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TRANSPARÊNCIA NA EXECUÇÃO DAS EMENDAS PARLAMENTARES

Relatório oficial expõe disparidades na distribuição de recursos

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Os principais beneficiários das Emendas Parlamentares pagas pelo Governo do Estado de Mato Grosso são deputados da base aliada do Palácio Paiaguás. Entre eles, destaca-se Dilmar Dal Bosco (UB), líder do governo na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), que recebeu o maior volume de repasses nos últimos quatro anos, consolidando sua posição como figura central na articulação política do Executivo Estadual.

O levantamento oficial da Secretaria Adjunta do Orçamento Estadual (SAOR), vinculado à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), revela que Dal Bosco acumulou R$ 68,1 milhões em emendas pagas entre 2023 e maio de 2026. O relatório, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), detalha os valores destinados a cada parlamentar e expõe a concentração de recursos em aliados governistas.

Os dados abrangem o período de 2023 a 2026, com destaque para os anos de 2024 e 2025, quando Dal Bosco recebeu, respectivamente, R$ 24,4 milhões e R$ 25,3 milhões. O documento foi consolidado até junho de 2026, momento em que a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), intensifica pressões para garantir repasses antes das restrições impostas pela legislação eleitoral.

As informações foram extraídas de relatórios técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, no contexto da ação direta de inconstitucionalidade que questiona a lei estadual sobre aumento do percentual de emendas impositivas. No âmbito estadual, os repasses beneficiaram municípios como Chapada dos Guimarães, Poconé e Várzea Grande, que figuram entre os mais contemplados.

A proximidade política com o governo Mauro Mendes (UB) e Otaviano Pivetta (Republicanos) tem sido determinante para a liberação de recursos. O relatório evidencia que parlamentares alinhados ao Executivo receberam montantes expressivos, enquanto opositores e independentes enfrentaram escassez, com casos de “zero emendas” pagas em 2026.

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Os repasses foram realizados por meio das emendas parlamentares impositivas, mecanismo que obriga o Executivo a executar parte do orçamento indicado pelos deputados. Contudo, a execução prática tem privilegiado aliados, criando uma disparidade política que se reflete diretamente na distribuição de recursos entre municípios e parlamentares.

Dilmar Dal Bosco lidera com R$ 68,1 milhões recebidos. Elizeu Nascimento (Novo) aparece em segundo lugar com R$ 67,5 milhões, seguido por Dr. Eugênio (Republicanos), que acumulou R$ 66,8 milhões. Outros nomes de destaque incluem Thiago Silva (MDB), com R$ 64,9 milhões, e Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), com R$ 64,8 milhões. Na ponta oposta, opositores como Valdir Barranco (PT) e Wilson Santos (PSD) não tiveram emendas pagas em 2026.

A divulgação do relatório promete acirrar os ânimos na Assembleia Legislativa Mato-grossense, especialmente em um ano eleitoral. A disparidade entre aliados e opositores pode intensificar embates políticos e gerar questionamentos sobre a legalidade e a transparência na execução das emendas, além de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a decidir sobre a constitucionalidade da lei estadual.

Chapada dos Guimarães lidera a lista de municípios contemplados em 2025, com R$ 13,8 milhões recebidos. Poconé aparece em seguida com R$ 9,3 milhões, enquanto Várzea Grande obteve R$ 8,7 milhões. Boa Esperança do Norte, considerada a cidade mais nova do país, recebeu R$ 1,4 milhão, representando apenas 0,5% do montante global. Em contrapartida, sete cidades, incluindo Nova Santa Helena e Campos de Júlio, não receberam nenhum repasse.

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O relatório surge em meio a uma disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) e a um cenário político marcado por tensões entre governo e oposição. A concentração de recursos em aliados reforça a percepção de que o Executivo utiliza as emendas como instrumento de fortalecimento político, enquanto a escassez para opositores evidencia a fragilidade da independência parlamentar diante da máquina estatal.

Veja lista completa:

1 Dilmar Dal Bosco ………………… R$ 68.128.163,34
2 Elizeu Nascimento ………………. R$ 67.515.754,49
3 Dr. Eugênio ………………………….R$ 66.815.534,07
4 Thiago Silva ……………………….. R$ 64.907.426,81
5 Max Russi ………………………….. R$ 64.864.072,94
6 Paulo Araújo ………………………. R$ 64.838.748,00
7 Wilson Santos …………………….. R$ 64.747.438,09
8 Eduardo Botelho …………………  R$ 63.875.711,47
9 Dr. João ……………………………… R$ 63.586.081,04
10 Faissal ……………………………… R$ 60.171.986,41
11 Sebastião Rezende ……………. R$ 60.010.518,48
12 Nininho …………………………….  R$ 59.635.689,21
13 Valmir Moretto ………………….   R$ 59.146.917,62
14 Gilberto Cattani …………………  R$ 59.011.665,66
15 Janaina Riva ………………………R$ 57.756.546,89
16 Fabio Tardin ……………………… R$ 57.164.641,13
17 Valdir Barranco …………………. R$ 53.166.476,94
18 Beto Dois a Um …………………. R$ 52.764.767,40
19 Carlos Avalone ………………….. R$ 52.478.813,69
20 Juca do Guaraná ……………….  R$ 52.060.947,91
21 Diego Guimarães ………………. R$ 50.316.620,41
22 Júlio Campos …………………….  R$ 49.760.308,04
23 Lúdio Cabral ……………………… R$ 49.121.492,40
24 Chico Guarnieri …………………. R$ 4.400.000,00 (*)
*Chico assumiu em fevereiro

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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