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Política

Riva formaliza pedido de abertura da “CPI dos Grampos” na Assembleia Legislativa

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Bomba…bomba…bomba, mês de julho foi mesmo uma verdadeira BOMBA no meio politico com a declaração do Cabo Gerson Correa Junior, que resolveu abrir a boca e afirmar a participação no esquema e confirmar que existia mesmo os grampos ilegais no Estado.

Cabo Gerson afirmou durante a madrugada do dia 28 de julho quando estava sendo ouvido pela Justiça e disse: Hoje eu vim aqui para trazer a verdade real.

Foto: Alair Ribeiro

Conforme a declaração do policial militar em seu depoimento, Gerson disse que o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Cesar Zamar Taques, seria o responsável pelas escutas telefônicas e que ele teria sido também o responsável por bancar todo o trabalho que seria realizado com as escutas dos grampos. O grupo segundo Cabo Gersom, embolsou R$ 50 mil reais para que fossem comprados os equipamentos para as escutas.

O presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Mato Grosso, José Antônio Gonçalves Viana, o “Zeca Viana” em maio do ano passado, chegou de apresentar um requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denuncias sobre os grampos, mas conseguiu apenas 5 assinaturas das 8 que seriam necessárias para a abertura da CPI.

Após o retorno dos parlamentares que estavam em recesso na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a parlamentar estadual do Movimento Democrático Trabalhista (MDB), Janaína Greyce Riva, entrou com pedido de abertura da CPI, já que seu nome teria sido envolvido nas escutas telefônicas, quando foi revelado o escândalo da “Grampolândia” em março de 2017.

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Conforme a parlamentar estadual do MDB, Janaína Riva, o que motivou ela fazer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, foi a declaração do Policial Militar, Cabo Gerson Correa Junior ter apontado que o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Cesar Zamar Taques, e o governador Jose Pedro Gonçalves Taques (PSDB), seriam os responsáveis das escutas clandestinas de varias autoridades, políticos, empresários, jornalistas e principalmente os parlamentares estaduais.

Já com 10 assinaturas, a deputada estadual Janaína Greyce Riva, líder da “Oposição” na Assembleia Legislativa, apresentou durante sessão ordinária desta terça-feira (07), o requerimento para que seja instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito com o intuito de investigar a participação dos Poderes e de autoridades constituídas no crime dos grampos telefônicos ilegais, ocorridos em Mato Grosso.

Assinaram o requerimento os deputados:

Janaína Greyce Riva, MDB
Romoaldo Aloisio Boraczynski Junior, o Romoaldo Júnior, MDB
Jeferson Wagner Ramos, o Vagner Ramos, PSD
Ademir Antônio Bruneto, PSB
Jose Antônio Gonçalves Viana, o Zeca Viana, PDT
Dilmar Dal’Bosco, DEM
Valdir Mendes Barranco, PT
Allan Kardec Pinto Acosta Benitiz, o Allan Kardec, PDT
José Domingos Fraga Filho, PSD
Sebastião Machado Rezende, PSC

Mesmo com 10 assinaturas o requerimento da parlamentar não foi apreciado na mesma sessão, uma vez que em uma manobra, o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado, deputado estadual Wilson  Pereira dos Santos (PSDB), apresentou também o pedido de outra CPI, com a mesma temática, porém com 7 assinaturas apenas e assinada somente por deputados da base governista.

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O requerimento da base governista pede que o caso dos grampos seja investigado desde 2011, enquanto o da deputada se baseia nos depoimentos dos investigados pela Justiça de que os grampos tiveram início nas eleições de 2014.

O objeto do meu requerimento é a “Grampolândia Pantaneira” e ouvir todos aqueles citados até agora. Nós queremos chegar a uma conclusão definitiva sobre a participação de todos os agentes citados, inclusive do governador Pedro Taques. O deputado Wilson Santos, numa manobra e de maneira desrespeitosa para defender o seu patrão, o governador Pedro Taques, apresentou outro requerimento na mesma sessão, inclusive ainda sem assinaturas, para dizer que apresentou antes de mim e fazer valer o requerimento dele, com o foco desvirtuado, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, deputado estadual, Eduardo Botelho (DEM), disse que assessoria legislativa vai analisar os fatos e posteriormente emitir um parecer sobre qual requerimento irá prevalecer. Na mesma sessão, a deputada pediu oficialmente o arquivamento da CPI das Cartas de Crédito, que já extrapolou o prazo de encerramento e atualmente se encontra inclusive sem presidente. Para que a CPI dos Grampos seja instaurada, é necessário que uma das 3 em curso seja encerrada.

Já apresentei o requerimento para encerrar, mas para garantir já vou acionar a Justiça hoje para isso. Não há mais razão de ser e se arrasta por três anos sem dar em nada, finalizou.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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