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ARTE QUE EXIGE MAESTRIA E DEDICAÇÃO

Projeto Escola de Musica Cuiabana forma tocadores de Viola de Cocho

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Chama-se Viola de Cocho, é um instrumento musical tradicional nas regiões de Mato Grosso e Mato Grosso Sul, principalmente na região do Pantanal, sendo utilizado em festas populares, é um instrumento curto, feito por mestres artesãos e violonistas. A Viola de Cocho tem forma e som único, ele acompanhado de Ganzá é tocado nas rodas do Cururu e do Siriri para homenagear os santos católicos ou para simples diversão.

A produção de Viola de Cocho é uma atividade que mantém os conhecimentos específicos que estes artesãos possuem. Usando um molde, a madeira na qual a caixa de ressonância será escavada, essa atividade mantém conhecimentos específicos que somente os artesãos dominam.

Ao longo da segunda metade do Século XX, a Viola de Cocho foi diminuindo gradativamente, e seu abandono foi bastante elevado, quase levando à sua total extinção.

Como Fazer

A confecção da Viola de Cocho é uma arte que exige maestria e dedicação. É feita a partir de um tronco de madeira inteiriço, o processo envolve técnicas tradicionais de escultura. Cada etapa é realizada com precisão, resultando em um instrumento com características acústicas particulares.

Ao esculpir a madeira, o artesão imprime sua visão e toque pessoal, tornando cada Viola de Cocho uma obra de arte. Esse cuidado no processo reflete o respeito e a valorização da cultura local. Afinal, a Viola de Cocho não é apenas um objeto musical, mas um legado cultural imaterial.

Modo de Tocar

O aprendizado para tocar é um caminho repleto de descobertas. Este instrumento, com sua afinação e maneira de tocar exclusivas, proporciona uma experiência musical distinta. Os músicos, ao dominarem sua técnica, são capazes de produzir melodias que evocam sentimentos e narrativas regionais.

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A versatilidade da Viola de Cocho permite sua integração em diversos estilos musicais. Seu som característico enriquece composições, oferecendo uma nova dimensão às obras. Assim, músicos contemporâneos exploram suas possibilidades, trazendo inovações e mantendo sua relevância na cena musical atual.

A Viola de Cocho, mais do que um instrumento, é um patrimônio vivo da cultura mato-grossense. Sua preservação é fundamental para a continuidade da história e identidade do estado. Ao valorizar e difundir essa tradição, garantimos que as futuras gerações herdem não apenas o instrumento, mas o espírito e a essência de uma rica cultura.

Reconhecer e celebrar é um ato de respeito à diversidade e à riqueza cultural do Brasil. Ela representa a força da tradição, a beleza da arte e a união de um povo. Seu legado transcende as fronteiras do Mato Grosso, alcançando um lugar de destaque no panorama cultural brasileiro.

Projeto Escola de Música Cuiabana

Em um evento realizado no Cine Teatro Cuiabá, o Projeto Escola de Musica Cuiabana, encerrou seu primeiro módulo e formou 15 novos tocadores de Viola de Cocho, instrumento típico da Cultura Regional da Baixada Cuiabana. A realização do projeto foi viabilizada por meio de Emenda Parlamentar Impositiva destinada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

“Gostaria de parabenizar os alunos que agora são artistas, mesmo, e a coordenadora deste projeto belíssimo, Josi Crispim, que me encanta com essa energia dela para realizar todas as coisas. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade de colocar uma das ferramentas do nosso mandato na Assembleia Legislativa, que é a emenda parlamentar. Fico muito feliz e honrado de poder colaborar com essa iniciativa importante para a nossa cultura“, destacou Lúdio Cabral.

Os alunos incluem adolescentes, adultos em idade profissional e também idosos. Eles tiveram acesso a aulas de instrumentos regionais: além da viola de cocho, o mocho e o ganzá, outros que também dão melodia e ritmo ao siriri e ao cururu, foram ensinados aos participantes do projeto.

Entre os alunos em idade adulta estão servidores públicos, profissionais liberais, empresários, professores aposentados, e outros. Os instrutores Alize Bernardes e Vinicio Gonçalves e o coro formado pelas cantoras Fanize Albuês, Sônia Paiva e Taffnys Hadassa acompanharam os formandos.

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O encerramento do projeto foi feito em uma apresentação na Sala Anderson Flores, no Cine Teatro Cuiabá, com presença de familiares e amigos dos alunos. Os 15 tocadores de Viola de Cocho, além de alunos de outros projetos coordenados por Josi Crispim e também músicos já formados, apresentaram músicas do cancioneiro brasileiro, canções regionais e hinos religiosos.

