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ALTERNATIVAS IMEDIATAS PARA MELHORAR A MOBILIDADE

CDL de Chapada revela demissões em massa e queda de até 60% no faturamento dos comércios

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Enfrentando risco de desabamento e com interdições constantes, a rodovia estadual MT-251, principal via que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, localizada cerca de 66 km de Cuiabá, foi tema de debate na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O objetivo da Audiência Pública no Plenário das Deliberações Renê Barbour foi buscar soluções para resolver o problema da via e alternativas imediatas para melhorar a mobilidade.

O trânsito na MT-251 está sendo interrompido no trecho do Portão do Inferno, para realização de serviços de contenção emergencial, após sucessivos episódios de desmoronamento na região. Comerciantes e moradores afirmam que o bloqueio está impactando na economia do município, que tem no turismo sua principal fonte de renda, já que afasta os visitantes. Além disso, eles reclamam do aumento do custo de frete e o preço final dos produtos, uma vez que os fornecedores precisam rodar cerca de 200 km para abastecer a cidade.

A situação, que completou um mês esta semana, teve início no dia 14 de dezembro do ano passado, quando o governo do estado decretou situação de emergência na região do Portão do Inferno, entre os quilômetros 42 e 48 da rodovia e estabeleceu o sistema “pare-siga” para veículos leves, além de restringir o trânsito de veículos pesados. Recentemente com início das obras de contenção a estrada fica interditada pela parte da manhã para execução dos serviços.

Durante a Audiência Pública que aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o advogado Kaique Fonseca, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Chapada dos Guimarães, apresentou um relatório com o diagnóstico dos prejuízos causados pelo fechamento da MT-251, na estrada que liga Cuiabá até a cidade de Chapada dos Guimarães.

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De acordo com Kaique Fonseca, todos os setores estão sofrendo impacto, principalmente as pousadas, bares e restaurantes.

Estamos vivendo uma preocupação muito grande por causa da interdição da MT-251, o CDL apresentou um relatório dos impactos econômicos da cidade Chapada dos Guimarães, e alertar também sobre a insegurança alimentar no município que já é uma realidade por falta de planejamento do governo do estado que não apresentou medidas para a solução do problema. E hoje um dos maiores prejuízos hoje é o seguimento das empresas de matérias de construções, e a cidade também depende do turismo, e a taxa de ocupação dos hotéis caíram em torno de 15 a 20%, e isso é ruim para o município“.

Restaurantes e Bares:

Queda média de 60% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior, com picos de 90% nos pontos turísticos em dias de fechamento total;
Dispensa imediata de funcionários contratados temporários para o período de férias, sendo mais drásticos nos restaurantes turísticos como:
Morro dos Ventos com 10 dispensados e 3 encaminhados para férias,
Penhasco com 2 mensalistas, 10 temporários e 5 do setor de obras, que foram paralisadas.
Villa do Chocolate: 8 temporários.

Pousadas:

Queda média de 70% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior;
Baixa procura de quartos para o carnaval;
Dispensa de funcionários relatado nas maiores pousadas;
A maioria das pousadas é administrada pelo próprio dono, muitas como sua única fonte de renda;

Agências de Turismo

Queda média de 50% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior;
Passeios diretamente afetados e guias de turismo com pouco trabalho;
Característica de força de trabalho com autônomos, mais suscetível a perda de renda imediata.

Materiais de Construção:

Queda média em 26% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior;
Aumento no frete para aquisições e consequentemente nos preços dos novos produtos ao consumidor final;
Relatado haver paralisações de obras e cancelamentos de orçamentos, não sendo possível dimensionar impacto das próximas semanas;
Já houve demissões em duas empresas.

Imobiliárias:

Redução média em 50% nos atendimentos a clientes para locação e venda;
Insignificante a procura por casas de temporada até para o carnaval, muitas relatando não haver nenhum pedido;
Relatado paralisação e/ou cancelamento em vendas já iniciadas por conta da falta de previsibilidade na regularização do acesso.

Supermercados e agropecuárias:

Redução média em 20% nas vendas, principalmente aos finais de semana;
Cancelamento de contratação para vagas de temporários em três supermercados;
Preços estáveis aos varejistas que fazem aquisições de produtos em sistema de rede, porém os pequenos estão impactados pelo aumento do frete.

Lojas:

Redução média em 30% nas vendas, principalmente

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ECONOMIA

Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT

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Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.

A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.

Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.

A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.

Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.

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