão concreta quanto ao futuro político eleitoral (sic), vai realmente promover uma minirreforma no secretariado e nos órgãos públicos para o staff para os seus últimos 26 meses de gestão (Mauro renúncia o governo em abril de 2026, para disputar o Senado).
A reforma administrativa a ser implementadas pelo governador unista Mauro Mendes, no entanto, terá ponderações, pois independentemente da candidatura de Zé Edu Botelho ou Fábio Garcia, Mauro Mendes espera manter os aliados do governo como aliados do seu partido no processo eleitoral, já que o UB tenta contar com uma candidatura para ganhar o cargo máximo da política cuiabana.
Jayme tenta contornar crise
Para tentar resolver o impasse na sucessão da Prefeitura de Cuiabá, o maior colégio eleitoral em Mato Grosso, o UB escalou o Senador Jayme Campos para fumar o “CACHIMBO DA PAZ”, em uma reunião com líderes do partido, que ameaçam um rompimento com o grupo do governador Mauro Mendes.
O encontro que deve ocorrer na segunda quinzena de outubro, busca um alinhamento entre o menino Fabinho e Zé Edu Botelho que vem apresentando divergências entre si.
A pauta da reunião vai debater a hipótese de Fábio ou Edu recuar da sua pré-candidatura.
Nota do Boteco da Alameda
Por mais que está seja uma constatação um tanto polêmica, a equipe de reportagem do Blog do Valdemir, vai além do atual cenário político cuiabano e acredita que os caciques da política que fizeram e fazem história no nosso querido e quente Estado de Mato Grosso, que deixaram marcas administrativas ou deram suas respectivas contribuições, não perderam o “espaço cativo” no meio.
E isso se relaciona com uma série de fatores entre a maior: a credibilidade.
E olhando para a política de Mato Grosso, propriamente dita, com a reeleição do governador Mauro Mendes percebemos que há uma fragilidade explícita dos setores que ficaram na “oposição”, por falta de unidade, mas também, porque não se evoluíram.
Quem foi adversário em 2022, por exemplo, já acena e tenta uma aproximação (ou reaproximação); quem é aliado não quer nem pensar em ficar “fora do jogo”.
E aqui, não se trata de “exaltar o governador de plantão”, mas de analisar, entender e reconhecer o cenário atual; Mato Grosso merece e precisa, mas outros nomes devem surgir em 2024 e em 2026.
O “mundo gira para todos”, inclusive para os políticos. É do jogo… segue o fluxo!
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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