"DAQUI NÃO SAIO - DAQUI NINGUÉM ME TIRA"
Flávia Moretti desafia crise no PL, mantém filiação e consolida apoio a Pivetta
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quinta-feira (24) que não pretende deixar voluntariamente o Partido Liberal (PL), apesar do conflito com a direção estadual da legenda provocado por seu apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição em Mato Grosso. Durante um ato político da campanha do republicano, a Prefeita da Cidade Industrial declarou que permanecerá filiada ao PL e que somente deixará a sigla caso seja expulsa. A manifestação ocorreu em meio ao avanço de sua aproximação pública com Pivetta.
A posição de Flávia Moretti ocorre após ela contrariar a orientação política de seu próprio partido e declarar apoio a Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O PL lançou o Senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, o que colocou a prefeita várzea-grandense em uma situação de divergência com a direção estadual da legenda. O episódio ampliou o debate sobre a permanência de lideranças municipais do partido que decidiram apoiar uma candidatura adversária.
Apesar do desgaste partidário, Flávia voltou a demonstrar publicamente sua proximidade com Pivetta durante o evento realizado em Cuiabá. A prefeita participou da mobilização eleitoral e foi registrada dançando ao som do jingle “Bora Pivetar”, gesto que reforçou visualmente seu alinhamento com a campanha do governador. A participação ocorreu mesmo com sua permanência formal no PL e com Wellington Fagundes concorrendo ao Governo pelo mesmo partido.
Questionado sobre a situação partidária da prefeita, Pivetta evitou tratar de um eventual convite para que ela se filie ao Republicanos. O governador destacou a relação administrativa entre o Estado e o Município de Várzea Grande e afirmou, segundo relatos publicados sobre o episódio, que Flávia não precisaria discutir uma eventual mudança partidária neste momento. A declaração deslocou o foco da disputa interna do PL para a parceria entre as duas administrações.
A aproximação entre Flávia e Pivetta também está relacionada a demandas consideradas prioritárias para Várzea Grande. Entre elas está o abastecimento de água, tema que passou a integrar uma atuação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura Municipal. A própria prefeita já havia associado seu apoio político ao governador ao auxílio recebido pelo município para enfrentar problemas estruturais, especialmente aqueles relacionados ao fornecimento de água.
A crise entre Flávia e o PL Estadual não começou com o ato desta quinta-feira. Nos dias anteriores, a prefeita havia admitido que recebeu convites de diferentes partidos, inclusive do Republicanos, mas também afirmou que sua eventual saída da legenda ainda estava em avaliação. A mudança de postura apresentada agora indica que, ao menos neste momento, sua intenção é permanecer formalmente no PL, mesmo mantendo o apoio eleitoral a Pivetta.
O conflito ganhou dimensão maior depois que a Direção Estadual do PL anunciou procedimentos internos para analisar a situação de prefeitos que declararam apoio a Pivetta. Flávia está entre os gestores que passaram a integrar o grupo de prefeitos ligados ao PL que apoiam o governador, ao lado de outros administradores municipais que também se afastaram da orientação eleitoral da legenda. A possibilidade de medidas disciplinares passou, desde então, a fazer parte da discussão política.

