O XADREZ POLÍTICO MUDA MAIS UMA VEZ
Quem sai ganhando com essa divisão no PL: Welton, Abílio ou Pivetta? Ninguém quer Zé Pedro Taques
Quartouuu! Queridos amigos e frequentadores do Boteco da Alameda, e depois de um show de bola da Seleção da Espanha sobre a Seleção da França, hoje começamos com o “Guri refestelado da Guarita”, que vem descendo a Avenida Couto Magalhães, na Monark Barra Forte gritando “ele é sensacional, o “Capitão Jaymão”, não é deste mundo, o homem sabe fazer político, não brinque com os “Irmãos Rocha”, que eles sabem conduzir o jogo”.
Embora convenhamos que, as coisas, pelo que tudo indica, não estavam favoráveis ao “Âncora“, que vinha derrapando na curva, correndo o risco de ser atropelado pelo “Homem Melancia“, e agora, parece que o Tico-Teco voltou a funcionar, e ensaiou até uma conversa ao pé de ouvido com o “Capitão Jaymão“, seguindo aquele velho ditado. “Antes ele ao meu lado, do que outro“, e assim, o jogo do xadrez político muda mais uma vez, no nosso “QUERIDO“, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso.
Pega aí: algumas pessoas, que moram na baixada cuiabana, afirmam que na atualidade o melhor que representa o Vale do Rio Cuiabá, é a do “Capitão Jaymão”, nascido em Vadjú, e conhece bem baixada.
Agora, pega a visão: alguns palpitadores políticos, dizem que para sobreviver uma candidatura ao Governo em chapa pura, o desafio é enfrentar a máquina, mas… existem fatos bem próximos, que acabam mostrando que a realidade não é bom essa, as coisas mudaram, o modo de fazer política também, a tecnologia veio para “salvar” o eleitorado de uma forma geral, exemplo, que nem sempre ter a máquina é sinônimo de campanha ganha, não precisamos ir longe, só lembrar que Jair Bolsonaro foi eleito, enfrentando a maquina do governo, Lula seguiu o mesmo “modos operandi”, mas teve o “STF” em seu favor.
A liberal Flávia Moretti, ganhou de Kalil Baracatti (MDB), o liberal Abilinho Brunini também foi eleito contra candidatos apoiados, por quem estava no “PODER”, os eleitores já aprenderam que “nem sempre quem está no “PODER” merece ficar no “PODER””.
Segue o fluxo, porque faltam 81 dias para as eleições de 2026.

Quem sai ganhando com essa divisão no PL: Wellton, Abílio ou Pivetta?
No dia 7, o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou o aval a candidatura de Wellton Fagundes. Mesmo após o endosso, o prefeito cuiabano Abílio Brunini manteve a posição de neutralidade, citando proximidade pessoal com o Republicanos, Otaviano Pivetta.
Ao ser informado da declaração, Wellton Fagundes demonstrou incomodo, mas afirmou que trabalhará pela unidade do partido.
“Olha, eu farei tudo para buscar a unidade“.
E agora? No Estado de Mato Grosso, a expectativa do Republicanos era contar com o apoio do Partido Liberal (PL) a candidatura de Otaviano Pivetta a reeleição.
A decisão amplia a distância entre as duas legendas, justamente no momento em que o governador do partido Republicanos busca reeditar a ampla coligação firmada em 2018 e 2022, quando o grupo liderado por Mauro Mendes reuniu partidos de centro e de direita.
Enquanto as negociações… nacionais continuam, o cenário na “QUERIDA“, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon permanece indefinido. Wellton, Pivetta e Jayme, mantêm suas pré-candidaturas ao Palácio Paiaguás.
O MDB, comandado pela “Mulher Maravilha” no Estado de Mato Grosso, sinalizou preferência para uma composição com o Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Campos, embora continue dialogando com os demais pré-candidatos antes das Convenções Partidárias.
Com as Convenções Partidárias previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, o espaço para construção de alianças diminui a cada dia. A manutenção da candidatura do liberal Wellton Fagundes, representa mais um obstáculo para a estratégia de unificação das forças de Centro e Direita em Mato Grosso e indica que a disputa pelo Palácio Paiaguás deverá contar, ao menos por enquanto, com múltiplos candidatos no campo conservador.

Ninguém quer Zé Pedro Taques?
Parece que há um princípio de racha na esquerda de Lula (PT) em Mato Grosso. O Partido Verde (PV) e o PCdoB se recusaram a assinar a lista da Federação Brasil da Esperança (que ainda tem o PT), que define nomes para a disputa por duas vagas a Casa Alta.
Na verdade, os dois partidos não aceitam apoiar a pré-candidatura do ex-governador Zé Pedro Taques (PSB).
Seus líderes direcionam o apoio ao Senador Carlos Fávaro (PSD), que é apoiado por Lula, que buscará a reeleição.
O que se percebe é que líderes verdes e comunistas não engolem, até hoje, a posição de Zé Pedro Taques, quando era senador em 2016 em apoiar o processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
O grupo político que apoia a reeleição do presidente Lula já enfrenta outro impasse: a articulação de Nenel Pinheiro para ser o nome na disputa do Palácio Paiaguás.
Nota de rodapé: Carlos Fávaro pode ir com “Capitão Jaymão” no pleito eleitoral; todo mundo preocupado em se arranjar e não tem como correr, vamos ver o que vai virar.
Segue o fluxo!
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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