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Política

Processo do ex-vereador João Emanuel vai continuar nas mãos da juíza Selma Arruda

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A juíza Selma Regina Santos Arruda, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá vai continuar a frente dos processos referentes a "Operação Castelo de Areia", onde o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, João Emanuel de Lima, preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), é investigado.

A decisão de manter a juíza em toda a apuração é da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) julgou improcedentes dois processos de exceção de suspeição contra a juíza impetrados pelo ex-vereador João Emanuel Moreira e pelo irmão dele, o advogado Lázaro Moreira.

A juíza Selma Regina Santos Arruda contou com o voto do relator do processo, desembargador Orlando Perri, que foi apoiado pelos desembargadores Marcos Machado e Paulo da Cunha

O ex-vereador alegava, via sua defesa que a juíza já havia determinado a instauração de um processo administrativo disciplinar contra os advogados de João Emanuel pelo fato de não terem comparecido à audiência que se realizaria no último dia 7, dia em que estava prevista a oitiva do ex-vereador, o que não ocorreu por conta da greve dos agentes penitenciários, o que também motivou a ausência dos advogados.

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A defesa no pedido de afastamento da juíza alegou o vazamento de informações sigilosas à magistrada. Segundo o advogado Irênio Lima, pai de João Emanuel, houve momentos em que a imprensa soube de decisões antes dele, que se mantinha em constante vigilância na secretaria da 7ª Vara Criminal.

Também foi atribuída a juíza Selma Regina Santos Arruda a "espetacularização" da prisão de João Emanuel e também do depoimento de Walter Dias Magalhães Júnior, réu junto com o ex-vereador e que afirmou à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) ter ouvido João Emanuel dizer que tinha planos junto ao Comando Vermelho para assassinar a juíza.

Sobre esse caso, o desembargador Orlando Perri disse que investigou o caso e ouviu testemunhas e não ficou comprovado que a denúncia tenha partido da magistrada, mas sim de um dos policiais militares que fazem a escolta dela. Também não ficou comprovado que o depoimento de Walter tenha sido vazado por ela. 

Segundo Orlando Perri, foram mais de dez motivos apontados pela defesa para declarar a suspeição de Selma Arruda, no entanto, somente o que se refere à possível ameaça de morte contra ela, já que isso poderia levá-la a “se valer da toga como fim de praticar vingança” contra o réu.

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No entanto, com as oitivas de testemunhas, como o delegado Flávio Stringueta, que recebeu o depoimento de Walter Dias, na época, ficou comprovado que João Emanuel estaria bêbado quando teria dito do suposto plano de morte.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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