SUBIR UM DEGRAU A MAIS
“Acho que a Mesa tem que ser um degrau para uma candidatura ao Governo ou a Senado”
Você provavelmente já cogitou a ideia de iniciar uma carreira política. Seja pela vontade de fazer a diferença na região onde você mora, ou pelo desejo de se tornar um profissional importante e bem-sucedido. Ter essa aspiração parece fazer bastante sentido, não é mesmo? Por outro lado, é bem provável que você não saiba nem mesmo por onde começar e esteja se sentindo completamente perdido.
Quem quer desenvolver uma carreira política deve sempre estar focado em uma pessoa específica: seu eleitor. Não adianta nada ter propostas fantásticas se elas não chegarão até a pessoa que pode dar seu voto ao candidato, concorda?
Portanto, é sempre preciso ter em mente qual será o seu público-alvo, definindo personas específicas.
A deputada estadual Janaína Greyce Riva (MDB) já disse que quer subir na sua carreira política, o foco agora será a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), que não é o último degrau que a parlamentar pretende chegar, assim como o mesmo nível do que o pai, o ex-deputado estadual e que também já comandou a Casa de Leis, José Geraldo Riva, e é apenas mais um passo na construção do seu nome ao cargo de Senadora ou Governadora do Estado em 2026.
Conforme a parlamentar emedebista, ela deve ficar apenas mais quatro anos como deputada estadual. A vontade de ser presidente da Assembleia Legislativa, inclusive, é um passo que ela considera necessário para alçar voos maiores.
“Não acho que diminuindo a votação fica bem pleitear um cargo como esse. É um cargo para quem quer crescer, e isso que eu cobro bastante do Max e do Botelho. Acho que a Mesa tem que ser um degrau para uma candidatura ao Governo, ao Senado, e se ficar só nessa de ficar na Mesa acaba saindo de lá sem expectativa nenhuma, é só ser deputado para estar na Mesa, e isso não concordo”, disse a deputada, ao cravar que esta é sua última candidatura ao parlamento estadual.
Janaína Riva, inclusive, chegou a entrar em uma polêmica depois de criticar quem fica muito tempo à frente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O atual presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho (UB), chegou a dizer que ela havia esquecido sobre o próprio pai, que foi eleito diversas vezes para comandar o parlamento estadual.
Sobre o fato, ela se explicou:
“Houve uma má interpretação, porque quando eu fiz minha fala eu usei o exemplo do meu pai também. Eu condeno o que meu pai fez no passado vendo o que isso representou para ele pessoalmente hoje, e ele mesmo se arrepende da trajetória que trilhou nessa perpetuação à Mesa”.
“Acho que esse é o nosso caminho, a gente tem que trocar os nomes da Mesa, principalmente, e eles têm que abrir espaço para as novas lideranças. Se essa liderança vai ser eu ou não, vai depender mais de mim do que deles. Mas que tem que abrir espaço para as novas, a gente tem que abrir espaço”, completou. – (Esportes e Noticias)
Política
Investigação da Polícia Federal altera estratégias de campanha e fragiliza coesão de grupo político tradicional
A deflagração da “Operação Heritage” pela Polícia Federal (PF) provocou abalos profundos na estrutura do grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (UB) no cenário estadual. O desdobramento das investigações policiais gerou readequações imediatas nas estratégias eleitorais da base governista, resultando no esvaziamento progressivo das agendas públicas e dos materiais de propaganda de apoio à candidatura de Otaviano Pivetta, do partido Republicanos.
As apurações das autoridades federais debruçam-se sobre a lisura de acordos financeiros milionários envolvendo a empresa de telefonia Oi e fundos de investimento. Embora o processo legal assegure a presunção de inocência e exija ampla comprovação dos fatos pelas instâncias competentes, o impacto político imediato sobre a imagem e a coesão da aliança partidária revelou-se inevitável.
Diante do desgaste institucional provocada pela operação policial, figuras de destaque no cenário estadual alteraram sensivelmente o ritmo das agendas eleitorais de rua. O deputado federal Fábio Garcia, ao desvincular sua imagem da chapa majoritária principal, passou a realizar atos de campanha focados em palanque próprio, omitindo pedidos explícitos de voto para a candidatura ao Governo do Estado.
A reconfiguração estratégica estendeu-se também à confecção dos materiais gráficos de divulgação parlamentar e de rua. Santinhos, adesivos e peças digitais associados a alianças anteriores sofreram reformulações, eliminando referências diretas ao nome de Otaviano Pivetta com o intuito de neutralizar potenciais danos de imagem junto ao eleitorado.

O movimento de distanciamento ganhou adesão de outras lideranças de expressiva influência política na região, a exemplo de Virginia Mendes. A realização de compromissos públicos sem o acompanhamento ou a menção ao candidato majoritário evidenciou a fragmentação interna da base de apoio institucional.
A postura adotada pelos aliados sinaliza uma mudança profunda nos bastidores da disputa, superando meras divergências pontuais de articulação. A retirada deliberada do apoio de fachada expõe a priorização do pragmatismo eleitoral em detrimento da manutenção de uma unidade partidária puramente formal. O esvaziamento das agendas conjuntas e a ausência do candidato nos materiais de divulgação redefinem o posicionamento estratégico dos grupos aliados.
Analistas políticos procurados pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir, observam que as lideranças regionais já direcionam seus esforços para a preservação de seus respectivos nichos eleitorais e para o cenário pós-pleito.
A apuração conduzida pelos órgãos federais prossegue em âmbito judicial para determinar eventuais responsabilidades legais sobre o caso. No ambiente político, contudo, a reação ostensiva das bases aliadas antecipa desdobramentos operacionais graves para a viabilidade da candidatura governista.
O silêncio coordenado e o afastamento sistemático das lideranças partidárias consolidam uma mensagem clara ao eleitorado estadual. A omissão contínua nos atos públicos de campanha transforma o distanciamento físico em um indicativo manifesto de enfraquecimento político do projeto eleitoral.
A redefinição das forças locais reorganiza o quadro de alianças e projeta incertezas sobre a composição das futuras bancadas e do Poder Executivo. As movimentações observadas nas ruas confirmam que o grupo governista ingressa na reta final do período eleitoral sob forte divisão interna e reavaliação de prioridades estratégicas.
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