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Política

Vereadores de VG desistem de aumentar salários

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Um assunto bastante polemico para os eleitores e moradores tomou conta dos bastidores da politica na cidade vizinha de Cuiabá, Várzea Grande, mas precisamente na Câmara Municipal da Cidade Industrial, a polêmica foi o aumento do salario dos vereadores.

vereadores de vg2Segundo especialistas econômicos, o Brasil hoje vive um momento de crise, e a palavra, mas dito no momento e “cortar gastos”, e os vereadores municipais como sempre jogando na contramão, e queriam a todo custo aumenta os seus salários.

Depois de muita discussão e reprovação por parte da população várzea-grandense, os nobres pares resolveram por bem retirar da pauta de votação o Projeto de Lei 054/2016, que dispunha no aumento de valor dos seus salários.

Na semana passada, mas precisamente na ultima quarta-feira (23), em sessão na Câmara Municipal de Várzea Grande, e de protestos, os profissionais da área da Educação lotaram o auditório da Câmara estiveram presentes para fazerem os seus protestos com projeto que previa o reajuste de salário dos vereadores.

Os profissionais da Educação Municipal apareceram com cartazes e faixas criticando o aumento salarial dos vereadores, com dizeres como "salário baixo é da educação" e "troco um salário de vereador por um de merendeira".

A reclamação do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Várzea Grande (Sintep/VG), é que o Executivo Municipal concedeu reajuste de apenas 11,28% este ano aos professores, após duas greves nas escolas municipais, mas o reajuste que era para ser para todos na área da Educação, porém, não foi dado aos demais servidores da categoria.

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O Sintep diz que o reajuste salarial dos vereadores seria o dobro do que ganham hoje 1,2 mil profissionais da educação em Várzea Grande. Atualmente, o salário de merendeiras, vigias e auxiliares de limpeza é de R$ 980 bruto e segundo a categoria, eles não recebem aumento ou reajuste há dois anos.

O trabalho deles é semanal, são apenas quatro sessões por mês. Enquanto isso, com a falta de recursos, principalmente para a educação e em um município onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dos mais baixos, aliado ao momento político e econômico que o país atravessa, é inconcebível que se dê um aumento dessa natureza”, justificou o engenheiro agrônomo morador e eleitor da Cidade Industrial, Antônio Amorim.

A matéria chegou ate mesmo de ser lida em plenário pelos vereadores da cidade Industrial, mas foi retirada de pauta, e após eles próprios verificarem o Projeto de Lei 054/2016 e analisarem que o impacto financeiro da folha salarial de R$ 12.6 mil para cada parlamentar na próxima legislatura (2017/2020), em mais de R$ 50 mil ao mês, e mais de R$ 660 mil por ano daria estaria comprometendo a Câmara Municipal.

Caso o Projeto de Lei seguisse adiante, ele modificaria os Artigos 1º e da Lei nº 3.801/2012 e fixaria os salários dos vereadores no valor de 50% do salário dos deputados estaduais. Hoje o salário do vereador em Várzea Grande é de R$ 10.021,17. Se o projeto fosse aprovado ele subiria para R$ 12.650,00. O acréscimo seria de R$ 2.628,83

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Para o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara (CFO) Pedro Paulo TolaresPedrinho” (DEM), o aumento salarial é estabelecido no Artigo 29 da Constituição Federal quando diz que, “no município de 100 a 300 mil habitantes o vereador deve receber o percentual salarial de 50% do que recebe um deputado estadual, sendo assim, em Várzea Grande, o salário do vereador passaria de pouco mais R$ 10 mil reais bruto para R$ 12.600, também bruto”.

Mas, segundo o próprio Pedrinho, ele e os demais membros da CFO (vereadores Sumaia Leite e Wanderlei Cerqueira), viram o impacto financeiro que isso causaria no orçamento de 2017. “Além do mais não temos uma previsão orçamentária de aumento de duodécimo para 2017, e consequentemente, aumentando o salário dos vereadores poderia gerar um desconforto para a próxima gestão”.

Outro atenuante para o recuo do aumento, de acordo com o Democrata e presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da CâmaraPedro Paulo TolaresPedrinho”, “há movimento em todas as Câmaras do Brasil pedindo pelo não aumento salarial de vereadores e nós atentamos pra isso”. 

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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