JUNTOS E MISTURADOS
Cenário político de MT muda e redefine disputa eleitoral de 2026; na política, as palavras fazem muitas curvas
Eitaaa, internautas do Blog do Valdemir! Bora, bora que o sábado já começou e os bastidores da política mato-grossense, assim como na vida, é um cenário de mudanças constantes, e a expressão cuiabana “muita água ainda vai passar debaixo da ponte do Rio Cuiabá” reflete bem o cenário político da Terra de Rondon em 2026.
Em janeiro, os bastidores indicavam um desenho claro para a disputa eleitoral, mas…, bastaram algumas semanas para o quadro e o cenário eleitoral se transformar e mudar completamente.
No início do ano, as articulações políticas apontavam para uma oposição encabeçada pelo ex-prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio que se apresentava como candidato ao Governo do Estado.
Mas…, foi só fogo na palha.
A chapa opositora prévia o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), Senador licenciado, e a petista Rosa Neide, disputando as vagas ao Senado Federal.
Zé do Pátio chegou a anunciar que percorreria Mato Grosso a partir de março para consolidar sua candidatura. Agora, é a vez da medica Natasha Slhessarenko.
Com o liberal Wellton Fagundes fora do páreo, por enquanto, o Senador unista, Jayme Campos, surge como o nome, mais forte da oposição para disputar o governo mato-grossense.
Nesse novo desenho, a aliança oposicionista seria formada por Jayme Campos para o Palácio Paiaguás, tendo Carlos Fávaro e Natasha Slhessarenko, concorrendo ao Senado. O movimento sinaliza uma reconfiguração significativa da oposição, com novas alianças e estratégias em jogo.
No campo governista, o cenário também sofreu alterações: em janeiro, havia incerteza sobre o futuro político do governador Mauro Mendes, que cogitava renunciar em abril de 2026 para disputar o Senado.
Com essa possível saída, o vice-governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, assumiria o Governo do Estado e disputaria a reeleição.
No entanto, informações repassadas aos frequentadores do Boteco da Alameda, apontam que: Mauro tá no jogo. Porém…, continuará na trincheira, na tocaia, na espreita, não adianta questiona-lo… não vai responder pra vocês, o Boteco da Alameda é terrível!
O importante nesse momento é saber que o tabuleiro político eleitoral na Terra de Rondon segue em movimento constante. O que parecia definido em janeiro se desfez antes mesmo de conhecermos o Campeão do Campeonato Brasileiro.
As negociações seguem intensas nos bastidores, e corredores palacianos com alianças sendo feitas e desfeitas, e nomes surgindo no jogo eleitoral.
O eleitor mato-grossense ainda terá muito o que observar até que as águas passem debaixo da ponte e revelem o verdadeiro cenário das políticas para as eleições de 2026.

A política é um terreno…
Fértil para a imprevisibilidade. O que parece certo hoje pode ser completamente diferente amanhã.
Um candidato que lidera as pesquisas de opinião pode sofrer uma queda abrupta em sua popularidade devido a um acontecimento inesperado. Um partido que domina o cenário político pode perder sua influência em um certo espaço de tempo.
A expressão popular cuiabana, serve como um lembrete do que o futuro é incerto e repleto de surpresas. Muita cautela com aqueles que se consideram imbatíveis.
À medida que as águas passam e novas informações vêm à tona, a expressão “muita água ainda vai passar debaixo da ponte do Rio Cuiabá” funciona como um lembrete de que a trajetória política é longa, imprevisível e repleta de reviravolta.
Muitas mudanças ainda podem ocorrer antes que qualquer cenário se consolide.
Em política, não há vitória garantida de antemão. Até o fechamento do processo eleitoral, tudo pode mudar. Afinal, 2026 é logo ali.

O Boteco vai falar
O pré-candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso pelo Repúblicanos, Otaviano Pivetta, postou na quinta-feira (20) um vídeo que suscita uma memória sobre a história das eleições no estado.
Nele, o vice-governador comemora que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e o ex-presidente Jair Bolsonaro, “bateu, publicamente, o martelo” sobre sua candidatura ao Palácio Paiaguás, em tom de comemoração, consciente ou inconsciente de que essa definição poderá “NÃO” ser confirmada no curso do processo eleitoral, ele usou uma sabedoria.
É neste ponto de seu vídeo que há necessidade de se fazer um contexto histórico das campanhas políticas de Mato Grosso.
Isso porque há episódios de sobra que mostram que as palavras na Terra de Rondon costumam fazer curvas, muitas e sinuosas curvas.
A história mais notória se deu em 2002. O então Prefeito de Cuiabá, Roberto França, tinha por certo que seria candidato a governador pelo PSDB. No entanto, ele recebeu a informação de que fora substituído por Antero de Barros.
O detalhe é que a curva da palavra que lhe garantia o indicado para disputar o Palácio Paiaguás, se desenhou no trajeto de sua casa até o local da reunião dos tucanos.
Outros fatos de grande relevância na história da política nesse mesmo enredo se deram em 2004, 2006, 2008, 2012, 2022. Otaviano Pivetta pode ser, sim, o candidato com apoio do PL, a governador, mas precisará conviver com as incertezas, com as curvas do processo, até seu nome estar inscrito no Tribunal Superior Eleitoral (TRE).

Para finalizar o final de semana, pega aí:
A cada dia que passa o liberal Wellton Fagundes parece mais distante de estar na urna eletrônica em 2026…, mas isso é o cenário eleitoral mais bem lá na frente.
É nuvem, pode mudar. Só que todos estão olhando para as nuvens do horizonte, Jayme Campos e os jaymistas estão já se aquecendo para entrar em campo.
Jayme para assumir o lulismo sem Lula.
Hoje, ainda é “todos contra Otaviano”. Amanhã será “todos com Pivetta“.
Vai encarar?
É isso o que o Boteco da Alameda está perguntando. É isso o que todos estão se perguntando.
Segue o fluxo!
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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