Artigos
Ao produtor rural, com respeito
Autor: Luiz Piccinin* –
O mês de julho traz ao país e a seus brasileiros duas datas emblemáticas: o Dia do Pecuarista, comemorado no dia 15, e o Dia do Agricultor, em 28 de julho. Celebrar esses dois marcos, para além de um mero calendário fixo, é um dever cívico, considerando a nobreza do trabalho dos produtores rurais que, numa tradição secular, produzem vida e alimento, geram empregos e ajudam fortemente a movimentar uma das maiores economias do mundo.
Os dados oficiais revelam que 25,13% da soma de riquezas produzidas no Brasil em 2025 – o PIB (Produto Interno Bruto) – tem o agronegócio em sua base. Isso representa vultosos R$ 3,2 trilhões, junto ainda de outro dado impactante: 26% de todos os empregos no Brasil vêm do Agro.
Os dados oficiais também apontam que, em 2025, o agronegócio respondeu por 49% de todas as exportações brasileiras, abastecendo mais de 200 mercados internacionais. O país ocupa posição de liderança mundial nas exportações de soja, açúcar, café, algodão, carne bovina e carne de frango.
Tenho orgulho de vir da roça, como sempre gosto de afirmar. Ao longo dos meus 48 anos dedicados ao Agro, pude testemunhar as mais profundas e espetaculares transformações no campo, muito antes da chegada de máquinas altamente tecnificadas e de soluções tecnológicas, a grande transformação começou pelo posicionamento sustentável do produtor rural.
O profissional do campo se qualificou, se tornou mais consciente de seu papel na proteção ambiental, e segue em busca, permanentemente, do saber científico para seguir fazendo com que a vida possa avançar, construindo um agro cada vez mais forte e relevante para todos. Por isso, a cada agricultor e a cada pecuarista deste país, nosso respeito e homenagem.
*Presidente da Áster, concessionária John Deere em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
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Julho Laranja virou lei: o verdadeiro desafio começa agora
Autor: Dr. Paulo Zahr* –
A oficialização do Julho Laranja como campanha nacional de conscientização sobre a saúde ortodôntica infantil é uma conquista importante para a odontologia brasileira. Depois de anos de mobilização, a prevenção finalmente ganha espaço no calendário oficial do país.
Mas toda campanha traz uma responsabilidade: transformar informação em atitude.
Na odontologia, existe uma janela de oportunidade que não volta. Entre os 6 e os 12 anos, muitas alterações no desenvolvimento da arcada dentária podem ser identificadas e tratadas de forma mais simples, menos invasiva e com melhores resultados. Quando esse momento passa, o tratamento costuma se tornar mais longo e complexo.
Por isso, a nova lei vai além de criar uma data. Ela ajuda a mudar a percepção de que ortodontia começa quando os dentes permanentes já nasceram. Na prática, ela começa muito antes, com avaliação e acompanhamento.
Ao longo da minha trajetória, acompanhando milhares de pacientes e a expansão de uma rede presente em todo o Brasil, aprendi que informação faz diferença. Muitas famílias simplesmente não sabem que uma consulta preventiva pode evitar problemas futuros.
Ao mesmo tempo, seria ingenuidade acreditar que uma lei, sozinha, mudará esse cenário. O sucesso do Julho Laranja dependerá do envolvimento de pais, escolas, profissionais, setor público e iniciativa privada. Quando cada um assume sua parte, a prevenção deixa de ser apenas um discurso e passa a fazer parte da rotina das famílias.
O maior legado dessa lei não será o número de campanhas realizadas em julho, mas a quantidade de crianças que chegarão ao consultório na idade certa para uma avaliação preventiva.
Porque conscientizar é importante.
Mas é a ação que transforma sorrisos e muda histórias.
*Dr. Paulo Zahr – Cirurgião-dentista, fundador e CEO da OdontoCompany e empresário
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