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CARTA DE RENÚNCIA DO PTB

“Concluímos com êxito a missão que me foi designada de dirigir o Partido”

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Hospitalizado no Complexo Penal de Gericinó, onde cumpre pena preventiva, o ex-deputado federal Roberto Jefferson Monteiro Francisco pediu licença por prazo indeterminado da presidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e deixou uma carta ao advogado em que justifica que a prisão o impede de exercer a gestão do partido.

Roberto Jefferson em uma carta de 10 paginas, afirmou que a legenda precisa agir com “desvelo e agilidade”, e que o fato de estar detido não permite a ele que imprima esta rapidez e cuidado nas decisões partidárias. Diz ainda que Graciela Nienov, vice-presidente da sigla, está “pronta para o pleno exercício da função” de presidente do PTB, além de contar com o apoio da quase totalidade do Diretório Nacional do partido, assim como da ampla maioria dos presidentes dos diretórios regionais.

O anúncio do pedido de licença da presidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), aconteceu dois dias após pedido conjunto da bancada da sigla partidária do PTB na Câmara Federal para que Roberto Jefferson deixasse o comando da sigla.

Conspiração

Jefferson acusou o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto de integrar uma “conspiração” para retirá-lo da chefia da sigla e administrar o Fundo Partidário de R$ 20 milhões.

Segundo Roberto Jefferson, também fazem parte do “complô” o pedido que foi assinado pelos deputados Nivaldo Albuquerque (PTB/AL), Pedro Geromel (PTB/CE), Wilson Santiago (PTB/PB), Emanuel Pinheiro (PTB/MT) e José Costa (PTB/PA), e Antônio Albuquerque (PTB/AL). O diretório do PTB afirmou se tratar de uma tentativa de golpe no partido.

Diz trecho da carta:

Formou-se um grupo conspiratório, após minha prisão, que sendo minoria sem peso na Convenção ou Diretório, tentou levar para o judiciário pretensões que não resistem ao mínimo enfrentamento no Partido, foro adequado para essa querela”.

Os que me acusam, não posam para fotos com armas nas mãos, agem na surdina, encobertos, à espreita, à traição, covardemente, e atiram e assassinam vidas humanas. Essas diferenças devem ser ressaltadas aos olhos da justiça”, disse em outro trecho, antes de criticar os deputados um a um.

Sobre Emanuelzinho, Roberto Jefferson o acusa de mentir e de traí-lo.

Quanto ao Emanoelzinho, é zinho mesmo, quero lembrar uma passagem bíblica, os frutos revelam a árvore. Árvore ruim fruto ruim. Quem sai aos seus não degenera. O Zinho Emanoel, sempre que testado dissimulou; sempre que dissimulou mentiu; sempre que mentiu traiu um compromisso conosco. Uma pena, tão jovem, tão canalha“.

Roberto Jefferson manifesta seu desejo de confrontar o grupo de seis deputados na convenção nacional do partido, quando deve ser eleita a nova direção. Para isso, ele fez um apelo aos deputados que presidem as regionais, para que assinem uma contestação em sua defesa, junto com prefeitos e outros membros do Diretório Nacional e conclamou.

Mostraremos à Justiça a verdadeira e real representação. Corram com isso, para evitar surpresas combinadas com Renan.

Acusado de participar de uma milícia digital que atua contra as instituições democráticas brasileiras e pivô do escândalo do Mensalão do Partido dos Trabalhadores (PT), Roberto Jefferson está preso desde o dia 13 de agosto, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Fora da presidência do PTB em MT

Em uma carta protocolada nesta última terça-feira (09), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (PTB), comunicou sua renúncia à Presidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no Estado de Mato Grosso. Emanuelzinho Pinheiro sinalizou diferenças de visão entre ele e a sigla, que o impedem de seguir expandindo os trabalhos como representante estadual. Emanuel Pinheiro Neto assumiu o cargo em dezembro de 2020.

Carta de renúncia da Presidência do PTB

Observo que concluímos com êxito a missão coletiva que me foi designada de dirigir o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Mato Grosso. No entanto, em virtude de posicionamentos do partido nos quais não me sinto representado, entendo que não é mais tempo de estar à frente da presidência estadual do partido.

As diferenças que nasceram até aqui, me impedem de trabalhar pela expansão necessária do PTB no estado. Pelo exposto estou colocando o cargo de Presidente do PTB à disposição da sua Executiva Nacional, ao tempo em que agradeço a todos pelo apoio que nunca me faltou durante esta jornada partidária. Deixo meu agradecimento pela confiança ao meu trabalho pelo estado de Mato Grosso, o respeito aos membros do partido que contribuem cada um à sua maneira com a política brasileira e meu respeito a história que construí e vivi à frente da presidência estadual até aqui“.

Meu trabalho por Mato Grosso vai continuar, assim como tenho certeza, que a Executiva Nacional do PTB logo encontrará um nome entre os membros, com o perfil desejado para dar seguimento no que for planejado”.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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