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“Pacotes de Medidas” do Executivo Estadual são aprovados pelos deputados com vais e protestos dos servidores
Apesar da forte resistência das categorias do funcionalismo mato-grossense, o Governo do Estado de Mato Grosso conseguiu aprovar na noite desta quinta-feira (24), na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), uma série de medidas referente aos serviços e Servidores Públicos do Estado.
Trabalhadores de diversas categorias do funcionalismo ocupavam o Plenário e galerias da Assembleia Legislativa de Mato Grosso por mais de 36 horas para impedir a votação das sessões que passou a ser realizada na sala da presidência da Casa de Leis.
As emendas foram todas elas discutidas pelos deputados estaduais e o Governo do Estado sob intensa negociação durante todo o dia.
Algumas categorias já anunciaram que estarão fazendo greve nos próximos dias, como é o caso dos servidores da Segurança Publica. Os servidores disseram que as medidas foram um verdadeiro “Estelionato Eleitoral” contra os Servidores do Estado.
Já passavam das 22hs quando tudo foi resolvido, menos para os Servidores do Estado, quando os deputados aprovaram do Executivo Estadual, o pacote de medidas chamado de “Pacto pro Mato Grosso”.
Os protestos e as vaias foram grandes quando a maioria disse sim para a aprovação dos projetos como:
- Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),
- Novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB),
- Reforma Administrativa,
- Mato Grosso Previdência (MT Prev),
- Projeto de Calamidade Financeira,
- Revisão Geral Anual (RGA).
O que gerou muitas vaias e gritaria dos Servidores do Estado que lotavam as galerias da Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi quando o presidente da Casa, José Eduardo Botelho (DEM), foi o pacote de medidas, “Projeto de Leis”, do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), que regulamenta os novos critérios da RGA, condicionando o pagamento da recomposição salarial ao aumento de “NOVAS” receitas no caixa do Governo do Estado. E que poderá também ser discutida a recomposição em 2 anos.
A emenda do Governo do Estado que recebeu 14 votos a favor e 8 contra diz:
“Caso o Poder Executivo não alcance no prazo de dois anos a capacidade devida para pagamento da RGA, deverá encaminhar Projeto de Lei a Assembleia Legislativa com o objetivo de rediscutir a política pública da recomposição salarial”.
Os 8 votaram contrários foram os deputados:
- Saturnino Masson (PSDB),
- Max Joel Russi (PSB)
- Wilson Pereira dos Santos (PSDB)
- Guilherme Antônio Maluf (PSDB),
- Wancley Charles Rodrigues de Carvalho (PV)
- Janaína Greyce Riva (MDB),
- Allan Kardec Pinto Acosta Benitez , o Allan Kardec (PDT)
- Leonardo Ribeiro Albuquerque (SD)
- Wancley Charles Rodrigues de Carvalho (PV).
Na Lei de Responsabilidade Fiscal, o Projeto recebeu 10 emendas dos parlamentares, e 16 votos a favor, uma das emendas foi a do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, José Eduardo Botelho, que garante a implantação de promoções e progressões para os servidores públicos estaduais de carreira.
Atendendo aos pedidos e propostas dos servidores públicos, foi incluído também na emenda que o Fundo de Auxílio às Exportações (Fethab), e o Fundo de Auxilio Financeiro (FEX), sejam incluídos no cálculo da receita corrente líquida do Estado.
Já na Reforma Administrativa que foi aprovado pela maioria dos deputados foi o que prevê o corte de varias secretarias, assim como a extinção da;
- Desenvolve MT,
- Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI),
- Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer),
- Central de Abastecimento do Estado (Ceasa),
- Agência Metropolitana (Agem),
- Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat).
Na proposta original do Governo do Estado de Mato Grosso, previa a extinção de empresas e autarquias públicas como a Empaer e a Desenvolve MT, que acabou sendo retirado do projeto original e modificada pelos deputados estaduais.
Conforme os deputados estaduais, para sobreviverem, elas terão um prazo determinado para apresentar um plano de que são viáveis ao Governo do Estado cortando gastos.
A extinção da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), na Mensagem nº 7/2019, de autoria do Poder Executivo Estadual também chegou de ser debatida na Assembleia Legislativa durante audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira, os servidores da MTI lotaram o Auditório Milton Figueiredo e apresentaram uma proposta que será levada ao governador de Mato Grosso, Mauro Mendes.
Temendo demissões, eles entregaram para os parlamentares presentes a proposta concreta de redução de 45% da folha de pagamento e avançar mais ao mercado.