“Além de aprender a viola de cocho, esses alunos tiveram uma introdução à música em compassos binários e ternários. Com o repertório apresentado aqui, creio que conseguimos demonstrar a grandiosidade e a versatilidade desse grande instrumento que o Brasil desconhece, que é a viola de cocho. Infelizmente, parte de Mato Grosso e até mesmo alguns municípios da Baixada Cuiabana já se esqueceram da viola de cocho, e precisamos resgatar esse pedaço da nossa cultura“, afirmou Josi Crispim.

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Destaques

Operação do Ministério Público investiga “Esquema de Fraudes de R$ 5,7 milhões” e bloqueia bens de ex-prefeito

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O Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), deflagrou, na manhã desta sexta-feira, uma operação ostensiva de combate à corrupção sistêmica na administração pública. A ação institucional cumpre doze mandados judiciais ostensivos contra agentes públicos e empresários regionais, visando desarticular um suposto esquema criminoso estruturado para o direcionamento de verbas públicas municipais e a lavagem sistemática de capitais.

A deflagração da investida policial e investigativa ocorre no município de Pontes e Lacerda, além de desdobramentos operacionais em cidades vizinhas do Estado de Mato Grosso. Os locais fiscalizados abrangem órgãos estatais, sedes administrativas de corporações privadas e residências particulares dos investigados, constituindo o epicentro geográfico das apurações rigorosas conduzidas pelas autoridades estaduais competentes.

Os alvos prioritários das deliberações judiciais englobam o ex-prefeito Alcino Pereira Barcelos, atual candidato deferido ao cargo de deputado estadual, além de sócios da empresa Concretubos Pré-Moldados e servidores públicos. Todos os citados figuram como investigados em procedimentos cautelares que apuram o comprometimento da lisura de atos administrativos e o desvio deliberado de recursos do erário.

A motivação central da intervenção estatal fundamenta-se em graves indícios de fraude contínua em processos licitatórios, associação criminosa e ocultação de bens de origem ilícita. A apuração ministerial busca comprovar a existência de favorecimento ilícito na celebração de contratos públicos e restabelecer a probidade na gestão de verbas destinadas à infraestrutura urbana local.

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As investigações concentram-se no período compreendido entre os anos de 2017 e 2024, intervalo temporal no qual se consolidaram os certames suspeitos sob análise analítica. O recorte temporal abrange tanto a vigência do mandato executivo do ex-gestor quanto o subsequente período de consolidação das transações imobiliárias e financeiras atípicas detectadas pelos órgãos de controle.

As auditorias especializadas revelaram a celebração de sete contratos administrativos suspeitos entre o Poder Executivo Municipal e a empresa Concretubos Pré-Moldados, somando R$ 4,7 milhões em valores da época. A atualização monetária oficial eleva a cifra investigada a aproximadamente R$ 5,78 milhões, quantia que engloba também a negociação obscura de uma propriedade rural quitada mediante o repasse não registrado de 100 cabeças de gado Nelore.

O procedimento investigativo desenvolve-se por meio do trabalho conjunto entre o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil de Mato Grosso e a Controladoria-Geral do Estado. As equipes multidisciplinares utilizam relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, análises fiscais e cruzamento de dados telemáticos para consubstanciar a materialidade das infrações penais apuradas.

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As medidas cautelares rigorosamente deferidas pelo Poder Judiciário autorizaram a busca e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos, além da quebra irrestrita dos sigilos bancário, fiscal e telemático. Paralelamente, determinou-se a indisponibilidade patrimonial de bens e valores pertencentes aos suspeitos, assegurando a garantia de futuro ressarcimento aos cofres públicos lesados.

A eclosão do escândalo ganha especial relevância no cenário regional devido ao status político de Alcino Barcelos, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) no pleito corrente. A declaração patrimonial oficial do postulante à Justiça Eleitoral soma R$ 19,23 milhões, fato que intensificou o escrutínio público sobre a compatibilidade de seus bens com a renda declarada.

As autoridades estaduais ressaltam que as apurações permanecem em andamento sob segredo funcional relativo, preservando-se as garantias do devido processo legal e do contraditório. O prosseguimento do inquérito determinará a eventual apresentação de denúncia criminal formal, enquanto o patrimônio bloqueado permanecerá sob custódia judicial até a conclusão definitiva do processo.

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