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GRANDE DESAFIO DAS ENTIDADES

91 instituições filantrópicas de municípios mato-grossenses receberam repasses do Programa Nota MT

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A entidade filantrópica é uma “espécie” de entidade sem fins lucrativos, ela também atua de acordo com o interesse e necessidade da comunidade sem visar o lucro. Organizações Filantrópicas são associações criada para realizar ações em benefícios de famílias, mães, crianças, jovens, idosos, pessoas com deficiência, entre outros segmentos socialmente expostos à exclusão e à discriminação. Existem diversos requisitos para uma organização ser reconhecida como filantrópica pelos órgãos públicos.

O maior desafio que uma entidade beneficente enfrenta é a falta de recursos para seus projetos e/ou a má administração destes recursos. Para evitar estas dificuldades é preciso que a entidade não dependa somente de uma forma de captação de recursos, e se possível, a organização deve colocar uma pessoa profissionalizada para cuidar da captação de recursos e da administração financeira.

A prática da cidadania vem transformando a realidade das entidades filantrópicas existentes em Mato Grosso. O Programa Nota MT, promovido pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT), tornou um importante instrumento de sustentação das 91 instituições do interior do estado contempladas neste ano.

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Em 2021, as entidades filantrópicas que mais receberam recursos oriundos do Nota MT pertencem aos municípios de Cáceres, Sinop, Tangará da Serra e Várzea Grande. As cinco mais indicadas pelos ganhadores, juntas, acumulam cerca de R$ 170,1 mil, conforme dados divulgados pela Coordenadoria do Programa Nota MT.

O Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, localizado em Várzea Grande, referência em cuidado e proteção à terceira idade na cidade foi a mais indicada pelos ganhadores fora do eixo Cuiabá. A instituição recebeu R$ 46,4 mil, desse montante R$ 41,4 já foram repassados.

De acordo com o diretor do Lar dos Idosos, João Cassim, a quantidade de indicações que a instituição recebeu se dá pela campanha interna nas redes sociais e colaboração da prefeitura do município ao indicar a entidade para os contribuintes.

João Cassim, ainda, revela que os repasses tem ajudado a custear as despesas diárias, comprar medicamentos, pequenos reparos e arcar com a folha de pagamento”, disse Cassim.

Em Sinop, o Centro Social Menino Bom Jesus e a Associação Protetoras dos Animais, foram os mais indicadas pelos ganhadores e destinados R$ 35,2 mil e R$ 27,8 mil respectivamente.

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Divulgação

Outra instituição muito indicada pelos contribuintes premiados pelo Nota MT este ano é o Centro Transitória da Criança, sediado em Tangará da Serra, programa de atendimento para crianças vítimas de maus tratos. A entidade foi favorecida com R$ 33 mil, tendo recebido R$ 23,1 mil.

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ECONOMIA

Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT

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Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.

A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.

Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.

A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.

Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.

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