Política
Jornalistas presos por corrupção querem ficar em celas especiais no CCC
Os advogados de defesas dos jornalistas Antônio Carlos Millas e Max Feitosa Millas, presos no último sábado, e que são acusados de extorquirem empresários e agentes públicos, entraram com pedido de transferência, do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).
O pedido foi distribuído ao juiz Geraldo Fidellis, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pela execução penitenciária da comarca.
Antes de analisar o pedido, o magistrado vai enviar o pedido para o Ministério Público Estadual (MPE) para emissão de parecer. Isso porque os jornalistas não apresentaram diplomas de formação superior, o que ensejaria o benefício da transferência para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) automaticamente.
Ainda não há decisão sobre os pedidos de transferência. As prisões foram feitas pela Polícia Civil de Mato Grosso, após deflagração da "Operação Liberdade de extorsão”.
Segundo as investigações, os cinco jornalistas ligados ao Grupo Centro-Oeste Popular extorquiam empresários e agentes públicos e cobravam de R$ 100 a R$ 300 mil para não divulgar reportagens sobre supostas irregularidades envolvendo os extorquidos.
Os envolvidos no caso são: Antônio Peres Pacheco que esta com prisão temporária e Max Feitosa Milas com prisão preventiva. Já os outros três, Maycon Feitosa Millas, Antônio Carlos Milas de Oliveira e Naedson Martins da Silva todos eles foram presos preventivamente em Campo Grande (MS), Nossa Senhora do Livramento (MT) e Brasília (DF).
Os cinco jornalistas presos suspeitos de prática de extorsão contra autoridades públicas devem ser ouvidos pela Polícia Civil ainda semana.
Em nota de esclarecimento divulgado pelo veiculo de comunicação em que trabalham do Grupo Milas de Comunicação, os jornalistas argumento que provarão inocência na polícia, levantando a suspeita de que tenham sofrido represálias por conta do trabalho. Destaca que a linha editorial dos veículos do grupo, de jornalismo investigativo, faz com que sofram "ameaças e intimidações".
Nota de esclarecimento
O Grupo Milas de Comunicação informa a seus colaboradores, anunciantes e principalmente à população, que todas as acusações que seus diretores e funcionários estão sendo envolvidos, na operação da Polícia Civil de Mato Grosso, serão esclarecidas em depoimento à Polícia.
Os veículos de imprensa do GM sempre se pautaram pela verdade e tem como linha editorial o Jornalismo Investigativo, o que tem incomodado poderosos do estado e refletindo constantes ameaças e intimidações aos funcionários e diretores do Grupo Milas de comunicação. A imprensa cumpre seu papel constitucional de reportar os fatos de interesse da sociedade e é isso que os jornais do GM faz diariamente.
Os jornalistas, acusados, estão prontos a esclarecer todas as informações que os investigadores desejarem.
Política
Pivetta rebate acusações de coação e desafia fachada de oposição a apresentar denuncia formal
O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu publicamente as acusações formuladas pelo seu principal adversário político no pleito estadual, o senador Wellington Fagundes (PL). A declaração de contestação ocorreu durante um encontro oficial com a imprensa local, ocasião na qual o chefe do Executivo estadual rechaçou as insinuações de que estaria promovendo retaliações administrativas contra gestores municipais.
O embate político atingiu seu ponto culminante após o senador oposicionista denunciar publicamente que a máquina pública estaria sendo utilizada para cooptar lideranças regionais. Segundo o parlamentar, diversos chefes do Executivo municipal estariam sofrendo coação velada e ameaças diretas de retenção de recursos orçamentários, caso manifestassem apoio formal à sua candidatura.
A reação do governador mato-grossense ocorreu no contexto da dinâmica diária de cobertura do processo eleitoral mato-grossense. Diante dos questionamentos apresentados pelos jornalistas presentes à coletiva, a manifestação oficial teve como objetivo central desqualificar o teor das acusações, cobrando materialidade probatória das alegações transmitidas pela oposição.
A controvérsia desenrola-se no território do Estado de Mato Grosso, alcançando a esfera administrativa do Palácio Paiaguás e impactando diretamente a articulação política nos diversos municípios que compõem o mapa eleitoral da unidade federativa.
O cenário institucional abrange o ecossistema de prefeituras interdependentes das repasses estaduais.

O estopim para o acirramento do tom do debate deu-se em virtude de recentes declarações concedidas por Wellington Fagundes, nas quais o candidato citou relatos sigilosos de prefeitos. De acordo com a denúncia da oposição, até 90% das verbas estaduais vinculadas a convênios estariam pendentes de repasse desde o exercício financeiro anterior, funcionando como instrumento de pressão eleitoral.
Em resposta incisiva, Otaviano Pivetta ironizou a ausência de elementos probatórios que sustentem a denúncia apresentada pelo adversário. Com tom de serenidade, o gestor desafiou a oposição a registrar formalmente os fatos perante os órgãos de controle, argumentando que denúncias de extrema gravidade exigem a instauração de procedimentos legais cabíveis e a apresentação formal de boletim de ocorrência.
A fundamentação apresentada por Pivetta pauta-se no histórico de sete anos e meio de diálogo institucional ininterrupto mantido pelo Governo do Estado com todas as administrações municipais. O candidato sustentou que o atendimento aos prefeitos ocorre de maneira totalmente isenta e republicana, sem distinção de matizes ideológicos ou filiações partidárias.
O foco do conflito gravita em torno da celebração e execução dos convênios estaduais, instrumentos jurídicos fundamentais pelos quais o Governo repassa recursos diretos do seu orçamento para as prefeituras. Essa descentralização orçamentária destina-se ao custeio de obras de infraestrutura, implementação de políticas públicas e aquisição de insumos estratégicos para os municípios.
A desavença pública ganha proporções estratégicas por ocorrer em pleno período de consolidação de alianças políticas e captação de apoios regionais para a disputa das eleições. A neutralidade ou o alinhamento dos prefeitos locais representam ativos cruciais para a consolidação dos palanques estaduais na corrida ao Governo.
O desdobramento desse episódio aponta para um acirramento das tensões jurídicas e políticas na disputa do Executivo Estadual. Enquanto a oposição busca desgastar a imagem da gestão atual alegando uso indevido da máquina pública, o governo baseia sua defesa na cobrança por denúncias formais, sustentando a equidade do processo administrativo.
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