A situação também evidencia uma divergência entre a orientação partidária e as prioridades defendidas por algumas administrações municipais. Enquanto a direção do PL sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo, prefeitos filiados à legenda têm manifestado apoio a Pivetta, justificando suas escolhas, em diferentes momentos, por questões relacionadas às necessidades de seus municípios. Wellington, por sua vez, afirmou anteriormente não defender a expulsão de prefeitos que optaram por apoiar o adversário.
No caso específico de Várzea Grande, a questão do abastecimento de água ganhou peso na aproximação entre a Prefeitura e o Governo do Estado. A cooperação administrativa passou a ser apresentada como um dos elementos que explicam a posição política de Flávia. Em paralelo, a disputa eleitoral transformou a relação institucional entre Estado e Município em um dos pontos de destaque do embate político que envolve Pivetta, Wellington e diferentes lideranças do PL em Mato Grosso.
Com a declaração desta quinta-feira, Flávia Moretti mantém, portanto, uma posição política definida em favor de Otaviano Pivetta, mas continua oficialmente filiada ao PL. A prefeita não anunciou desfiliação e afirmou que não pretende deixar a legenda por iniciativa própria. O cenário mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos entre a gestora, a direção estadual do partido e o grupo político do governador, enquanto a campanha eleitoral avança em Mato Grosso.
Política
Candidata ao Governo de Mato Grosso rebate acusações e propõe “Auditoria Rigorosa” em contratos públicos
Em resposta a recentes declarações de adversários políticos no cenário eleitoral de Mato Grosso, a médica e candidata ao governo estadual, Natasha Slhessarenko, divulgou um pronunciamento público no qual rebatia veementemente as acusações direcionadas à sua trajetória. A postagem do vídeo ocorreu após insinuações que vinculavam sua imagem à chamada “velha política” e a figuras investigadas. Durante a manifestação, a postulante ao Executivo mato-grossense classificou as insinuações como infundadas e indicou que os ataques decorrem de desespero eleitoral do grupo adversário.
A divulgação da mensagem ocorreu por meio de suas plataformas digitais, alcançando ampla repercussão no meio político estadual e junto ao eleitorado regional. No registro audiovisual, a candidata fez questão de enfatizar que sua trajetória pública e profissional permanece completamente limpa, sem qualquer tipo de apontamento judicial ou citação em investigações de órgãos de fiscalização. A iniciativa visou esclarecer de forma direta os fatos narrados, restabelecendo a verdade perante a opinião pública e reafirmando o compromisso de sua postura perante a sociedade de Mato Grosso.
A reação da candidata foi motivada pela veiculação de insinuações promovidas pela campanha do atual governador e adversário político, Otaviano Pivetta. A acusação central alegava que a médica mantinha alianças com políticos citados em investigações policiais. Diante dessas afirmações, Natasha Slhessarenko optou por dirigir-se diretamente à população para desfazer as narrativas adversas, destacando que as imputações tentam criar conexões artificiais e inverídicas que não correspondem aos seus compromissos e nem refletem a conduta mantida ao longo de toda a sua vida profissional.
A postura adotada pela postulante reflete a intenção de manter o debate eleitoral centrado na discussão de propostas concretas para o desenvolvimento do Estado. Ao rebater as acusações, a candidata busca defender sua honra e assegurar que o eleitorado disponha de informações transparentes sobre a conduta dos postulantes ao cargo máximo do Executivo.
A manifestação visa demonstrar que a prioridade de sua atuação continua sendo a apresentação de soluções viáveis para os problemas estruturais enfrentados pelos cidadãos mato-grossenses nas mais diversas áreas da administração pública.

Entre os argumentos apresentados, a médica destacou categoricamente que seu nome jamais esteve associado a investigações conduzidas pela Polícia Federal ou por qualquer outro órgão oficial de controle. De forma ostensiva, ressaltou que as apurações jornalísticas e os escândalos de corrupção que ganharam notoriedade no estado envolvem agentes ligados à atual gestão governamental. A candidata pontuou que o foco do debate sobre integridade pública deve recair sobre os atos da administração vigente, que acumula questionamentos sobre a aplicação dos recursos do contribuinte.
Durante o pronunciamento, Natasha declarou expressamente:
“A campanha de Pivetta agora tenta colar em mim alianças e histórias que não definem a minha trajetória, enquanto eu sigo apresentando propostas e falando do que realmente importa para Mato Grosso: saúde, segurança, moradia, emprego e qualidade de vida para a nossa população”.
A declaração sintetiza sua estratégia de afastar as investidas opositoras e reforçar a atenção sobre as demandas essenciais da comunidade, demonstrando equilíbrio e foco na gestão das políticas públicas necessárias para o estado.
Como medida concreta de gestão, a postulante assumiu o compromisso público de instaurar auditorias rigorosas em todos os contratos vigentes do governo estadual, caso seja vitoriosa no pleito eleitoral. A candidata enfatizou que haverá tolerância zero diante de eventuais irregularidades apuradas em sua administração. Em tom firme de advertência aos gestores, Natasha assegurou que o rigor da lei será aplicado contra qualquer desvio apurado, afirmando categoricamente que “se achar desvio, quem errou vai dormir na cadeia”, garantindo a preservação do patrimônio público.
A fundamentação da resposta incluiu a citação explícita de casos de grande repercussão, como a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que apurou fatos ligados ao Escândalo da Oi envolvendo o ex-governador Mauro Mendes e seus aliados políticos. Além disso, a médica recordou o histórico do Escândalo das Ambulâncias, citando a condenação imputada ao adversário Pivetta em virtude do superfaturamento verificado na aquisição de veículos de saúde.

A menção a esses eventos serviu para evidenciar o contraste entre sua conduta e as práticas questionadas pela Justiça.
Outro ponto de destaque refere-se à Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde, instaurada no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), que apura indícios de desvios expressivos de recursos públicos. Estima-se que as irregularidades investigadas no setor de saúde do Governo do Estado ultrapassem a quantia de R$ 1 bilhão de reais. A citação desse processo investigativo reforçou a denúncia da candidata acerca da gravidade das falhas administrativas e da necessidade urgente de fiscalização nos órgãos públicos estaduais.
Ao encerrar seu pronunciamento, a candidata reafirmou a lisura de sua carreira ao declarar que jamais presenciou operações de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência. Em mensagem direta ao adversário, disparou:
“O senhor não me meça pela sua régua. Afinal, a sua régua é bem curta e a sua lista de escândalos na política é bem longa”.
A declaração sintetiza o posicionamento firme da postulante na defesa de sua integridade e na consolidação de uma candidatura pautada pela ética e pelo respeito ao eleitor mato-grossense.
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