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ECONOMIA

Cooperativas criam 244 novas vagas

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As 11 cooperativas financeiras que integram o Sistema Sicredi em Mato Grosso, Pará e Rondônia geraram 244 novos empregos no período de janeiro a setembro deste ano. A meta é ampliar o quadro funcional em mais 94 postos de trabalho até o final de 2015, base para a expansão de atividades na região.

sicrediO desempenho positivo na geração de empregos vem embalado pela abertura de sete novas unidades de atendimento (UAs, o correspondente a agências) nos últimos 12 meses, além de ampliações em várias UAs já existentes, dando suporte ao aumento do volume de negócios e transações e ao crescimento médio de associados de 10% ao ano registrado pelo Sicredi em Mato Grosso e região. Balanço da instituição também aponta que os investimentos em treinamentos e desenvolvimento de pessoas no período de janeiro a setembro soma R$ 2,7 milhões.

Cenário que revela que palavras como crise e pessimismo passam à margem dos planos das cooperativas de crédito. "O Sicredi acredita na capacidade que as pessoas têm em cooperar e crescer. Onde muitos enxergam crise, estamos vendo a oportunidade de gerar empregos e expandir negócios de forma sustentável, sempre tendo o interesse do associado como prioridade, primando pelo bom atendimento a todos", destaca o presidente da Central Sicredi MT/PA/RO, João Carlos Spenthof.

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Para a assistente de negócios Tatiane da Silva Cruz, migrar de uma vaga em um banco tradicional para uma nova oportunidade em uma cooperativa de crédito é motivo de entusiasmo. Ela está há pouco mais de um mês na mais nova unidade de atendimento do Sicredi em Cuiabá, instalada no bairro Tijucal. A unidade conta com 11 colaboradores e é vinculada à cooperativa Sicredi Ouro Verde. Tem sido tudo muito gratificante. A comunidade vê a gente como parceiro e isso vem gerando muitas indicações para associação e uma procura grande na busca de vários serviços.

Após atuar em um grupo frigorífico, Sara Leires da Silva agora desempenha as funções de assistente de gestão de pessoas na Cooperativa Sicredi Norte, em Colíder. Recém-ingressa no Sicredi, já auxilia na atração e captação de talentos para dar suporte à expansão das atividades da instituição em Mato Grosso e no Pará. A gente se sente orgulhosa de fazer parte desse processo de expansão. Onde tanta gente enxerga crise, o Sicredi vê crescimento. O ambiente de trabalho é maravilhoso e percebo a oportunidade de um futuro profissional mais promissor, destaca.

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Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3 milhões de associados e 1.366 pontos de atendimentos, em 11 Estados do país*. Organizado em um sistema com padrão operacional único, conta com 95 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais regionais, acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações estão disponíveis no site sicredi.com.br.

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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ECONOMIA

Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT

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Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.

A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.

Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.

A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.

Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.

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