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FEDERAÇÃO VAI INPACTAR ELEIÇÃO

Políticos de MT não se desesperem: Federação Partidária é só uma experiência

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A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 17, prevê o modelo do pluripartidarismo, ou seja, não há restrição ao número de partidos. Em uma tentativa de minimizar os efeitos dessa fragmentação partidária surgiu a ideia da Federação Partidária por meio da Lei 14.208 de 28 de setembro de 2021.

O que interfere na sua vida a Federação Partidária?

Na sua vida talvez nada, mas na vida dos políticos, nem pergunte, tá vendo a choradeira?

A Federação Partidária consiste na união de dois ou mais partidos com estatuto e programa comuns registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa união atuará como se fosse um só partido antes e depois das eleições.

A existência da Federação Partidária não interfere na autonomia dos partidos que a integram, os quais continuarão a existir preservada a responsabilidade de cada legenda.

Qual a diferença entre Federação Partidária e Coligações?

As Federações de partidos políticos continuarão existindo após o resultado da eleição. Os eleitos pela federação atuarão, representando esse “bloco político”, pois a Lei 14.208/21 prevê uma duração mínima de quatro anos para a Federação Partidária.

Já as coligações se formam no ano de eleição no momento das convenções partidárias e se extinguem após o pleito. No caso da coligação, os partidos se unem apenas para a disputa dos cargos majoritárias. Passada a eleição, os partidos políticos coligados retornam a sua individualidade.

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Lembrando aos amigos internautas do Blog do Valdemir que, as coligações para os cargos proporcionais (deputado federal, estadual e vereador) não estão permitidas pela nova Lei Eleitoral.

2022 experiência

Por estarmos diante de uma experiência, a formação de uma Federação Partidária exige sintonia e congruência entre partidos políticos com ideário similar e, principalmente desprendimento e articulação política para divisão de poderes por quatro anos, período relativamente longo.

Vantagem

A maior vantagem da Federação Partidária é possibilidade que dois ou mais partidos unam esforços para montar comandos fortes na disputa por cargos proporcionais, na medida que a coligação está agora restrita aos cargos majoritários (presidente, governador, prefeito e senador).

Impacto as eleições

O Brasil tem partidos demais. Isso por si só, não é um problema. O problema é que o Brasil possuí 24 partidos com representação parlamentar em nível federal característica que torna o sistema político fragmentado e de difícil coordenação, ingovernável, se quisermos esticar um pouco o argumento.

Por essas razões desde 2017 a Constituição prevê uma medida dura que restringe o acesso aos recursos do Fundo Partidário, condicionando ao alcance de um piso alto de votação em eleições nacionais, a chamada cláusula de desempenho. Para ter recursos, o partido precisa ter votos. Além disso, a Constituição facilita a migração de eleitos para siglas que tenham atingido o quórum mínimo da cláusula.

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Impactos

As Federações impactarão a formação de alianças não somente em nível nacional. Não existirá Federação Partidária pela metade ou somente disposta a disputar a eleição presidencial. Diferentemente das coligações, as federações não mudam a cada fronteira de estado que se cruza. Os partidos federados devem estar alinhados em todas as unidades da federação, o que vem provocando uma necessidade de acomodação de interesses conflitantes nos diretórios locais.

O desespero

Quem critica a Federação Partidária tem um ponto. Querendo ou não, elas vieram para driblar os efeitos da cláusula de desempenho sobre partidos menores. No entanto não há como negar que as Federações Partidárias tenderão a agrupar partidos ideologicamente próximos, uma vez que vão ficar juntos durante quatro anos. Ninguém quer ficar dormindo tanto tempo com o inimigo.

Senhores políticos: não precisam ficar preocupados ou ansiosos demais com problemas futuros. Em vez disso vivam um dia de cada vez.

Nota da redação

O bote de salvação não deve aguentar muito tempo. Às Federações Partidárias já nasceu fadada ao fracasso, com uma vida curta, e esse fracasso deve ser imposto justamente pelas demandas a nível regional a nível regional.

Às Federações Partidárias não devem durar mais do que até 2025, ano em que deve ocorrer a próxima reforma eleitoral por ser o ano que precede a próxima eleição geral.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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