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ALMT VIROU UMA ARENA DE ACUSAÇÕES RECÍPROCAS

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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Política

Quem sai ganhando com essa divisão no PL: Welton, Abílio ou Pivetta? Ninguém quer Zé Pedro Taques

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Quartouuu! Queridos amigos e frequentadores do Boteco da Alameda, e depois de um show de bola da Seleção da Espanha sobre a Seleção da França, hoje começamos com o “Guri refestelado da Guarita”, que vem descendo a Avenida Couto Magalhães, na Monark Barra Forte gritando “ele é sensacional, o “Capitão Jaymão”, não é deste mundo, o homem sabe fazer político, não brinque com os “Irmãos Rocha”, que eles sabem conduzir o jogo”.

Embora convenhamos que, as coisas, pelo que tudo indica, não estavam favoráveis ao “Âncora“, que vinha derrapando na curva, correndo o risco de ser atropelado pelo “Homem Melancia“, e agora, parece que o Tico-Teco voltou a funcionar, e ensaiou até uma conversa ao pé de ouvido com o “Capitão Jaymão“, seguindo aquele velho ditado. “Antes ele ao meu lado, do que outro“, e assim, o jogo do xadrez político muda mais uma vez, no nosso “QUERIDO“, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso.

Pega aí: algumas pessoas, que moram na baixada cuiabana, afirmam que na atualidade o melhor que representa o Vale do Rio Cuiabá, é a do “Capitão Jaymão”, nascido em Vadjú, e conhece bem baixada.

Agora, pega a visão: alguns palpitadores políticos, dizem que para sobreviver uma candidatura ao Governo em chapa pura, o desafio é enfrentar a máquina, mas… existem fatos bem próximos, que acabam mostrando que a realidade não é bom essa, as coisas mudaram, o modo de fazer política também, a tecnologia veio para “salvar” o eleitorado de uma forma geral, exemplo, que nem sempre ter a máquina é sinônimo de campanha ganha, não precisamos ir longe, só lembrar que Jair Bolsonaro foi eleito, enfrentando a maquina do governo, Lula seguiu o mesmo “modos operandi”, mas teve o “STF” em seu favor.

A liberal Flávia Moretti, ganhou de Kalil Baracatti (MDB), o liberal Abilinho Brunini também foi eleito contra candidatos apoiados, por quem estava no “PODER”, os eleitores já aprenderam que “nem sempre quem está no “PODER” merece ficar no “PODER””.

Segue o fluxo, porque faltam 81 dias para as eleições de 2026.

Quem sai ganhando com essa divisão no PL: Wellton, Abílio ou Pivetta?

No dia 7, o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou o aval a candidatura de Wellton Fagundes. Mesmo após o endosso, o prefeito cuiabano Abílio Brunini manteve a posição de neutralidade, citando proximidade pessoal com o Republicanos, Otaviano Pivetta.

Ao ser informado da declaração, Wellton Fagundes demonstrou incomodo, mas afirmou que trabalhará pela unidade do partido.

Olha, eu farei tudo para buscar a unidade“.

E agora? No Estado de Mato Grosso, a expectativa do Republicanos era contar com o apoio do Partido Liberal (PL) a candidatura de Otaviano Pivetta a reeleição.

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A decisão amplia a distância entre as duas legendas, justamente no momento em que o governador do partido Republicanos busca reeditar a ampla coligação firmada em 2018 e 2022, quando o grupo liderado por Mauro Mendes reuniu partidos de centro e de direita.

Enquanto as negociações… nacionais continuam, o cenário na QUERIDA“, “LINDA” e “MARAVILHOSATerra de Rondon permanece indefinido. Wellton, Pivetta e Jayme, mantêm suas pré-candidaturas ao Palácio Paiaguás.

O MDB, comandado pela “Mulher Maravilha” no Estado de Mato Grosso, sinalizou preferência para uma composição com o Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Campos, embora continue dialogando com os demais pré-candidatos antes das Convenções Partidárias.

Com as Convenções Partidárias previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, o espaço para construção de alianças diminui a cada dia. A manutenção da candidatura do liberal Wellton Fagundes, representa mais um obstáculo para a estratégia de unificação das forças de Centro e Direita em Mato Grosso e indica que a disputa pelo Palácio Paiaguás deverá contar, ao menos por enquanto, com múltiplos candidatos no campo conservador.

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Ninguém quer Zé Pedro Taques?

Parece que há um princípio de racha na esquerda de Lula (PT) em Mato Grosso. O Partido Verde (PV) e o PCdoB se recusaram a assinar a lista da Federação Brasil da Esperança (que ainda tem o PT), que define nomes para a disputa por duas vagas a Casa Alta.

Na verdade, os dois partidos não aceitam apoiar a pré-candidatura do ex-governador Zé Pedro Taques (PSB).

Seus líderes direcionam o apoio ao Senador Carlos Fávaro (PSD), que é apoiado por Lula, que buscará a reeleição.

O que se percebe é que líderes verdes e comunistas não engolem, até hoje, a posição de Zé Pedro Taques, quando era senador em 2016 em apoiar o processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

O grupo político que apoia a reeleição do presidente Lula já enfrenta outro impasse: a articulação de Nenel Pinheiro para ser o nome na disputa do Palácio Paiaguás.

Nota de rodapé: Carlos Fávaro pode ir com “Capitão Jaymão” no pleito eleitoral; todo mundo preocupado em se arranjar e não tem como correr, vamos ver o que vai virar.

Segue o fluxo!

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