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Política

Cabo Gerson confessa ter descumprido medidas cautelares e Juiz determina que ele volte para prisão

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Wladimir Perri, juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, deferiu na tarde desta sexta-feira (19), o mandado de prisão preventiva contra Gerson Luiz Ferreira Corrêa Junior, cabo da Polícia Militar, apontado como operador do esquema de grampos ilegais no Estado de Mato Grosso.

Em sua confissão, o cabo Gerson Luiz Ferreira diz ter descumprido as medidas cautelares impostas na ocasião de sua soltura, em março deste ano ao frequentar a casa de shows Malcon Pub. Com isso, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu na última quarta-feira (17), a decretação da prisão preventiva do militar.

Cabo Gerson Luiz Ferreira é réu no processo que investiga os grampos ilegais em Mato Grosso que interceptou políticos, jornalistas e advogados entre 2014 e 2017. Devido a seus polêmicos depoimentos no dia 28 de julho e 27 de agosto, onde revelou informações importantes sobre o esquema que ficou nacionalmente conhecido comoGrampolândia Pantaneira, o militar se tornou peça chave para o Ministério Público Estadual.

Em setembro, dia (29), após receber informações de que o militar teria violado as medidas cautelares impostas, o juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, Murilo Mesquita intimou o dono da casa de shows e determinou um prazo de cinco dias para que ele fornecesse a Justiça, por meio de um CD ou pen-drive, os dados biométricos da pessoa que teria se identificado como Gerson na entrada do estabelecimento no dia 31 de agosto.

Foto: Alair Ribeiro

O estabelecimento ainda teria que informar se, na ocasião, foi registrado consumo e pagamento conjunto de comandas e se o ‘referido’ cliente se apresentou na companhia de outras pessoas. Além de fornecer informações a respeito da forma de pagamento e qualificação completa de tais pessoas.

Também informar se a pessoa identificada como Gerson foi cadastrada (primeiro registro) no controle de acesso da empresa no próprio dia e se foi efetuado o seu registro fotográfico no cadastro, o que é comum em estabelecimentos congêneres. Em caso positivo, teria que então fornecer a imagem fotográfica eventualmente capturada desta pessoa no dia do cadastro e no dia do evento.

O juiz Wladymir Perri determinou no último dia 8, um prazo de dois dias para que a defesa de Gerson, os advogados Neyman Augusto Monteiro e Thiago de Abreu Ferreira se manifestassem sobre os novos documentos juntados ao processo em que aponta que o militar esteve na casa de shows.

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O promotor de Justiça, Allan Sidney do Ó Souza alegou que a prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública e econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

Allan ainda relatou que restou clarividente o descumprimento das medidas cautelares impostas, representado não só pelas inúmeras violações apontadas pelo extrato de monitoramento eletrônico, assim como, principalmente, pela saída noturna desautorizada e injustificada, considerando que a justificativa apresentada pelo militar não é plausível.

O advogado de defesa do cabo Gerson, Neyman Monteiro, relatou que ele esteve no estabelecimento entre 01h49 e 02h52, ficando apenas uma hora no local, após uma discussão com a esposa horas antes em sua residência e culminou com a ida dela na casa noturna sem portar quaisquer documentação e dinheiro, totalmente desapontada e com os nervos à flor da pele’.

O que acabou fazendo com que Gerson se deslocasse até o local em companhia de um casal de amigos para ‘tentar acalmar os ânimos da esposa, remover as ideias desapontadas e removê-la daquele local a todo custo’.

No entanto, o promotor destacou que o caso é absolutamente grave, do ponto de vista de que Gerson, na primeira oportunidade de se manifestar a respeito dos fatos, foi até mesmo capaz de ‘forjar novas provas e arquitetar uma trama de mentiras, a fim de esquivar-se de eventual responsabilização pelo descumprimento das medidas, chegando-se ao ponto de assim dissertar:

Portanto Excelência, não é novidade nenhuma à defesa, ter aportado “do nada” ao conhecimento do Ministério Público, a notícia orquestrada de que o Cb. PM Gerson Correa estaria na madrugada do dia 31.09.2018 na Casa Noturna Malcon Pub, situado na Avenida Miguel Sutil, nesta urbe. Entretanto, a acusação excessivamente mentirosa e armada será rebatida adiante, e explicadas as supostas violações no equipamento eletrônico no período que foi remetido relatório”. (sic)

Ele ainda frisou que se comparar a história de Gerson com um personagem de um filme, não seria com o capitão Nascimento do Tropa de Elite, mas sim ao Forrest Gump: O contador de Histórias’.

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O promotor ainda ressaltou que não é a primeira vez que Gerson tem o seu nome envolvido nesse tipo de situação, pois conforme noticiado pela mídia em julho do ano passado, o militar teria saído da sede do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel, em que cumpria prisão preventiva, para ir a uma casa de shows eróticos, a Crystal Night Club, em Cuiabá.

Ainda disse que, mesmo com as negativas de Gerson sobre o caso, ficou uma ‘pulga atrás da orelha’ com relação as suas ‘verdades reais’. E que o militar externa seu total ‘desprezo’ pelas decisões deste Juízo, não são suficientes para conter o seu ‘espírito transgressor’.

Destarte, pelas razões acima expostas, o Ministério Público requer a decretação da prisão preventiva do representado cabo PM Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, com a consequente revogação das benesses alhures concedidas a este”, finalizou.

A defesa do militar esclarece em nota que o cabo Gerson colaborou dizendo a verdade desvendando o esquema dos grampos ilegais e agora, só porque trouxe mais detalhes teve a ‘espada de dâmo virada para ele‘. Afirmando ainda que não vê necessidade em relação a uma nova prisão, pois o cabo se apresentou e esclareceu os fatos.

Ele ainda alegou que o promotor mudou a sua versão da história após Gerson apontar dois promotores do Gaeco, provando algumas irregularidades.

Por fim, a defesa do Cabo Gerson, utilizando dos mesmos trocadilhos do digno promotor de justiça, afirma que a Grampolândia é real e o Cabo Gerson não é um contador de histórias e mais, não irá se admitir, que assim como “Gepeto” criou seu boneco vulgarmente conhecido na literatura infantil, como Pinóquio o Digno Promotor também mudou sua versão após o segundo interrogatório quando o cabo ao utilizar documentos e provou algumas irregularidades de dois promotores do Gaeco mudou sua versão quando Gerson no primeiro interrogatório merecia perdão judicial mudou de ideia, quem então Gepeto criou?”.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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