Na justificativa do Executivo, para a readequação da estrutura da máquina pública, elegeu-se o princípio da eficiência, com o objetivo de otimizar as ações estatais e dotar de maior integração as funções administrativas com o menor emprego de recursos financeiros e humanos possíveis.
Conforme a mensagem, as atribuições das pastas extintas que se mostrem adequadas ao propósito global da eficiência serão absorvidas pelas secretarias mantidas e criadas, para que não haja, segundo o governo, prejuízo aos serviços à população.
Todos os Projetos que entraram em votação seguirão para o Executivo Estadual para serem aprovados ou não pelo governador Mauro Mendes Ferreira (DEM).
Destaques
Operação do Ministério Público investiga “Esquema de Fraudes de R$ 5,7 milhões” e bloqueia bens de ex-prefeito
O Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), deflagrou, na manhã desta sexta-feira, uma operação ostensiva de combate à corrupção sistêmica na administração pública. A ação institucional cumpre doze mandados judiciais ostensivos contra agentes públicos e empresários regionais, visando desarticular um suposto esquema criminoso estruturado para o direcionamento de verbas públicas municipais e a lavagem sistemática de capitais.
A deflagração da investida policial e investigativa ocorre no município de Pontes e Lacerda, além de desdobramentos operacionais em cidades vizinhas do Estado de Mato Grosso. Os locais fiscalizados abrangem órgãos estatais, sedes administrativas de corporações privadas e residências particulares dos investigados, constituindo o epicentro geográfico das apurações rigorosas conduzidas pelas autoridades estaduais competentes.
Os alvos prioritários das deliberações judiciais englobam o ex-prefeito Alcino Pereira Barcelos, atual candidato deferido ao cargo de deputado estadual, além de sócios da empresa Concretubos Pré-Moldados e servidores públicos. Todos os citados figuram como investigados em procedimentos cautelares que apuram o comprometimento da lisura de atos administrativos e o desvio deliberado de recursos do erário.
A motivação central da intervenção estatal fundamenta-se em graves indícios de fraude contínua em processos licitatórios, associação criminosa e ocultação de bens de origem ilícita. A apuração ministerial busca comprovar a existência de favorecimento ilícito na celebração de contratos públicos e restabelecer a probidade na gestão de verbas destinadas à infraestrutura urbana local.

As investigações concentram-se no período compreendido entre os anos de 2017 e 2024, intervalo temporal no qual se consolidaram os certames suspeitos sob análise analítica. O recorte temporal abrange tanto a vigência do mandato executivo do ex-gestor quanto o subsequente período de consolidação das transações imobiliárias e financeiras atípicas detectadas pelos órgãos de controle.
As auditorias especializadas revelaram a celebração de sete contratos administrativos suspeitos entre o Poder Executivo Municipal e a empresa Concretubos Pré-Moldados, somando R$ 4,7 milhões em valores da época. A atualização monetária oficial eleva a cifra investigada a aproximadamente R$ 5,78 milhões, quantia que engloba também a negociação obscura de uma propriedade rural quitada mediante o repasse não registrado de 100 cabeças de gado Nelore.
O procedimento investigativo desenvolve-se por meio do trabalho conjunto entre o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil de Mato Grosso e a Controladoria-Geral do Estado. As equipes multidisciplinares utilizam relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, análises fiscais e cruzamento de dados telemáticos para consubstanciar a materialidade das infrações penais apuradas.
As medidas cautelares rigorosamente deferidas pelo Poder Judiciário autorizaram a busca e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos, além da quebra irrestrita dos sigilos bancário, fiscal e telemático. Paralelamente, determinou-se a indisponibilidade patrimonial de bens e valores pertencentes aos suspeitos, assegurando a garantia de futuro ressarcimento aos cofres públicos lesados.

A eclosão do escândalo ganha especial relevância no cenário regional devido ao status político de Alcino Barcelos, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) no pleito corrente. A declaração patrimonial oficial do postulante à Justiça Eleitoral soma R$ 19,23 milhões, fato que intensificou o escrutínio público sobre a compatibilidade de seus bens com a renda declarada.
As autoridades estaduais ressaltam que as apurações permanecem em andamento sob segredo funcional relativo, preservando-se as garantias do devido processo legal e do contraditório. O prosseguimento do inquérito determinará a eventual apresentação de denúncia criminal formal, enquanto o patrimônio bloqueado permanecerá sob custódia judicial até a conclusão definitiva do processo.
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