ECONOMIA
Desenvolve MT realiza a 2º entrega de títulos definitivos no CPA
O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Agência de Fomento (Desenvolve MT), entregou na noite desta ultima quinta-feira (22), a 2º etapa de títulos definitivos do Programa ‘Endereço Certo’, para as famílias que moram na região da Grande Morada da Serra, em Cuiabá. A solenidade realizada na Paróquia Coração Imaculado de Maria, na Av. Garça Real nº 905, quadra 133, no CPA IV.
Nesta etapa, cerca de 700 famílias receberam o documento do imóvel do conjunto habitacional das casas da extinta Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso (Cohab/MT). Somando com a primeira entrega em junho deste ano, o número de mutuários contemplados chega a 3.700 só nos bairros do CPA I, II, III e IV.
O presidente da Desenvolve MT, José Adolpho Vieira, que participa de todo o processo do ‘Endereço Certo’, diz que a regularização imobiliária é uma vitória para as famílias mato-grossenses e para todos que trabalham em prol desta grande ação.
“Este é um programa histórico, que ficará marcado na trajetória politica de Mato Grosso e na memória do cidadão que por anos esperavam a escritura do seu imóvel”.
Além dos benefícios que o mutuário passa a ter depois de escriturar a casa; em Cuiabá o morador pagará apenas um valor simbólico referente ao Imposto sobre Transmissão de Bens do Imóvel (ITBI). Em agosto deste ano a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 445/2018, que reduz em 0,01% a alíquota do ITBI.
Após esperar por 39 anos Edir Paim se emocionou ao receber o documento.
“Se passaram anos da minha vida esperando este documento que por vários motivos não consegui regularizar. Hoje, eu e minha filha, estamos completamente felizes”, vibrou de emoção a aposentada.
Desde março deste ano, o Programa ‘Endereço Certo’ já beneficiou mais de 8.500 famílias que moram nos conjuntos habitacionais das casas da extinta Cohab. De acordo com José Adolpho, o objetivo é chegar ao total de 10 mil títulos até dezembro.
ECONOMIA
Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT
Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.
A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.
Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.
“A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.
“Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.
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